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2008/12/14 Jimi Hendrix![]() Nascido em Seattle em 27 de Novembro de 1942, James Marshall Hendrix
começou tocando Blues, influenciado por Muddy Waters e Robert Johnson.
Tocou em diversas bandas com amigos até se mudar para New York, em
1963, onde passou a trabalhar como músico de estúdio, gravando e
tocando com os Isley Brothers, Jackie Wilson, Sam Cooke e Little
Richards. Juventude: antes de ser profissionalHendrix cresceu tímido e sensível, tendo de ser o responsavel por cuidar de seu irmão mais novo, Leon Hendrix, profundamente afetado por problemas familiares, tais como o divórcio dos seus pais em 1951 e a morte de sua mãe em 1958, quando ele tinha apenas 16 anos. Era muito afeiçoado à sua avó materna, que possuía sangue cherokee, e que incutiu no jovem Jimi um forte sentido de orgulho de seus ancestrais nativos norte-americanos. No mesmo ano, o seu pai, chamado Al Hendrix, deu-lhe um ukelele (instrumento de 4 cordas, introduzido no Havaí pelos portugueses no século XVII), e posteriormente comprou, por apenas US$ 5 dólares, uma guitarra acústica, pondo-o no caminho da sua futura vocação. Depois de tocar com várias bandas locais de Seattle, Hendrix alistou-se ao exército, juntando-se à 101-a Divisão Aerotransportada (101st Airborne Division) baseada em Fort Campbell, Kentucky, a 80 km da cidade de Nashville, no Tennessee, como pára-quedista. Ali ele serviu por menos de 1 ano e recebeu dispensa médica após fraturar o tornozelo em um salto. Mais tarde ele diria que o som do ar assobiando no pára-quedas era uma das fontes de inspiração para o seu som "espacial" na guitarra. Não há nenhum registo médico no exército americano sobre a dispensa de Hendrix. Em 2005, Charles Cross, que foi autor da biografia do líder do Nirvana, Kurt Cibain, publicou no seu livro "Room Full of Mirrors", que o guitarrista alegou estar apaixonado por um dos seus colegas do seu agrupamento, numa visita ao serviço psiquiátrico em 1962, em Fort Campbell (Estado do Kentucky). Aquilo era mentira, segundo Cross, que relata a preferência do músico por mulheres. "Ele queria apenas escapar do exército para se dedicar à música." Hendrix, que se alistou como voluntário para a Guerra doVietnã, nunca esteve em combate, porém as suas gravações tornaram-se as favoritas entre os soldados que lá lutavam. Inicialmente levou uma vida precária tocando em bandas de apoio a músicos de soul e blues como Curtis Knight, B.B King, e Little Richard em 1965. Sua primeira aparição destacada foi com os Isley Brothers, principalmente no "Testify" em 1964. MorteHendrix permaneceu na Inglaterra e, no trágico dia 18 de Setembro, foi encontrado na cama do quarto de um hotel onde estava com uma namorada alemã, Monika Dannemann, desacordado após ter tomado nove pílulas de Vesperax (forte analgésico), tendo, em seguida, se asfixiado em seu próprio vômito. O laudo do hospital disse que Hendrix chegou ao hospital já morto. Seu corpo foi mandado de volta para casa e enterrado no Greenwood Memorial Park, em Renton, estado de Washigton, nos Estados Unidos. LegadoParte do estilo único de Hendrix se deve ao fato dele ter sido um canhoto que tocava uma guitarra para destros virada ao contrário com suas cordas invertidas . Embora ele tivesse e usasse diversos modelos de guitarra durante sua carreira (incluindo uma Gibson Flying V que ele decorara com motivos psicodélicos), sua guitarra preferida, e que será sempre associada a ele, era a Fender Stratocaster, ou "Strat". Ele comprou sua primeira Strat por volta de 1965, e usou-as quase constantemente durante o resto de sua vida. Uma característica da Strat que Hendrix utilizou ao máximo foi a alavanca de trêmolo, patenteada pela Fender, que o habilitou a "entortar" notas e acordes inteiros sem que a guitarra saísse da afinação. O braço relativamente estreito da Strat, de fácil ação, foi também perfeito para o estilo envolvente de Hendrix e potencializou enormemente sua grande destreza - como pode ser visto em filmes e fotos, as mãos de Jimi eram tão grandes que lhe permitiam pressionar todas as seis cordas com apenas a parte de cima do seu polegar, e ele podia, pelo que dizem, tocar partes rítmicas e solos simultaneamente. As Statocasters foram primeiramente popularizadas por Buddy Holly e pela banda britânica The Shadows, mas elas eram quase impossíveis de serem obtidas no Reino Unido até a metade da década de 60, devido às restrições de importação do pós-guerra. O surgimento de Hendrix coincidiu com o fim dessas restrições, e ele, de forma indiscutível, fez mais do que qualquer outro músico para tornar a Stratocaster a guitarra elétrica mais vendida na história. Anteriormente à sua chegada ao Reino Unido, a maioria dos músicos mais conhecidos utilizava guitarras Gibson e Rickenbacker, mas depois de Hendrix, quase todos os principais guitarristas, incluindo Jeff Beck e Eric Clapton, trocaram para as Fender Strats. Hendrix comprou várias Strats durante sua vida; ele deu várias de presente (incluindo uma dada ao guitarrista do ZZ Top Billy Gibbons), mas muitas outras foram roubadas e ele mesmo destruiu diversas delas em seus famosos rituais de queima da guitarra ao final dos shows. As partes queimadas e quebradas de uma Stratocaster que ele destruiu no Miami Pop Festival em 1968 foram dadas a Frank Zappa, que mais tarde a reconstruiu e tocou com ela extensivamente durante os anos 70 e 80. Depois da morte de Zappa, a guitarra foi posta à venda pelo filho de Zappa, Dweezil. Em maio de 1992, Dweezil colocou a guitarra à leilão nos Estados Unidos, esperando faturar US$ 1 milhão de dólares, mas a venda não foi efetuada. Tentou novamente leiloá-la em Setembro, por 450 mil libras (em torno de 650 mil Euros), mas mais uma vez a venda não foi efetuada. A maior oferta feita por telefone, de 300 mil libras (em torno de 430 mil Euros) foi recusada. A lendária Strat branca de 1968 que Hendrix tocou no Woodstock foi vendida na Casa de Leilões Sotheby de Londres, em 1990, por £ 174 mil (em torno de 250 mil Euros). A guitarra foi re-vendida em 1993 por £ 750 mil. Hendrix foi também um revolucionário no desenvolvimento da amplificação e dos efeitos com a guitarra moderna. Sua alta energia no palco e volume elevado com o qual tocava requeriam amplificadores robustos e potentes. Durante os primeiros meses de sua turnê inicial ele usou amplificadores Vox e Fender, mas ele rapidamente descobriu que eles não podiam aguentar o rigor de um show do Experience. Felizmente ele descobriu o alcance dos amplificadores de guitarra de alta potência fabricados pelo engenheiro de áudio inglês Jim Marshall e eles se mostraram perfeitos para as necessidades de Jimi. Assim como ocorreu com a Strat, Hendrix foi o principal promotor da popularidade das "Pilhas Marshall" e os amplificadores Marshall foram cruciais na modelagem do seu som pesado e saturado, habilitando-o a controlar o uso criativo de "feedback" (N.T. microfonia) como efeito musical. Hendrix foi também constante na procura de novos efeitos de guitarra. Ele foi um dos primeiros guitarristas a se lançar além do palco a explorar por completo as totais possibilidades do pedal wah-wah. Ele também teve um associação muito proveitosa com o engenheiro Roger Mayer e fez uso extensivo de muitos dos dispositivos desenvolvidos por ele, incluindo a "Axis Fuzz Unit" , o "Octavia octavia doubler" e o "UniVibe", uma unidade de vibrato desenvolvida para simular eletronicamente os efeitos de modulação dos alto-falantes Leslie. O som de Hendrix era uma mistura única de alto volume e alta força, controle preciso do "feedback" e uma variação de efeitos de guitarra cortantes, especialmente a combinação "UniVibe"-"Octavia", que pode ser escutada na sua totalidade na versão ao vivo de 'Machine Gun' gravada pela 'Band of Gypsys'. A despeito da sua agitada agenda de turnês e seu perfeccionismo notório, ele era também um produtivo artista que deixou mais de 300 gravações inéditas, além de seus três LPs oficiais e vários compactos. Ele se tornou lendário como um dos grandes músicos do rock da década de 60 que, tal como Janis Joplin, Jim Morrisn e Brian Jones se lançaram para o estrelato, tiveram sucesso por apenas uns poucos anos, e morreram ainda jovens. Jimi Hendrix foi um
símbolo do movimento hippie e nunca esqueceremos a sua
música e o seu espirito de trabalhador exigente, porém criativo. Não
esqueceremos também que ele foi o melhor guitarrista do mundo. Herança
Na falta de um testamento, Al Hendrix, pai de Jimi, herdou os direitos e "royalties" das gravações do filho, e confiou-os a um advogado, o qual supostamente enganou Al convencendo-o a vender esses direitos a companhias pertencentes a ele próprio. Al processou-o em 1993 por administrar de forma incompetente esses bens. O processo foi financiado pelo co-fundador da Microsoft, Paul Allen, um fã devoto de Hendrix de longa data. Em uma resolução de 1995, Al Hendrix finalmente recuperou o controle sobre todas as gravações do filho. Diversos álbuns foram então remasterizados a partir das fitas originais e relançados. Al Hendrix morreu em 2002 com 82 anos. O controle dos bens e da companhia Experience Hendrix, que fora montada para administrar o legado de Hendrix, passou então à meia-irmã de Jimi, Janie. Em 2004, Janie Hendrix foi
processada por seu meio-irmão, Leon Hendrix, irmão mais novo de Jimi, o qual
foi deixado de fora do testamento de seu pai, em 1997. Ele buscava a
restauração de sua parte na herança e a remoção de sua meia-irmã da posição de
controle da propriedade de Hendrix. Jimi hendrix - Hey Joe
2008/7/28 Barão vermelhoO Barão Vermelho nasceu em 1981, no Rio de Janeiro, a partir da vontade de Roberto Frejat, Guto Goffi, Dé Palmeira e Maurício Barros de tocar rock’n roll em estado puro. Mas só no ano seguinte, os quatro integrantes encontrariam o vocalista Cazuza e gravariam o primeiro LP, "Barão Vermelho", pela Som Livre, fazendo alguns shows apenas no Rio e em São Paulo. Depois do lançamento do disco "2", que inclui a faixa "Pro Dia Nascer Feliz", vem o sucesso nacional em 1984 com "Beth Balanço", da trilha sonora do filme de mesmo nome e presente no terceiro disco do grupo, "Maior Abandonado". Em janeiro de 1985 participam do festival Rock In Rio e em junho é anunciada a saída do vocalista Cazuza, que parte para carreira solo, e a entrada de Fernando Magalhães e Peninha. Frejat passa a ser vocalista e o Barão Vermelho assina contrato com a Warner. Em 1988 lançam o sexto álbum “Carnaval”, que tem a faixa “Pense e Dance” incluída na trilha sonora da novela Vale Tudo, de Gilberto Braga. Sucesso absoluto, o Barão fecha o ano fazendo o show de abertura da turnê de Rod Stewart no Brasil. Em 1989, com a popularidade em alta, a banda grava seu sétimo disco, “Barão ao Vivo”, na Dama Xoc, em São Paulo. Em 1990, o Barão Vermelho participa do Hollywood Rock e é considerado o melhor grupo nacional do festival. No mesmo ano, o baixista Dé é substituído por Dadi, ex-integrante dos Novos Baianos e do A Cor do Som. A banda grava o oitavo disco, “Na Calada da Noite”, escolhido em 1991, por unanimidade de público e crítica da revista Bizz, como o melhor Disco do Ano. Todos os integrantes da banda são apontados, em suas respectivas categorias, os melhores de 90, incluindo Peninha, Fernando Magalhães e Dadi. Em julho, o Barão Vermelho recebe o prêmio Sharp de melhor grupo de rock de 1990. O baixista Dadi é substituído por Rodrigo Santos, que está no grupo até hoje. Com mais de uma década de estrada, o Barão Vermelho é eleito mais uma vez pelo público e crítica como o melhor grupo do Hollywood Rock 92. No mesmo ano, recebeu o segundo Prêmio Sharp, como melhor banda de rock. Lançado em dezembro de 1999, “Balada MTV – Barão Vermelho” é uma retrospectiva eletro-acústica do grupo, com os melhores momentos da carreira, em novos arranjos. Gravado ao vivo, o CD inclui ainda a inédita "Enquanto Ela Não Chegar" e regravações de Raul Seixas, Cazuza e Legião Urbana. Em 2001, depois de mais uma apresentação surpreendente no Rock in Rio 3 – Por um Mundo Melhor, o Barão Vermelho faz uma pausa para seus integrantes desenvolverem projetos paralelos. Em 2004 eles lançaram “Barão Vermelho”, que mostra o puro rock’n roll do início de carreira, com hits como ‘Cuidado’ e ‘A chave da porta da frente’, já estourada nas rádios de todo o Brasil, além de ‘Embriague-se’, ‘Cara a Cara’, “Cigarro aceso no braço” e “Para toda vida”, entre outras. O CD marca o último trabalho do produtor Tom Capone com a banda. Ao todo são 23 anos de carreira e 15 CDs, que mantém o Barão Vermelho como uma das principais grifes do Rock Brasil. "Declare Guerra", "Por Que A Gente É Assim", "Quem Me Olha Só", "Pense e Dance", "Torre de Babel", “Billy Negão”, “Por você”, "O Poeta Está Vivo", "Supermercados da Vida", "Malandragem Dá um Tempo" e "Puro Êxtase" são alguns dos hits inesquecíveis que agregam diferentes gerações nos shows da banda pelo Brasil. Atualmente a formação do Barão Vermelho é composta por Roberto Frejat (guitarra e voz), Fernando Magalhães (guitarra), Rodrigo Santos (baixo), Guto Goffi (bateria) e Peninha (percussão). Nos shows contam com a participação especial de Maurício Barros (teclados). Em agosto de 2005, o Barão Vermelho subiu ao palco do reformulado Circo Voador para gravar o seu primeiro DVD, dentro do projeto MTV ao Vivo. Joana Mazzucchelli cuidou da direção de imagens, enquanto coube à Ezequiel Neves a direção musical também para o CD. O DVD reproduz a euforia e o entusiasmo dos fãs em ver o grupo em seu melhor momento de carreira, prestes a completar ¼ de século de estrada. No repertório do CD e DVD estão clássicos do grupo, além da única música inédita, “Nosso Mundo”, composição de Guto Goffi e Maurício Barros. O elemento surpresa do Barão MTV ao Vivo fica por conta da dobradinha virtual, entre Cazuza e Frejat – este interpretando pela primeira vez - na canção “Codinome Beija-Flor”, de Cazuza e Ezequiel Neves, escolhida como música de trabalho deste novo CD. 2008/7/26 Biografia - Guilherme ArantesO
paulistano Guilherme Arantes nasceu em 28/07/1953. Filho do médico
formado pela USP, Dr. Gelson Lima Arantes e Hebe Planet
Martuscelli, bibliotecária e professora de línguas, tem duas irmãs:
Ana Cristina, professora universitária e Heloísa, formada em medicina. Aos
5 anos Guilherme Arantes já tocava cavaquinho. Foi muito influenciado
pelo pai que gostava muito de música, comprava discos e apreciava músicos
regionais, como Paulo Vanzolini. Aprendeu piano com 6 anos de idade.
Na adolescência integrou o grupo Os
Polissonantes que tinha como baixista o ator Kadu Moliterno. Mas o
primeiro trabalho profissional com registro em disco e shows foi o
Moto perpétuo
- em 1974 um único LP foi lançado pela gravadora Continental, produzido
pelo jornalista Moracy do Val (ex-"Última Hora" e que lançou o grupo
"Secos & Molhados"). O show de estréia do Moto Perpétuo foi no
Teatro 13 de Maio, em São Paulo, no mês de novembro. Depois o grupo foi
desfeito já que Guilherme desejava fazer um trabalho mais ligado à
música popular. Arantes também trabalhou com a produção de jingles e
vinhetas para os estúdios Pauta e Vice-Versa. A arquitetura chegou a
empolgar Guilherme Arantes, durante um tempo, mas acabou por abandonar
o curso em 1975, trancando matrícula na FAU, de São Paulo, para se
dedicar à música. A carreira solo deu início a partir, então, de 1975, quando apresentou uma fita com suas músicas em várias gravadoras. Em 76, surgiu o convite da Som Livre que se interessou especificamente por Meu Mundo e Nada Mais que tinham lançado na novela "Anjo Mau", como tema do personagem Nice, vivido pela atriz Susana Vieira. Guilherme Arantes passou a ser transformado numa espécie de ídolo nacional pelo rádio e TV, após a gravação de um compacto com a música-tema da novela. A balada estourou nas paradas de sucessos de todo o Brasil e veio o primeiro LP. O jovem cantor e compositor tinha 23 anos mas as músicas do disco tinham sido compostas em sua adolescência. A Cidade e a Neblina, por exemplo, foi composta com 17 anos. Do mesmo disco, estourou no rádio Descer a Serra e Cuide-se Bem (novela "Duas Vidas"). Além da Som Livre passou pelas gravadoras Wea, CBS/Sony, EMI-Odeon e PlayArte. No ano 2000, o músico mudou-se para Camaçari (BA), onde fundou a ONG "Planeta água" e passou a produzir seus próprios discos em seu estúdio. O primeiro foi um disco instrumental " New Classical Piano Solos" - lançado em Nova Iorque e distribuído pela Sony Music. Em 2003, de volta à Som Livre "Aprendiz" trouxe mais um tema de novela "Casulo" (Agora é Que São Elas). Em agosto de 2007 lançou "Lótus", novo disco produzido em seu estúdio "Coaxo do Sapo", com distribuição da Som Livre.
Entre 1982/83, Guilherme Arantes chegou a bater o recorde em arrecadação
de direitos autorais, superando Caetano Veloso, Chico Buarque, Rita Lee
e Jorge Benjor. Na lista do ECAD ele comparecia com mais de três músicas
em execução - Pedacinhos, Brincar de Viver,
Lindo Balão Azul e Labirinto.
Desde então Guilherme Arantes vem colecionando sucessos, atravessando
altos e baixos, como muitos artistas da MPB - fato comum atualmente no
meio musical, constantemente bombardeado por modismos comerciais. O FIC - "Festival
Internacional da Canção" promovido pela Rede Globo em 1970, foi a
primeira incursão solo de Guilherme Arantes num festival, quando inscreveu
duas músicas - uma delas Purus
Paralelo VII, recusadas na fase de pré-seleção. Também fez
participações com o grupo Moto Perpétuo no "Festival de Águas
Claras".
Em 1981 a expectativa do público não foi correspondida pelo júri de
138 pessoas que deu a vitória a Purpurina,
composição do gaúcho Jerônimo Jardim, defendida por Lucinha Lins.
Planeta
Água de Guilherme Arantes, mesmo classificada em segundo lugar
foi o grande sucesso do festival "MPB-Shell-81" e teve grande execução
nas rádios de todo o Brasil. Lucinha Lins - ''Hoje é fácil lembrar o episódio Purpurina, mas, naquele momento, eu não tinha a menor consciência do que estava acontecendo. Não sentia nada, fiquei completamente anestesiada. Foi uma catarse, as pessoas enlouqueceram. No dia seguinte, eu tinha manchas pelo corpo todo porque o público me atirava aqueles abanadores e, no final das contas, parecia que eu tinha sido desenhada com caneta azul. Quando vejo esse teipe é constrangedor, minha cara aparece toda retorcida'', lembra Lucinha, que, mais tarde, ouviu de Augusto César Vanucci, produtor do festival, que nem os jurados acreditavam na vitória de Purpurina, o que gerou duas recontagens de votos. ''Tenho paixão por aquela música, mas admito que foi uma zebra. Sei que o problema não era comigo. Nunca duvidei do meu talento.'' Guilherme
Arantes manteve uma conduta irrepreensível no que diz respeito à
aceitação do resultado oficial, quando recebeu o prêmio das mãos de
Zé Ramalho. Um comportamento que, a julgar por uma de suas composições,
"Aprendendo a Jogar", faz parte de sua filosofia de vida:
"nem sempre ganhando, nem sempre perdendo, mas aprendendo a
jogar". Em
1982, Guilherme Arantes chega a final de mais um festival, o "MPB-Shell
82", trazendo uma canção romântica bem no estilo do intérprete que a
defendeu, Cauby Peixoto. Ria de
Mim ganhou o prêmio de melhor arranjo da noite e Cauby o de melhor
intérprete do festival. A grande vencedora foi Pelo
Amor de Deus com Emílio Santiago. Já foram 24 músicas de
Guilherme Arantes inseridas em telenovelas da Rede Globo: Amanhã
("Dancing' Days"), Deixa
Chover ("Baila Comigo"), Um
Dia Um Adeus ("Mandala"), Ouro
("Sassaricando"), entre outras. Algumas compostas ou adaptadas
especialmente para a trama da novela, como Raça
de Heróis ("Que Rei Sou Eu?"), Fio
da Navalha ("Partido Alto") e Sob
o Efeito de Um Olhar ("Vamp"). Guilherme Arantes faz uma música contemporânea que desconhece limitações. Tem uma visão bastante ampla dos horizontes da música pop. As influências são diversas. Vão do som dos Beatles, Rolling Stones, ao rock progressivo de grupos que fizeram ótimos trabalhos como Yes e Emerson, Lake and Palmer. No Brasil, influências do tropicalismo, Chico Buarque, a bossa-nova de Tom Jobim ao som dos grandes músicos mineiros: Milton Nascimento, Lô Borges, Beto Guedes e Flávio Venturini. As músicas de Guilherme Arantes são consagradas não apenas em sua voz mas também nas de outros intérpretes da MPB. Em 1973, aconteceu o primeiro contato. A manequim e atriz Bíbi Vogel, se lançava como cantora e letrista. Negociou com a Som Livre a gravação de um compacto duplo com Amor de Hora Marcada, Mofo, Anúncia Classificada e Daniel. As três primeiras com letra dela e musicadas por Guilherme Arantes, que tinha 19 anos, na época. O compacto saiu com duas músicas e se tornou grande raridade entre colecionadores. Bíbi Vogel mudou-se para Buenos Aires, Argentina, dando continuidade à carreira artística. No Brasil criou a ONG Amigas do Peito. Faleceu no dia 03/4/2004. Em 81, Elis Regina estava de volta às paradas com Aprendendo a Jogar, música que Guilherme fez pensando na voz dela, nos recursos vocais que Elis possuía. Ela também gravou Só Deus é Quem Sabe. O Rei Roberto Carlos já tinha recebido várias composições de Guilherme, feitas especialmente pra ele e gravou Toda Vã Filosofia, no disco de 88. Caetano Veloso também foi um ponto alto na carreira de Guilherme quando regravou Amanhã, com voz e violão acústico, no disco "Totalmente Demais", em 1990. Outros nomes e grupos importantes que gravaram músicas do Guilherme foram: Claudia Telles, Gang 90, Biafra, Ana Belém (Espanha), Hugh Masekela (trompetista sul-africano), Quarteto em Cy, Jessé, Cauby Peixoto, Belchior, Ney Matogrosso, Luiz Ayrão, Sandra Sá, MPB-4, Fafá de Belém, A Cor do Som, Vanusa, Maria Bhetânia, Zizi Possi, Joanna, Leila Pinheiro, Eliete Negreiros, Emilio Santiago, Barão Vermelho, Os Cariocas, 14 Bis, Flávio Venturini, Verônica Sabino, Ná Ozetti, Pena Branca & Xavantinho, Nenhum de Nós, Klébi, Sandy & Jr, Chitãozinho & Xororó, Trovadores Urbanos, Claudinho e Buchecha, Banda Eva, Paulo Ricardo, Blitz, Martn'ália, Isabella Taviani, Carla Visi, Zezé Di Camargo & Luciano, Fat Family, Zé Ramalho, Max Viana e o grupo Cidade Negra. 2008/3/21 Clodoaldo SilvaClodoaldo Silva tem 27 anos e conheceu a natação como processo de reabilitação no ano de 1996, em Natal. Em 98, ele participou de seu primeiro campeonato brasileiro, onde conquistou nada menos do que três medalhas de ouro. Um ano depois, ele iniciou sua coleção de títulos internacionais para o País. Em 2000, quando disputou sua primeira Paraolimpíada, o nadador abocanhou quatro medalhas, sendo três de prata e uma de bronze. Antes mesmo de competir nos Jogos de Atenas, o “Tubarão Paraolímpico” surpreendia com sua alta performance. Somente em um Mundial, que ocorreu em 2002, na Argentina, Clodoaldo bateu três recordes: nos 50m, 100m e 200m livre. Depois disso, ele não se cansou de ganhar medalhas e bater seus próprios recordes em todas as vezes que entrou nas piscinas para competir. Na Paraolimpíada de Atenas, em 2004, o atleta conquistou seis medalhas de ouro e uma de prata nas oito provas em que disputou. Com isso, Clodoaldo Silva entrou para a história da natação paraolímpica brasileira como o maior medalhista da modalidade. Também entrou para a história do esporte paraolímpico nacional por conquistar, em uma única edição paraolímpica, seis medalhas de ouro, uma medalha de prata, quatro recordes mundiais, cinco paraolímpicos e 11 parapan-americanos. Na história do esporte paraolímpico mundial, seu nome foi escrito com a terceira colocação em qualidade de medalhas ganhas, entre os cerca de 4000 atletas que competiram na Grécia. Se o brasileiro fosse um país, ele ficaria na 24ª posição no quadro geral de medalhas e a frente de potências como Holanda e Itália. Em 2005 ele continuou brilhando. Das competições que participou no ano o atleta conquistou nada menos do que 47 medalhas de oito competições nacionais e três internacionais. Destas, 40 de ouro, 5 de prata e 2 de bronze. Clodoaldo também bateu o seu próprio recorde mundial nos 50m livre na Inglaterra, quando nadou na I Copa do Mundo Paraolímpica. Somente no primeiro semestre de 2006, Clodoaldo abocanhou 25 medalhas em três competições internacionais e uma nacional, sendo 22 de ouro e três de prata. Ele bateu o seu próprio recorde mundial nos 100m livre duas vezes e também nos 50m borboleta. Hoje, Clodoaldo é reconhecido como ídolo no Brasil e no mundo. Prova disso foi a indicação para o Oscar Mundial do Esporte, em 2005, no entanto, o principal título de sua carreira não veio dessa cerimônia, mas do evento do Comitê Paraolímpico Internacional, que honrou o atleta com o troféu de melhor paraolímpico do mundo. No final deste mesmo ano, o Comitê Olímpico Brasileiro concedeu a Clodoaldo o Troféu Hors Concours, que é a maior honraria do Prêmio Brasil Olímpico. Somente o paraolímpico e mais dois jogadores de futebol o Ronaldo, fenômeno, e Ronaldinho Gaúcho, são os únicos a serem premiados com o título. Entre as últimas homenagens concedidas a Clodoaldo estão o título para exercer o papel de embaixador do Pan e Parapan-americano 2007 pelo Sistema da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (FIRJAN) e escolha pela Soberana Ordem do Mérito do Empreendedor Juscelino Kubitschek como personalidade esportiva de 2006. Além de ser um devorador de títulos, o nadador é um exemplo de vida. O atleta teve paralisia cerebral por falta de oxigênio durante o parto, o que afetou os movimentos das pernas e lhe trouxe uma pequena falta de coordenação motora. Para o futuro, ele sonha em estudar psicologia e se especializar em psicologia do esporte. Além de atender muitas crianças e adolescentes no Instituto Clodoaldo Silva. Encontra mais detalhes no site: http://www.clodoaldosilva.com.br/
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2008/2/9 Beto carreroBeto Carrero, nome artístico de João Batista Sérgio Murad, (São José do Rio Preto, 9 de setembro de 1937 — São Paulo, 1 de fevereiro de 2008) foi um empresário brasileiro, idealizador do parque que leva seu nome, Beto Carrero World, no município de Penha, no litoral norte do estado de Santa Catarina.
2007/11/13 Patch AdamsPatch Adams
Hunter "Patch" Adams é um médico norte-americano famoso por sua metodologia inusitada no tratamento a enfermos. Patch Adams é formado pela Virginia Medical University. Em um programa de entrevistas na televisão brasileira (Roda Viva), em 2007, Pach Adams afirmou que nunca disse que "rir é o melhor remédio", e sim que o riso "faz parte de um contexto". Renegou o filme "Pach Adams" de Tom Shadyac dizendo que ele não condiz com a verdade, criticou o Governo Americano, a quem chamou de "Terrorista", assim como as industrias de medicamentos, que só visam os lucros bilionários. Sua filosofia de vida é o amor, não apenas no âmbito hospitalar, mas em nossas relações sociais como um todo, independente de lugar. Tem por opinião que o objetivo do médico não é curar e sim cuidar.
Aos 16 anos de idade, após perder um tio e ter sido deixado pela namorada, vivenciou uma grave crise depressiva e foi internado numa clínica psiquiátrica. Lá chega à conclusão que cuidar do próximo é a melhor forma de esquecer os próprios problemas e, melhor ainda, se isto for feito com muito bom humor e principalmente amor. Dois anos depois, ingressa na faculdade de medicina da Virginia, onde torna-se conhecido pela sua conduta excessivamente feliz e apaixonada pelos pacientes. Ao término da faculdade , em 1972, funda o Instituto Gesundheit. Em 1980 adquire 317 acres de terra montanhosa em West Virgínia para a implementação física do instituto, o qual presta assistência sem nenhum tipo de cobrança financeira. Atualmente Patch e sua trupe de palhaços viajam pelo mundo para áreas críticas em situação de guerra, pobreza e epidemia, espalhando alegria, o que é uma excelente forma de prevenir e tratar muitas doenças. Além de médico, humorista, humanista e intelectual, Patch é também um ativista em busca da paz mundial. Segundo ele, seu intuito não é apenas mudar, através do humor, a forma como a medicina é praticada hoje. Patch traz uma mensagem de amor ao próximo que, se praticada por todos nós, certamente irá mudar o mundo para melhor. O filme mostra os conflitos que a medicina apresentava na época e continua ainda nos dias de hoje, apesar da sementa implantda. Patch Adams também é autor de dois livros: “House Calls: how we can heal the world a visit at time” e “Gesundheit!: Good Health is a Laughter Matter ”. Este último inspirou o filme “Patch Adams - O Amor é contagioso”(1998), baseado na história de Patch e tendo Robin Williams como seu intérprete.
Patch Adams (filme)
Patch Adams (br: Patch Adams - O amor é contagioso — pt: Patch Adams) é um filme estadunidense de 1998, do gênero comédia dramática, dirigido por Tom Shadyac e baseado em livros de Patch Adams e Maureen Mylander. Sinopse
Após uma tentativa de suicídio e voluntariamente se internar em um sanatório, Patch Adams descobre que deseja ser médico, para poder ajudar as pessoas. Após se formar, seus métodos poucos convencionais, de usar amor e carinho como armas para ajudar as pessoas hospitalizadas, causam inicialmente espanto, desconfiança e ciúme dentro da própria classe médica, mas aos poucos ele vai conquistando a todos.
Elenco
Principais prêmios e indicações
Oscar 1999 (EUA)
Globo de Ouro 1999 (EUA)
American Comedy Awards 1999 (EUA)
Curiosidades
2007/10/29 Camilo MejíaRecuperando Minha Humanidade Camilo Mejía Tradução: Roberto Della Santa Barros
“As pessoas me perguntavam sobre minhas experiências da guerra e respondê-las me trouxe de volta todos os horrores: os tiroteios, as emboscadas, a vez que vi como arrastavam pelos ombros um jovem iraquiano sobre um poço de seu próprio sangue ou quando nossas metralhadoras decapitaram um inocente. A vez que presenciei o colapso emocional de um soldado porque havia matado uma criança, ou quando vi um velho ajoelhado, chorando e com os braços erguidos aos céus, talvez perguntando a Deus porque havíamos levado o corpo sem vida de seu filho.”
“Este texto é uma compilação de testemunhos que escrevi na prisão e de meu requerimento de Objeção de Consciência” – Camilo Mejía “Fui enviado ao Iraque em abril de 2003 e voltei para casa em outubro. Voltar para casa me deu a oportunidade de pôr meus pensamentos em ordem e escutar o que minha consciência tinha a dizer. As pessoas me perguntavam sobre minhas experiências da guerra e respondê-las me trouxe de volta todos os horrores: os tiroteios, as emboscadas, a vez que vi como arrastavam pelos ombros um jovem iraquiano sobre um poço de seu próprio sangue ou quando nossas metralhadoras decapitaram um inocente. A vez que presenciei o colapso emocional de um soldado porque havia matado uma criança, ou quando vi um velho ajoelhado, chorando e com os braços erguidos aos céus, talvez perguntando a Deus porque havíamos levado o corpo sem vida de seu filho. Pensei no sofrimento de um povo cujo país estava em ruínas e, ainda por cima, era submetido a novas humilhações pelos ataques, patrulhas e toques de recolher de um exército de ocupação. E me dei conta de que nenhuma das razões que nos deram para estar no Iraque demonstrou-se verdadeira. Não havia armas de destruição massiva. Não havia vínculo entre Saddam Hussein e Al Qaeda. Não estávamos ajudando o povo iraquiano, e este povo não nos queria lá. Não estávamos prevenindo o terrorismo nem tornando mais segura a vida dos estadunidenses. Não pude encontrar uma só razão para termos estado lá, atirando contra pessoas e sendo alvo de tiros. Voltar para casa me deu a clareza necessária para enxergar o limiar entre o dever militar e a obrigação moral. Me dei conta de que formava parte de uma guerra que considerava imoral e criminosa, uma guerra de agressão, uma guerra de dominação imperial. Me dei conta de que agir de acordo com meus princípios tornou-se incompatível com meu papel no exército, e concluí que não podia voltar ao Iraque. Ao depor minhas armas, escolhi reafirmar-me como ser humano. Não desertei o exército nem fui desleal aos homens e mulheres do exército. Não fui desleal a um país. Eu apenas fui leal a meus princípios. Quando me entreguei, com todos meus medos e dúvidas, não o fiz apenas por mim. O fiz pelo povo do Iraque, inclusive por aqueles que atiraram em mim: eles só estavam do outro lado de um campo de batalha onde a guerra mesma era o único inimigo. O fiz pelas crianças do Iraque, que são vítimas das minas terrestres e do urânio empobrecido. O fiz pelos milhares de civis desconhecidos que foram mortos na guerra. Meu tempo na prisão é um preço pequeno comparado com o que iraquianos e estadunidenses pagaram com suas vidas. Meu preço é pequeno comparado com o que a humanidade pagou pela guerra. Muitos me chamaram de covarde, outros me chamaram de herói. Acredito que me encontro em algum ponto intermediário. Àqueles que me chamaram de herói, digo-lhes que não acredito em heróis, mas acredito que pessoas comuns podem fazer coisas extraordinárias. Àqueles que me chamaram de covarde os digo que estão enganados, e que, sem sabê-lo, também têm razão. Enganam-se quando pensam que deixei a guerra por medo de ser morto. Admito que havia medo, mas também existia o medo de matar inocentes, de me colocar na posição de ter que matar para sobreviver, de perder minha alma no processo de salvar meu corpo, de me perder para minha filha, para aqueles que me amam, para o homem que já fui, o homem que queria ser. Tinha medo de acordar uma manhã e me dar conta de que minha humanidade havia me abandonado. ‘Fui covarde por formar parte desta guerra’ Digo sem nenhum orgulho que fiz meu trabalho como soldado. Comandei um batalhão de infantaria em combate e nunca falhamos em cumprir nossa missão. Mas aqueles que me chamaram de covarde, sem sabê-lo, também têm razão. Fui um covarde não por deixar a guerra, mas por ter formado parte dela, em primeiro lugar. Recusar e resistir a esta guerra era meu dever moral, um dever que me chamava a realizar uma ação de princípios. Eu falhei em cumprir meu dever moral como ser humano e ao invés disso escolhi cumprir meu dever como soldado. Tudo isso porque eu estava com medo. Estava aterrorizado, não queria levantar-me contra o governo e o exército, tinha medo do castigo e da humilhação. Fui à guerra porque no momento fui um covarde, e por isso peço perdão a meus soldados, por não ser o tipo de líder que deveria ter sido. Também peço perdão ao povo iraquiano. A ele digo que lamento os toques de recolher, os ataques, as matanças. Que encontrem em seus corações a razão para me perdoar. Uma das razões pelas quais não me opus à guerra, em primeiro lugar, foi porque tinha medo de perder minha liberdade. Hoje, sentado detrás das barras, me dou conta de que existem muitos tipos de liberdade, e que a despeito do meu confinamento eu permaneço livre, de muitas e importantes maneiras. De que serve a liberdade se temos medo de seguir nossa consciência? De que serve a liberdade se não somos capazes de conviver com nossas ações? Estou confinado a uma prisão, mas me sinto – mais do que nunca – conectado com toda a humanidade. Detrás das barras sou um homem livre, porque escutei um poder superior, a voz de minha consciência. Enquanto estava confinado à prisão solitária, encontrei um poema de um homem que se opôs e resistiu ao governo da Alemanha nazista. Por fazê-lo, foi executado. Seu nome era Alfred Hanshofer, e escreveu este poema enquanto aguardava sua execução. Culpa O fardo da minha culpa perante a lei Sou culpado, ainda que não da forma como pensas, Agora acuso a mim mesmo com meu coração: Soube a trilha que seguiria o mal já desde o início Àqueles que ainda estão em silêncio, àqueles que continuam a trair suas consciências, àqueles que não estão mais chamando com clareza o mal por seu verdadeiro nome, àqueles de nós que ainda não estão fazendo o suficiente para se opor e resistir, digo-lhes: ‘dêem um passo à frente’; digo-lhes: ‘libertem suas mentes’. Libertemos coletivamente nossas mentes, enterneçamos nossos corações, confortemos os feridos, deponhamos as armas, e reafirmemo-nos como seres humanos, pondo um fim à guerra.” Mais infomações em:
2007/9/7 Tim maia |
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| Tim Maia | |
|---|---|
| Nome completo: | Sebastião Rodrigues Maia |
| Origem(ns): | Rio de Janeiro, RJ |
| País de nascimento: | |
| Data de nascimento: | 28 de setembro de 1942 |
| Data de morte: | 15 de março de 1998 |
| Website: | Tim Maia |
Sebastião Rodrigues Maia, mais conhecido como Tim Maia, (Rio de Janeiro, 28 de setembro de 1942 — Niterói, 15 de março de 1998) foi um cantor brasileiro.
Começou a compor melodias ainda criança e já surpreendia a numerosa família de 19 irmãos. Se destacou pelo pioneirismo em trazer para a MPB o estilo soul de cantar. Com a voz grave e carregada, tornou-se um dos grandes nomes da música brasileira, conquistando grande vendagem e consagrando sucessos, lembrados até hoje, e que influenciaram o sobrinho, o cantor Ed Motta.
Gravou o primeiro disco, Tim Maia, em 1970, por indicação do grupo Mutantes. Neste disco, obteve sucesso com as faixas Primavera, Azul da cor do mar e Eu e você. Até Elis Regina, reconhecendo o talento de Tim, gravou um disco suas composições, em inglês.
Durante os anos 70, tornava-se cada vez mais famoso com canções como a dançante Não quero dinheiro (só quero amar), na era Disco. Teve altos e baixos durante a carreira, como enfrentando o descaso de amigos, após a prisão em Nova York, além de problemas financeiros e drogas.
Foi regravado por vários artistas, como Kid Abelha, Lulu Santos e Paralamas do Sucesso e recebeu até homenagens por parte de artistas do porte de Caetano Veloso e Jorge Ben Jor (W/Brasil).
Na década de 70 entrou em contato com a ideologia Cultura Racional, liderada por Manuel Jacinto Coelho, um "guru" da ufologia, quando lançou, (1975), os álbuns Tim Maia Racional, volumes 1 e 2 pelo selo Seroma (abreviação do próprio nome Sebastião Rodrigues Maia).
São considerados até hoje como os melhores de Tim Maia, com grandes influências de funk e soul e pelo fato de que nesta época, Tim Maia manter-se afastado dos vícios, o que se refletiu na qualidade da voz.
Desiludido com a ideologia, percebeu que o “mestre espiritual” Manuel não correspondeu ao ideal de um mestre. O cantor, revoltado, tirou de circulação os álbuns, tendo virado item de colecionadores, devido à raridade. Deste disco existem várias pérolas, uma das quais é Imunização Racional.
Lançou em 1983 o LP O Descobridor dos Sete Mares, com destaque para a canção-titulo O Descobridor dos Sete Mares (Michel e Gilson Mendonça) e para Música "Me dê Motivo" (Michael Sullivan/Paulo Massadas) um dos seus maiores Sucessos. Outro disco importante da década de 1980 foi Tim Maia (1986), que trazia o hit Do Leme ao Pontal. Artista com histórico de problemas com as gravadoras, na década de 1970 fundou seu próprio selo, primeiramente Seroma e depois Vitória Regia. Por ele, lançou em 1990 Tim Maia interpreta clássicos da bossa nova, e mais tarde Voltou a clarear e Nova era glacial.
Em 1993, dois acontecimentos reimpulsionaram a carreira: a citação feita por Jorge Ben Jor na canção W/Brasil e uma regravação que fez de Como uma onda (Lulu Santos e Nelson Motta) para um comercial de televisão, de grande sucesso e incluída no CD Tim Maia, do mesmo ano. Assim, aumentou muito a produtividade nesta década, gravando mais de um disco por ano com grande versatilidade: o repertório passou a abranger bossa nova, canções românticas,'funks e souls. Também teve muitas composições regravadas por artistas da nova geração, como Paralamas do Sucesso, Marisa Monte e Skank.
Em 1996 lançou dois CDs ao mesmo tempo: Amigo do rei, juntamente com Os Cariocas, e What a Wonderful World, com recriações de standards do soul e do pop norte-americanos dos anos de 1950 a 1970. Em 1997 lançou mais três CDs, perfazendo 32 discos em 28 anos de carreira.
Teve graves problemas com vícios. Chegava a beber três garrafas de uísque por dia, além do uso de maconha e cocaína. Colecionou desafetos e processos trabalhistas -- de músicos contra ele e dele contra gravadoras --, além de renegar publicamente antigas amizades, ameaçar críticos e faltar a espetáculos. Passou anos sem se apresentar na Rede Globo e acusava o executivo da emissora, José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, o Boni, de ser o culpado pelo boicote. Outro conhecido inimigo ele denominava ETA, “Exploradores do Talento Alheio”, formado por empresários e donos de casas de espetáculos.
Viveu nos Estados Unidos entre 1959 e 1964, até ser preso por posse de drogas, sendo em seguida deportado.
Durante a gravação de um espetáculo para a TV sentiu-se mal, vindo a falecer em 15 de Março de 1998 em Niterói, após internação hospitalar devido a uma infecção generalizada.
Tim maia - nao quero dinheiro

| Nirvana | |
|---|---|
Krist Novoselic e Kurt Cobain em concerto com a banda, em 1992 | |
| Origem | Aberdeen |
| País | EUA |
| Período | 1987 – 1994 |
| Gênero(s) | Grunge, Rock Alternativo |
| Gravadora(s) | Sub Pop DGC Records |
| Integrantes | Kurt Cobain Krist Novoselic Dave Grohl |
| Ex-Integrantes | Aaron Burckhard, Dale Crover, Jason Everman, Chad Channing, Dan Peters, Pat Smear, Greg Hokanson, Mike Dillard, Buzz Osborne, Dave Foster |
| Página oficial | www.NirvanaClub.com |
Nirvana foi uma banda de Grunge fundada no ano de 1987 em Aberdeen, Washington. Sua música foi inspirada no Punk Rock, no Rock Alternativo, no Hard Rock e foi chamada Grunge pela imprensa e meios de comunicação da época. O grupo se desfez em 1994 com a morte de seu líder, Kurt Cobain. Muitos críticos e historiadores aclamam o Nirvana como a banda mais representativa da década de 90, sendo também considerada representante da Geração X.
O Nirvana vendeu mais de 50 milhões de álbuns no mundo todo.
Com o lançamento de Bleach, o Nirvana realiza sua primeira turnê pelos Estados Unidos - toca em cidades como Chicago, Filadélfia, Cincinnati, Nova York, e faz o último show da excursão em Denver, em 11 de outubro. Durante a turnê, em agosto, o Nirvana grava duas novas canções para seu EP Blew no Music Source Studios, em Seattle, com o produtor Steve Fisk. Naquela época, Jason Everman foi dispensado da banda.
De outubro a dezembro, o grupo voa em direção à Europa e faz a primeira turnê européia, junto com a banda Tad, também da Sub Pop. O interesse do continente pelo som de Seattle foi tanto, que antes mesmo do Nirvana lançar seu primeiro álbum, a Sub Pop lançava a coletânea Sub Pop 200, em dezembro de 1988, que contava com gravações das principais bandas do selo independente. O Nirvana contribuiu com a faixa "Spank Thru". Sub Pop 200 lançou o rótulo grunge e atraiu a atenção da imprensa musical britânica, que tratou de espalhar para o resto do mundo que uma cidade chuvosa dos Estados Unidos era a nova salvação do rock. Naquela turnê, o Nirvana tocou em lugares importantes como Alemanha, Holanda, Áustria, Suíça, Reino Unido, França e Itália. Ainda em dezembro, finalmente o EP Blew sai no Reino Unido pela gravadora Tupelo. Ao regressar para os EUA, Krist Novoselic se casa no dia 30 com Shelli, sua namorada desde março de 1985.
1990 chega e muita coisa foi feita naquele ano. Nos dias 02 e 03 de janeiro, o Nirvana entra nos Reciprocal Studios com Jack Endino para gravar e mixar apenas uma música: "Sappy". A gravação nunca foi lançada oficialmente - ela só seria refeita em 1993 e lançada como faixa secreta na coletânea de vários artistas No Alternative, sob o título mais conhecido de "Verse chorus verse".
De 02 a 06 de abril de 1990, o Nirvana grava com o produtor Butch Vig nos Smart Studios em Madison, Wisconsin. Pelos planos, seria o começo do segundo álbum da banda para a Sub Pop. Quem indicou Vig e seu estúdio foi um dos donos da Sub Pop, Jonathan Poneman. Ainda em abril, Kurt e Tracy terminam o namoro. De maio a novembro, Kurt namora Tobi Vail, da banda Bikini Kill, após um ano de amizade. Ainda em maio, Chad Channing é dispensado da banda. Insatisfação e falta de empolgação por parte do baterista se juntaram à falta de pegada que os outros dois vinham sentindo.
Em 11 de julho, com a ajuda de Dan Peters, baterista do Mudhoney, o Nirvana grava "Sliver" em um intervalo da banda Tad, nos Reciprocal Studios. Em menos de uma hora, o Nirvana liga seus instrumentos nos amplificadores do Tad, passa a música duas vezes, desliga tudo e libera o estúdio, antes da volta da outra banda. Cobain gravaria os vocais no dia 24 de julho.
De julho a setembro, Kurt e Novoselic estavam tão insatisfeitos com a falta de atenção e os métodos bagunçados da Sub Pop que enviam a fita demo feita em abril para várias gravadoras grandes - várias demonstram interesse, e a banda passa a estudar propostas.
Em setembro, o baterista David Eric Grohl fica sem banda com o fim do Scream, um grupo de hardcore punk baseado em Washington D.C., a capital dos EUA, do qual fazia parte. Como Cobain e Novoselic já tinham arregalado os olhos com Grohl em um show do Scream e conversado com ele, nada mais adequado que ele fizesse um "teste" para a vaga aberta. Grohl passa com louvor - com tanto louvor, que Cobain comenta com Novoselic que haviam acabado de encontrar "o melhor baterista do mundo".
Um novo compacto - "Sliver / Dive" é lançado em setembro pela Sub Pop. Em 11 de outubro, dave Grohl realiza seu primeiro show com o Nirvana, no Noth Shore Surf Club, em Olympia, Washington.
Naquele ano e até aquele show, o Nirvana havia realizado cerca de trinta concertos pelos EUA. O dia 20 marca o retorno da banda à Europa para a realização de mais cinco shows, todos no Reino Unido. Chegando à Londres, o Nirvana faz nova seção para o programa do famoso radialista John Peel. O último show realizado no Reino Unido foi dia 27 de outubro. Em novembro, o Nirvana já estava de volta à Seattle e assina contrato para ser empresariado pela firma Gold Mountain, que também administra a carreira do Sonic Youth e de outros astros mais pop e comerciais.
1991 chega para entrar definitivamente na história da música como início de uma nova era do rock and roll. Em janeiro, Kurt faz os primeiros esboços de sua canção mais famosa, "Smells Like Teen Spirit", que é tocada pela primeira vez em 17 de abril em um show no OK Hotel, em Seattle.
Em 30 de abril, após meses de negociação, o Nirvana por fim assina contrato com o selo DGC, da gravadora Geffen, e recebe um adiantamento de 290 mil dólares. A Sub Pop leva uma "indenização" de 75 mil e garante para si uma pequena porcentagem sobre as vendas dos dois primeiros álbuns do Nirvana pela Geffen.
Entre maio e junho, o Nirvana grava o segundo álbum de sua carreira (e o primeiro por uma gravadora grande), Nevermind. As sessões são nos Sound City Studios, em Van Nuys, Califórnia. O produtor é Butch Vig, baterista da banda Garbage, e o mesmo produtor das gravações feitas em abril de 1990, que seriam para a Sub Pop. A mixagem final do disco fica com Andy Wallace. Apenas a faixa "Polly" não foi gravada nos Sound City Studios - foi gravada naquele abril de 1990 no Smart Studios, em Wisconsin.
Entre agosto e setembro, o Nirvana viaja novamente para a Europa para a realização de uma nova turnê européia abrindo para o Sonic Youth, e participa até do Reading Festival. Em 3 de setembro, mais uma sessão é gravada no programa do radialista John Peel. No dia 10 do mesmo mês, o single de "Smells Like Teen Spirit" é lançado. E finalmente no dia 24, sai Nevermind, com primeira prensagem de 50 mil cópias.
Em 12 de outubro, Kurt Cobain e Courtney Love iniciam uma relação amorosa, após um show do Nirvana em Chicago. Ainda em outubro, depois de um mês de lançamento, Nevermind chega a 500 mil cópias vendidas (um número que a Geffen previa atingir, com muita sorte, em um ano ou até mais) e alcançara a marca de disco de ouro (de acordo com os padrões da indústria musical dos Estados Unidos). Notando um aumento de pedidos, a emissora musical MTV coloca o clipe de "Smells Like Teen Spirit" no esquema de várias exibições a cada dia.
Em novembro, após cinco meses subindo, Nevermind se coloca entre os dez primeiros na parada de álbuns da revista Billboard. Em 16 de novembro, é o nono. Na semana seguinte, pula para quarto lugar. Em dois meses nas lojas, o álbum chega a 1,2 milhões de cópias vendidas. De novembro a dezembro, mais uma turnê européia é realizada.
Em 11 de janeiro de 1992, depois do impulso das vendas de Natal, Nevermind conseguiu tirar Dangerous, do Michael Jackson, do topo das paradas. Após pouco mais de três meses, o álbum vendeu dois milhões de cópias (o equivalente a dois discos de platina). No mesmo dia em que tem a confimação de que chegou ao topo da parada, o Nirvana se apresenta ao vivo no mais famoso programa humorístico da TV norte-americana, o Saturday Night Live.
Na primeira quinzena de janeiro, Courtney Love descobre que está grávida. No dia 24 de fevereiro, Kurt e Courtney se casam em Waikiki, no Havaí, em uma cerimônia particular com pouquíssimos convidados. Dave Grohl comparece. Quem não aparece é Novoselic, estremecido com o novo casal por causa de seu exagero no uso de heroína nos meses anteriores.
Em março, Kurt exige renegociação da divisão de direitos autorais, alegando que compõe quase tudo de cada música. Com Novoselic e Grohl bastante contrariados e ressentidos, a banda fica bem perto de acabar. Mas o novo acordo acaba saindo. O que era dividido em três partes iguais passa a ser fracionado em 90% para Cobain e os 10% restantes para os outros dois.
Na primeira quinzena de agosto, Kurt Cobain se interna no hospital Cedars-Sinai de Los Angeles, para tratamento de desintoxicação, numa tentativa de se livrar do vício em heroína. Chega às bancas a revista Vanity Fair com reportagem de capa sobre Courtney Love, de autoria de Lynn Hirschberg. Baseada em fontes cujo anonimato foi preservado, a matéia aponta que Courtney consumiu heroína mesmo já sabendo que estava grávida. Isso acarretaria para o casal Cobain problemas com a Justiça sobre a guarda de seu bebê.
Em 18 de agosto, nasce Frances Bean Cobain, uma bebê linda e saudável. Love dá à luz no mesmo hospital em que Kurt estava internado desde o começo do mês para se desintoxicar. Kurt tenta acompanhar o parto mas desmaia de fraqueza.
Atordoado, Kurt entra no quarto de Courtney Love com um revólver e sugere suicídio duplo, agrumentadndo que a filha viveria melhor assim. Courtney chega a segurar a arma, mas desiste do pacto e convence Kurt a seguir vivendo. Esse acontecimento foi relatado por Courtney Love em entrevista à revista Rolling Stone, em 1994. No final de agosto, por determinação da Justiça de Los Angeles, Kurt e Courtney perdem temporariamente a guarda de Frances. O bebê fica sob os cuidados de Jamie, irmã de Courtney. Por um mês, o casal tem permissão para visitar a filha diariamente mas não pode ficar a sós com ela nem levá-la para casa. Kurt e Courtney são obrigados a fazer testes de urina para detectar eventuais consumos de drogas. Se limpos durante um período, poderiam voltar a ter a guarda da criança. [1] Kurt, e Frances antes da entrega dos MTV Awards, em 09 de setembro de 1992
Em 09 de setembro, o Nirvana se apresenta ao vivo na cerimônia de entrega dos MTV Awards em Los Angeles. Nos ensaios, a emissora proíbe a banda de tocar uma música nova, "Rape Me", por conter a palavra "estupro". Já no palco, Kurt chega a tocar os primeiros acordes dela. Antes que a transmissão seja cortada, ele muda para "Lithium".
Em 11 de setembro, sem ver o pai pessoalmente desde meados da década de 80, Kurt se encontra com Don Cobain nos camarins de um show do Nirvana, no Coliseum de Seattle. Uma reunião fria e tensa. Kurt diz ao pai que não o odeia mais, e coloca isso na música "Serve the Servants", gravada no ano seguinte. Eles nunca mais se veriam.
Nos dias 24 e 25 de outubro, no estúdio Word of Mouth (novo nome dos Reciprocal Studios), em Seattle, o Nirvana grava com o produtor Jack Endino as bases de músicas para o próximo álbum. Em de 30 outubro, o Nirvana visita a América do Sul pela primeira vez e faz um show na Argentina, no estádio do Vélez Sarsfield, em Buenos Aires. A platéia de 50 mil pessoas, anciosa por ver o Nirvana em ação, vaia o show de abertura da banda americana de mulheres Calamity Jane, convidada por Cobain para a viagem. A ofensa desperta um espírito de pirraça em Kurt. Em sua apresentação tocam várias músicas desconhecidas e deixa "Smells Like Teen Spirit" de fora. Esse show foi classificado por Novoselic como o "eterno ensaio", mas mesmo assim a platéia presente adorou.
Em 15 de dezembro, é lançado o disco Incesticide pela DGC/Geffen, para encobrir a ausência de um álbum com músicas inéditas em 1992. O disco é uma coletânea de faixas lançadas em compacto ou registradas em fitas demo, desde os tempos da Sub Pop. Alcançou boas vendas e o anúncio do disco para a imprensa foi escrito pelo próprio Kurt.
Janeiro de 1993 chega e o Nirvana visita o Brasil para passar um dos períodos mais turbulentos e divertidos de sua história, se é que se pode assim dizer. O Nirvana faz dois shows no festival Hollywood Rock, o primeiro em São Paulo, no estádio do Morumbi no dia 16. Depois de uma apresentação totalmente inusitada para um público de mais de 100 mil pessoas, o maior da história da banda, Kurt Cobain e Courtney Love decidem curtir as loucuras da noite de São Paulo juntamente com o cantor punk João Gordo e outros amigos. Gordo havia conhecido Dave Grohl anteriormente em um festival de música na Holanda e essa foi a chave para o cantor se enturmar com toda a banda. No dia 22, o Nirvana já estava no Rio de Janeiro e ensaia e grava algumas demos nos estúdios da BMG. O improviso "Gallons of Rubbing Alcohol Flow Through the Strip" acabaria lançado como faixa-bônus nas versões não-americanas do álbum In Utero.
Dia 23 foi o dia do show na Praça da Apoteose do Sambódromo do Rio. Com um set-list imenso, Kurt e cia. até que começaram bem o show com Sliver, Drain You e Breed na seqùência, mas na metade da apresentação Kurt surtou e durante a até então inédita Scentless Aprentice desceu do palco, cuspiu nas câmeras da Rede Globo que transmitia o evento e simulou masturbação diante delas. No fim do show, Cobain, visivelmente chapado, saiu do palco engatinhando. Bandas como Alice in Chains, L7 e Red Hot Chili Peppers também tocaram no Hollywood Rock. Courtney Love lembra que a última vez que viu Kurt sorrindo de verdade, foi enquanto estiveram no Brasil. O casal pulou de asa-delta, descobriu as bizarrices do centro de São Paulo, Kurt deu entrevistas para fanzines e pôde trocar de instrumentos durante o show na capital paulista (show que até hoje não é circulado na íntegra, e por isso é um dos mais procurados pelos fãs da banda), além do tradicional quebra-quebra de instrumentos promovido pelo vocalista, em um show completamente fora dos padrões. Apesar dessa informação de Courtney, Cobain sofria muito com a abstinência da heroína, pois no Brasil a droga não era facilmente encontrada.
De volta aos Estados Unidos, entre os dias 14 e 24 de fevereiro sessões do álbum In Utero foram gravadas nos Pachyderm Studios, montados pelo produtor e músico Steve Albini em uma casa em Cannon Falls, um lugarejo de cerca de 3000 habitantes ao norte de Minneapolis, Minnesota. Em 23 de março, Kurt e Courtney finalmente vencem na Justiça, que lhes restabelece a guarda da filha e libera o casal da obrigação de fazer testes de doping. De abril a maio, a partir de reportagens do jornal Chicago Tribune e da revista Newsweek, cria-se a polêminca de que a gravadora Geffen achou péssimo e pouco comercial o material de In Utero, gravado em fevereiro com Albini. O próprio Albini faz afirmações de que a gravadora pressiona a banda a refazer as músicas ou, pelo menos, deixá-las mais "apresentáveis" ou profissionais. O Nirvana solta um comunicado garantido que não sobre interferência artística da Geffen. Mesmo assim, "Heart-Shaped Box" e "All Apologies" são remixadas por Scott Litt, produtor que trabalhou com o R.E.M.
Entre maio e julho, Kurt e Courtney enfrentam alguns problemas de ordem pessoal. Em 02 de maio Kurt sofre de uma overdose de heroína em sua casa em Seattle. Uma medicação de emergência aplicada por Courtney impede sua morte. Em 04 de junho, Kurt é detido por três horas pela polícia de Seattle após uma briga caseira com a esposa. O pivô da discussão: as armas que Cobain tinha em casa. O quebra-pau alerta a vizinhança, que chama a polícia. Kurt é acusado de agressão física a Courtney. Em 23 de julho, Kurt sofre outra overdose, desta vez em um hotel em Nova York. Novamente os primeiros socorros de Courtney salvam a sua vida.
Finalmente, em setembro, o álbum In Utero é lançado. No dia 14 o vinil estava nas lojas. A versão em CD só chegaria no dia 21. As cadeias de supermercados Wal-Mart e Kmart ameaçam não vender o disco por causa da música "Rape-Me" (Estupre-me) e pelos fetos que aparecem na ilusração da contracapa. A banda e a Geffen providenciam uma versão mais "suavizada". Kurt concorda, e diz que faria as alterações sem maiores crises - "Quando criança, um dos poucos lugares que eu podia freqüentar era o Wal-Mart. Acredito que ainda hoje existem crianças que crescem assim. Quero que elas possam comprar meu disco", argumenta Cobain.
Com toda a expectativa dos fãs por um material novo do Nirvana, In Utero entra direto em primeiro lugar na parada de álbuns da Billboard. Alcança um milhão de cópias vendidas em dois meses nas lojas.
Em 25 de setembro, Pat Smear (nascido em 1959, Pat foi ex-membro da banda de hardcore Germs durante o final da década de 70) estréia oficialmente como segundo guitarrista do Nirvana na apresentação ao vivo no programa de TV Saturday Night Live. Kurt e Courtney haviam desenvolvido grande amizade por Pat. Contudo, o principal motivo de Smear ter sido escalado como segundo guitarrista, foi devido a uma decisão do próprio Kurt, que àquela altura estava bastante focado em aprimorar seus vocais e se livrar um pouco do peso (nos dois sentidos) da guitarra em performances ao vivo.
Em meados de 1993, O Nirvana é convidado pela MTV para a realização de uma de suas principais apresentações, o famoso Unplugged. Alex Coletti, o idealizador do programa, realiza o convite, que é aceito pela banda sem fazer muito charme nem dificultar as negociações. O programa Unplugged surgiu em 1989 com uma idéia simples: artistas que usam instrumentos elétricos tocando músicas com instrumentos acústicos, principalmente o violão. Com sua tempestuosa relação com a fama e o sucesso em grandes proporções, Kurt determinou um limite: nada de "grandes sucessos do Nirvana" no repertório. Nem mesmo usar a oportunidade para promover o recém-lançado In Utero. Cobain também fez questão de incluir covers que a banda nunca gravara antes. E não convidou nenhum astro, e sim membros da banda anônima Meat Puppets, ao contrário do que se especulava na época - muitos acreditavam que Eddie Vedder, líder do Pearl Jam, dividiria o palco com Kurt. Para a decoração do ambiente, Kurt quis algo simples e aconchegante. Pediu flores e velas. Coletti perguntou, meio brincando: "Como um velório?" - Kurt respondeu que sim.
Gostar, a MTV não gostou. Mas engoliu as "excentricidades de Kurt". Na noite de 18 de novembro de 1993, depois de muito ensaiar, o Nirvana entrou no palco montado nos estúdios da Sony, em Nova York, para gravar o MTV Unplugged in New York. Pat Smear, estava como segundo guitarrista, e os irmãos Curt e Chris Kirkwood, dos Meat Puppets, subiram ao palco e tocaram três músicas para Kurt cantar.
O Unplugged foi um sucesso. Exibido até a exaustão pela emissora, a apresentação se tornou um clássico eternizado no mundo do rock.
Após a morte do lider do Nirvana uma batalha entre os ex-integrantes (Krist e Dave) com a então viuva Courtney, marcaria um dos fatos mais dolorosos para os fãs, pois tal batalha judicial o material inédito ficou emperrado. A primeira vitória de Krist e Dave ocorreu quando em 2001 chegou as lojas o álbum intitulado simplesmente "Nirvana", que trazia a inédita "You Know You're Right", além de sucessos já consagrados dos grunges. Um fato marcante foi que nesse mesmo dia em 92, Kurt Insultou o dono da gravadora Geffen, pois ele não permitiu que Kurt cantasse "Working Class Hero" de John Lennon. O dono da gravadora nada fez e deixou o fato passar, porque não queria perder o contrato com o Nirvana, que estava no topo de sua carreira.
Feito isso, os fãs teriam de esperar mais três anos para o lançamento das musicas inéditas que restavam. A espera, entretanto, valeu a pena. O box "With the Lights Out" é composto por três CD's e um DVD, ambos com momentos lado B do Nirvana, porém os fãs brasileiros não tiveram sorte e este box não foi lançado por aqui, e aqueles que não puderam importar tiveram que se conformar com o CD lançado um ano depois. "Sliver: The Best of the Box" que trazia um resumo do box além de três faixas novas, todas versões alternativas de canções consagradas. Hoje Kurt Cobain é a celebridade morta que mais fatura no mundo (em milhões de dólares) superando ninguem menos que Elvis Presley.
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Os Cd's secretos (Outcesticides de 1 a 5) foram feitos com músicas que não foram aceitas pelas gravadoras, músicas que ficaram de fora de álbuns, lados "B" e com outras versões de músicas normais, além de faixas ao vivo, incluido covers como "Baba O´Riley" do The Who, "The End", do The Doors, "The Money Will Roll Right In" do Fang, entre outras curiosidades.
Nirvana - Rape Me live

| Jimi Hendrix | |
|---|---|
| Origem(ns): | Seatle, Washington |
| País de nascimento: | |
| Data de nascimento: | 27 de Novembro de 1942 |
| Data de morte: | 18 de Setembro de 1970 (27 anos) |
| Período em atividade: | 1966 - 1970 |
| Instrumento(s): | guitarra |
| Modelo(s) de instrumentos: | Fender Stratocaster Gibson Flying V 12-String-Zemaitis Acoustic |
| Gênero(s): | Hard rock Acid rock Blues rock Psychedelic rock |
| Gravadora(s): | MCA, Reprise, Track, Polydor, Capitol |
| Afiliação(ões): | The Jimi Hendrix Experience Gypsy Sun and Rainbows Band of Gypsys The Cry of Love |
| Website: | Official website |
Johnny Allen Hendrix, mais tarde renomeado para James Marshall Hendrix, mais conhecido por "Jimi" Hendrix, (*27 de novembro de 1942; +18 de setembro de 1970) foi um guitarrista estadunidense, cantor, compositor e produtor que é amplamente considerado um dos mais importantes guitarristas da história do rock. Como guitarrista, ele se inspirou nas inovações de músicos do blues tais como B. B. King, Albert King e T-Bone Walker, assim como nos guitarristas de R&B (rhythm and blues) tais como Curtis Mayfield. Ademais, ele ampliou a tradição da guitarra no rock: apesar de guitarristas anteriores, como Dave Davies (do The Kinks), e Pete Townshend (do The Who) terem empregado recursos como o "feedback" (realimentação), distorção e outros efeitos especiais, Hendrix, graças às suas raízes no blues, na soul-music e no R&B, foi capaz de usar estes recursos de uma forma que transcendia suas fontes. Ele também foi um letrista cujas composições foram tocadas por inúmeros artistas. Como produtor musical, foi um dos primeiros a usar o estúdio de gravação como extensão das suas ideias musicais. Finalmente, a sua importância como estrela do rock coloca-o ao nível de figuras como Chuck Berry, John Lennon (dos Beatles), Elvis Presley e Mick Jagger (dos Rolling Stones).
Seattle, Washington, cresceu tímido e sensível. Hendrix foi profundamente afetado por problemas familiares - o divórcio dos seus pais em 1951 e a morte de sua mãe em 1958, quando ele tinha 16 anos. Era muito afeiçoado à sua avó materna, que possuía sangue cherokee, e que incutiu no jovem Jimi um forte sentido de orgulho de seus ancestrais nativos norte-americanos. No mesmo ano, o seu pai Al deu-lhe um "ukelele" (instrumento de 4 cordas, introduzido no Havaí pelos portugueses no século XVII. É muitíssimo semelhante ao cavaquinho brasileiro.), e posteriormente comprou, por US$ 5, uma guitarra acústica, pondo-o no caminho da sua futura vocação.
Depois de tocar com várias bandas locais de Seattle, Hendrix alistou-se no exército, juntando-se à 101-a Divisão Aerotransportada (101st Airborne Division) baseada em Fort Campbell, Kentucky, a 80 km da cidade de Nashville, no Tennessee, como pára-quedista. Serviu por menos de 1 ano e recebeu dispensa médica após fraturar o tornozelo em um salto. Mais tarde ele diria que o som do ar assobiando no pára-quedas era uma das fontes de inspiração para o seu som "espacial" na guitarra.
Não há nenhum registo médico no exército americano sobre a dispensa de Hendrix. Em 2005, Charles Cross, que foi autor da biografia do líder dos Nirvana, Kurt Cobain, publicou no seu livro "Room Full of Mirrors" que o guitarrista alegou estar apaixonado por um dos seus colegas do seu agrupamento numa visita ao serviço psiquiátrico em 1962, em Fort Campbell (Estado do Kentucky).
Era mentira, segundo Cross, que relata a preferência do músico por mulheres. "Ele queria apenas escapar do exército para se dedicar à música."
Hendrix, que se alistou como voluntário para a guerra do Vietnã, nunca esteve em combate, porém as suas gravações tornaram-se favoritas entre os soldados que lutavam lá. Inicialmente levou uma vida precária tocando em bandas de apoio a músicos de soul e blues como Curtis Knight, B. B. King, e Little Richard em 1965. Sua primeira aparição destacada foi com os Isley Brothers, principalmente no "Testify" em 1964.
Em 14 de outubro de 1965, Hendrix assinou um contrato de gravação por três anos com o empresário Ed Chalpin, recebendo US$1 e 1% de direitos em gravações com Curtis Knight. Este contrato causou mais tarde sérios problemas entre Hendrix e outras companhias de gravação.
Por volta de 1966 ele já tinha sua própria banda, Jimmy James and the Blue Flames que incluia Randy Califórnia (mais tarde guitarrista do Spirit), e uma residência no Cafe Wha? na cidade de Nova Iorque. Foi durante este período que Hendrix conheceu e trabalhou com a cantora e guitarrista Ellen McIlwaine e com o guitarrista Jeff "Skunk" Baxter (mais tarde integrante dos grupos Steely Dan e The Doobie Brothers) assim como o iconoclasta Frank Zappa, cuja banda The Mothers of Invention tocava no Garrick Theatre, no Greenwich Village novaiorquino. Foi Zappa que apresentou Hendrix ao recém-criado pedal de "wah-wah", um pedal de efeito sonoro do qual Hendrix rapidamente se tornou mestre notável e que se transformou em parte integrante de sua música.
Foi enquanto tocava com o "The Blue Flames" no Cafe Wha? que Hendrix foi descoberto por Chas Chandler, baixista do famoso grupo de rock britânico The Animals. Chandler levou-o para a Inglaterra, levou-o a um contrato de agenciamento e produção com seu produtor musical e ajudou-o a formar uma nova banda, The Jimi Hendrix Experience, com o baixista Noel Redding e o percussionista Mitch Mitchell.
Durante as suas primeiras apresentações em clubes de Londres, o nome da nova estrela espalhou-se como fogo pela indústria musical britânica. Os seus shows e musicalidade criaram fãs rapidamente, entre eles os guitarristas Eric Clapton e Jeff Beck, assim como os Beatles e o The Who, cujos produtores imediatamente encaminharam Hendrix para o selo que produzia o The Who, a Track Records. O primeiro "single" desta parceria, uma regravação de "Hey Joe", se tornou quase que um padrão para as bandas de rock da época.
Mais sucesso veio em seguida, com a incendiária "Purple Haze" e com a balada "The Wind Cries Mary". Estas duas e ainda "Hey Joe" chegaram na época ao chamado "Top 10". Agora, finalmente estabelecido no Reino Unido como importante estrela de rock, Hendrix e sua namorada Kathy Etchingham mudaram-se para uma casa no centro de Londres, que um dia pertencera ao compositor barroco Georg Friedrich Handel(antigo compositor clássico)
1967 viu o lançamento do primeiro álbum do grupo, Are You Experienced?, cuja mistura de baladas ("Remember"), pop-rock ("Fire"), psicodelia ("Third Stone From The Sun"), e blues tradicional ("Red House") seria uma espécie de amostra de seu trabalho posterior. Hendrix foi levado para o hospital com queimaduras depois de pôr fogo em sua guitarra pela primeira vez no Astoria Theatre, em Londres, em 31 de março daquele ano. Ele foi posteriormente advertido pelo administrador do Rank Theatre management para controlar suas exibições no palco depois de causar danos a amplificadores e outros equipamentos no palco.
Com o forte apelo de Paul McCartney, integrante do "Festival Pop de Monterey" (Monterey Pop Festival), o Jimi Hendrix Experience foi agendado para apresentar-se naquele festival, e o concerto, onde ficou notória a imagem de Hendrix pondo fogo e quebrando sua guitarra, foi imortalizado pelo cineasta D.A. Pennebaker no filme Monterey Pop. O festival de Monterey foi um triunfante retorno. E foi seguido de uma abortada apresentação de abertura para o grupo pop The Monkees, em sua primeira turnê americana.
Os Monkees pediram a presença de Hendrix simplesmente por serem seus fãs. Infelizmente, porém, a sua plateia predominantemente adolescente não se interessou pelas bizarras apresentações de Hendrix no palco, e ele abruptamente interrompeu a digressão depois de algum tempo, exactamente quando "Purple Haze" começava a estourar nas paradas norte-americanas. Chas Chandler mais tarde admitiu que ter "caído fora" da turnê dos Monkees foi planeado para ganhar o máximo de impacto de mídia e de afronta para Hendrix. Na época, circulou uma história afirmando que Hendrix tinha sido retirado da digressão devido a reclamações de que sua conduta no palco era "lasciva e indecente", reclamações estas que teriam sido feitas feitas pela organização conservadora de mulheres Daughters of the American Revolution. De fato, a história era falsa: a coisa foi forjada pela jornalista australiana Lillian Roxon, a qual acompanhava a turnê junto como o namorado e cantor Lynne Randell, outro coadjuvante. A afirmação foi zombeteiramente repetida na famosa 'Rock Encyclopedia' de Roxton em 1969, porém mais tarde ela admitiu que a coisa foi fabricada.
Enquanto isso, de volta à Inglaterra, sua imagem de "selvagem" e de cheio de recursos para chamar atenção (tal como tocar a guitarra com os dentes e com ela às costas) continuava a trazer-lhe notoriedade, apesar de ele ter começado a se sentir mais e mais frustrado, devido à concentração da mídia e das platéias em suas atuações no palco e em seus primeiros sucessos, e pela crescente dificuldade em ter suas músicas novas também aceitas.
1967 também viu o lançamento do seu segundo álbum. Axis: Bold as Love continuou o estilo estabelecido por Are You Experienced, com faixas como "Little Wing" e "If 6 Was 9" mostrando a continuidade de sua maestria com a guitarra. No entanto, um percalço quase impediu o lançamento do álbum - Hendrix perdeu a fita com a gravação "master" do lado 1 do LP depois de acidentalmente tê-la esquecido num táxi. Com a proximidade do prazo fatal de lançamento, Hendrix, Chandler e o engenheiro de som Eddie Kramer foram forçados a fazer às pressas uma remixagem a partir das gravações multi-canais, o que eles conseguiram terminar numa verdadeira maratona noturna. Esta foi a versão lançada em dezembro de 1967, apesar de Kramer e Hendrix mais tarde terem dito que nunca ficaram totalmente satisfeitos com o resultado final.
Por volta dessa época, desavenças pessoais com Noel Redding, combinadas com a influência das drogas, álcool e fadiga, conduziram a uma problemática digressão na Escandinávia. A 4 de janeiro de 1968, Hendrix foi preso pela polícia de Estocolmo, após ter destruído completamente um quarto de hotel num ataque de fúria devido à embriaguez.
A terceira gravação da banda, o álbum duplo Electric Ladyland 1968, era mais ecléctico e experimental, incluindo uma longa seção de blues ("Voodoo Child"), a "jazzística" "Rainy Day, Dream Away"/"Still Raining, Still Dreaming" e aquela que é provavelmente a versão mais conhecida da música de Bob Dylan "All Along the Watchtower".
A gravação do álbum foi extremamente problemática. Hendrix se decidira por voltar aos EUA e, frustrado pelas limitações da gravação comercial, decidiu criar seu próprio estúdio em Nova Iorque, no qual teria espaço ilimitado para desenvolver sua música. A construção do estúdio, batizado de "Electric Lady" foi cheia de problemas, e o mesmo só foi concluído em meados de 1970.
O trabalho antes disciplinado de Hendrix estava a tornar-se errático, e as suas intermináveis sessões de gravação repletas de aproveitadores finalmente fizeram com que Chas Chandler pedisse demissão em 1 de dezembro de 1968. Chandler posteriormente se queixou da insistência de Hendrix em repetir tomadas de gravação a cada música (a música Gypsy Eyes aparentemente teve 43 tomadas, e ainda assim Hendrix não ficou satisfeito com o resultado) combinado com o que Chas viu com uma incoerência causada por drogas, fez com que ele vendesse sua parte no negócio a seu parceiro Mike Jefferey. O perfeccionismo de Hendrix no estúdio era uma marca - comenta-se que ele fez o guitarrista Dave Mason tocar 20 vezes o acompanhamento de guitarra de All Along The Watchtower - e ainda assim ele sempre estava inseguro quanto a sua voz, e muitas vezes gravava seus vocais escondido no estúdio.
Muitos críticos hoje crêem que Mike Jefferey teve uma influência negativa na vida e na carreira de Hendrix. Comenta-se que Jefferey (que foi anteriormente empresário da banda The Animals) desviou boa parte do dinheiro que Hendrix ganhou durante a vida, depositando-o secretamente em contas no exterior. Também se crê que Jefferey tinha fortes ligações com os serviços de inteligência (ele se dizia agente secreto) e com a Máfia.
Apesar das dificuldades de sua gravação, muitas das faixas do álbum mostram a visão de Hendrix se expandindo para além do escopo do trio original (diz-se que este disco ajudou a inspirar o som de Miles Davis em Bitches Brew) e vendo-o colaborar com uma gama de músicos um tanto desconhecidos, incluindo Dave Mason, Chris Wood e Steve Winwood (da banda Traffic), ou o percussionista Buddy Miles e o ex-organista de Bob Dylan, Al Kooper.
A expansão de seus horizontes musicais foi acompanhada por uma deterioração no seu relacionamento com os colegas de banda (particularmente com Redding), e o Experience se desfez durante 1969. Suas relações com o público também vieram a tona quando em 4 de Janeiro de 1969 ele foi acusado por produtores de televisão de ser arrogante, após tocar uma versão improvisada de "Sunshine of your Love" durante sua participação remunerada no show da BBC1, Happening for Lulu
Em 3 de Maio ele foi preso no Aeroporto Internacional de Toronto depois que uma quantidade de heroína foi descoberta em sua bagagem. Ele foi mais tarde posto em liberdade depois de pagar uma fiança de 10.000 dólares. Quando o caso foi a julgamento Hendrix foi absolvido, afirmando com sucesso que as drogas foram postas em sua bolsa por um fã sem o seu conhecimento. Em 29 de Junho Noel Redding formalmente anunciou à mídia que havia deixado o Jimi Hendrix Experience, embora ele de fato já houvesse deixado de trabalhar com Hendrix durante a maioria das gravações de Eletric Ladyland.
Em Agosto de 1969, no entanto, Hendrix formou uma nova banda, chamada Gypsy Suns and Rainbows, para tocar no Festival de Woodstock. Ela tinha Hendrix na guitarra, Billy Cox no baixo, Mitch Mitchell na bateria, Larry Lee na guitarra rítmica e Jerry Velez e Juma Sultan na bateria e percussão. O show, apesar de notoriamente sem ensaio e desigual na performance (Hendrix estava, dizem, sob o efeito de uma dose potente de LSD tomada pouco antes de subir ao palco) e tocado para uma platéia celebrante que se esvaziava lentamente, possui uma extraordinária versão instrumental improvisada do hino nacional norte-americano, The Star Spangled Banner, distorcida e quase irreconhecivél e acompanhada de sons de guerra, como metralhadoras e bombas, produzidos por Hendrix em sua guitarra (a criação desses efeitos foi inovadora, expandindo para além das técnicas tradicionais das guitarras elétricas). Essa execução foi descrita por muitos como a declaração da inquietude de uma geração da sociedade americana, e por outros como uma gozação anti-americana, estranhamente simbólica da beleza, espontaneidade e tragédia que estavam embutidas na vida de Hendrix. Foi uma execução inesquecível relembrada por gerações. Quando lhe foi perguntado no Dick Cavett Show se estava consciente de toda a polêmica que havia causado com a performance, Hendrix simplesmente declarou: "Eu achei que foi lindo."
O Gypsy Suns and Rainbows teve vida curta, e Hendrix formou um novo trio com velhos amigos, o Band of Gypsys, com seu antigo companheiro de exército, Billy Cox, no baixo e Buddy Miles na bateria, para quatro memoráveis concertos na véspera do Ano Novo de 1969/1970. Felizmente os concertos foram gravados, capturando várias peças memoráveis, incluindo o que muitos acham ser uma das maiores performances ao vivo de Hendrix, uma explosiva execução de 12 minutos do seu épico anti-guerra 'Machine Gun'.
No entanto, sua associação com Miles não foi muito longa, e terminou repentinamente durante um concerto no Madison Square Garden em 28 de Janeiro de 1970, quando Hendrix foi embora depois de tocar apenas duas músicas, dizendo à platéia: "Desculpem por não conseguirmos nos entender". Miles posteriormente declarou durante uma entrevista de TV que Hendrix sentia que estava perdendo evidência para outros músicos. Passou o resto daquele ano em gravações sempre que arranjasse tempo, frequentemente com Mitch Mitchell, e tentando levar adiante o projeto Rainbow Brigde, uma super ambiciosa combinação de filme/álbum/concerto no Havaí. Em 26 de Julho Hendrix tocou no Sick's Stadium, em sua cidade natal, Seattle.
Hendrix permaneceu na Inglaterra, e a 18 de Setembro foi encontrado na cama do quarto de um hotel onde estava com uma namorada alemã, Monika Dannemann, desacordado após ter tomado nove pílulas para dormir, e asfixiando em seu próprio vômito. Ele morreu horas mais tarde em um hospital. Seu corpo foi mandado de volta para casa e foi enterrado no Greenwood Memorial Park, em Renton, estado de Washington, nos Estados Unidos.
Parte do estilo único de Hendrix se deve ao fato dele ter sido um canhoto que tocava uma guitarra para destros virada ao contrário, com as cordas colocadas para canhoto. Embora ele tivesse e usasse diversos modelos de guitarra durante sua carreira (incluindo uma Gibson Flying V que ele decorara com motivos psicodélicos), sua guitarra preferida, e que será sempre associada a ele, era a Fender Stratocaster, ou "Strat". Ele comprou sua primeira Strat por volta de 1965, e usou-as quase constantemente durante o resto de sua vida.
Uma característica da Strat que Hendrix utilizou ao máximo foi a alavanca de trêmolo, patenteada pela Fender, que o habilitou a "entortar" notas e acordes inteiros sem que a guitarra saísse da afinação. O braço relativamente estreito da Strat, de fácil ação, foi também perfeito para o estilo envolvente de Hendrix e potencializou enormemente sua grande destreza - como pode ser visto em filmes e fotos, as mãos de Jimi eram tão grandes que lhe permitiam pressionar todas as seis cordas com apenas a parte de cima do seu polegar, e ele podia, pelo que dizem, tocar partes rítmicas e solos simultaneamente.
As Statocasters foram primeiramente popularizadas por Buddy Holly e pela banda britânica The Shadows, mas elas eram quase impossíveis de serem obtidas no Reino Unido até a metade da década de 60, devido às restrições de importação do pós-guerra. O surgimento de Hendrix coincidiu com o fim dessas restrições, e ele, de forma indiscutível, fez mais do que qualquer outro músico para tornar a Stratocaster a guitarra elétrica mais vendida na história. Anteriormente à sua chegada ao Reino Unido, a maioria dos músicos mais conhecidos utilizava guitarras Gibson e Rickenbacker, mas depois de Hendrix, quase todos os principais guitarristas, incluindo Jeff Beck e Eric Clapton, trocaram para as Fender Strats. Hendrix comprou várias Strats durante sua vida; ele deu várias de presente (incluindo uma dada ao guitarrista do ZZ Top Billy Gibbons) mas muitas outras foram roubadas e ele mesmo destruiu diversas delas em seus famosos rituais de queima da guitarra ao final dos shows.
As partes queimadas e quebradas de uma Stratocaster que ele destruiu no Miami Pop Festival em 1968 foram dadas a Frank Zappa, que mais tarde a reconstruiu e tocou com ela extensivamente durante os anos 70 e 80. Depois da morte de Zappa, a guitarra foi posta à venda pelo filho de Zappa, Dweezil. Em maio de 1992, Dweezil colocou a guitarra à leilão nos Estados Unidos, esperando faturar US$ 1 milhão de dólares, mas a venda não foi efetuada. Tentou novamente leiloá-la em Setembro, por 450 mil libras (em torno de 650 mil Euros), mas mais uma vez a venda não foi efetuada. A maior oferta feita por telefone, de 300 mil libras (em torno de 430 mil Euros) foi recusada. A lendária Strat branca de 1968 que Hendrix tocou no Woodstock foi vendida na Casa de Leilões Sotheby de Londres, em 1990, por £ 174 mil (em torno de 250 mil Euros). A guitarra foi re-vendida em 1993 por £ 750 mil.
Hendrix foi também um revolucionário no desenvolvimento da amplificação e dos efeitos com a guitarra moderna. Sua alta energia no palco e volume elevado com o qual tocava requeriam amplificadores robustos e potentes. Durante os primeiros meses de sua turnê inicial ele usou amplificadores Vox e Fender, mas ele rapidamente descobriu que eles não podiam aguentar o rigor de um show do Experience. Felizmente ele descobriu o alcance dos amplificadores de guitarra de alta potência fabricados pelo engenheiro de áudio inglês Jim Marshall e eles se mostraram perfeitos para as necessidades de Jimi. Assim como ocorreu com a Strat, Hendrix foi o principal promotor da popularidade das "Pilhas Marshall" e os amplificadores Marshall foram cruciais na modelagem do seu som pesado e saturado, habilitando-o a controlar o uso criativo de "feedback" (N.T. re-alimentação) como efeito musical.
Hendrix foi também constante na procura de novos efeitos de guitarra. Ele foi um dos primeiros guitarristas a se lançar além do palco a explorar por completo as totais possibilidades do pedal wah-wah. Ele também teve um associação muito proveitosa com o engenheiro Roger Mayer e fez uso extensivo de muitos dos dispositivos desenvolvidos por ele, incluindo a "Axis Fuzz Unit" , o "Octavia octavia doubler" e o "UniVibe", uma unidade de vibrato desenvolvida para simular eletronicamente os efeitos de modulação dos alto-falantes Leslie. O som de Hendrix era uma mistura única de alto volume e alta força, controle preciso do "feedback" e uma variação de efeitos de guitarra cortantes, especialmente a combinação "UniVibe"-"Octavia", que pode ser escutada na sua totalidade na versão ao vivo de 'Machine Gun' gravada pela 'Band of Gypsys'.
A despeito da sua agitada agenda de turnês e seu perfeccionismo notório, ele era também um produtivo artista que deixou mais de 300 gravações inéditas, além de seus três LPs oficiais e vários compactos. Ele se tornou lendário como um dos grandes músicos de rock'n'roll da década de 60 que, tal como Janis Joplin, Jim Morrison e Brian Jones se lançaram para o estrelato, tiveram sucesso por apenas uns poucos anos, e morreram ainda jovens.
Jimi Hendrix foi um símbolo do movimento hippie e nunca esqueceremos sua musica e seu espirito de trabalhador exigente mas criativo acima de tudo.
Na falta de um testamento, Al Hendrix, pai de Jimi, herdou os direitos e "royalties" das gravações do filho, e confiou-os a um advogado, o qual supostamente enganou Al convencendo-o a vender esses direitos a companhias pertencentes a ele próprio. Al processou-o em 1993 por administrar de forma incompetente esses bens. O processo foi financiado pelo co-fundador da Microsoft, Paul Allen, um fã devoto de Hendrix de longa data. Em uma resolução de 1995, Al Hendrix finalmente recuperou o controle sobre todas as gravações do filho. Diversos álbuns foram então remasterizados a partir das fitas originais e relançados. Al Hendrix morreu em 2002 com 82 anos. O controle dos bens e da companhia Experience Hendrix, que fora montada para administrar o legado de Hendrix, passou então à meia-irmã de Jimi, Janie.
Em 2004, Janie Hendrix foi processada por seu meio-irmão, Leon Hendrix, irmão mais novo de Jimi, o qual foi deixado de fora do testamento de seu pai, em 1997. Ele buscava a restauração de sua parte na herança e a remoção de sua meia-irmã da posição de controle da propriedade de Hendrix.
Depois da morte de Hendrix, centenas de gravações inéditas começaram a surgir. O produtor Alan Douglas causou controvérsia quando supervisionou a mixagem, remasterização e lançamento de dois álbuns de material importante que Hendrix deixara para trás em diferentes estados de finalização. São os LPs "Crash Landing" e "Midnight Lightning", e embora eles contenham várias faixas importantes, são álbuns considerados de qualidade abaixo do padrão; é quase certo que Jimi não os teria aprovado para lançamento se estivesse vivo.
Em 1972, o produtor britânico Joe Boyd montou um excelente filme documentário sobre a vida de Hendrix, que ficou em cartaz em cinemas ao redor do mundo por muitos anos. A trilha sonora dupla do filme, que incluía apresentações ao vivo em Monterey, Berkeley e Ilha de Wight é, provavelmente, a melhor das realizações póstumas.
Outro LP surgido nos anos 70 que valeu a pena foi a compilação ao vivo 'Hendrix In the West', que consiste de uma seleção das melhores gravações ao vivo em solo americano dos últimos dois anos de sua vida, incluindo uma brilhante execução da favorita nos concertos, a música "Red House".
Embora o filme em si seja geralmente considerado pouco interessante, a trilha de 'Rainbow Bridge' prova que realmente é um item que vale a pena, e agora é item de colecionador. Ela inclui várias faixas que eram destinadas ao projeto de lançamento do quarto disco de estúdio de Hendrix, 'First Rays of the New Rising Sun', a sequência não completada de Eletric Ladyland. Essas faixas de estúdio, incluindo Dolly Dagger, Earth Blues, Room Full of Mirrors e a melancólica instrumental Pali Gap, mostram Hendrix avançando suas técnicas no estúdio a novos níveis, assim como absorvendo influências de "Black Soul" contemporâneo e do "Funk" de James Brown e Sly & The Family Stone.
O LP da trilha sonora de 'Rainbow Bridge' se destaca pela extensa versão ao vivo de outra das melhores apresentações de Hendrix, a versão elétrica de dez minutos do "stardard" do blues 'Hear My Train A Comin'. Ele gravou originalmente essa música em 1967 para um filme promocional, tocando-a em caráter improvisado num blues ao estilo do "Delta" em um violão de 12 cordas emprestado. A versão eletrificada de 1970 (que permanece ao lado de 'Machine Gun' como sendo uma das suas melhores gravações ao vivo) mostra a música transformada, quase irreconhecivel; como 'Machine Gun', ela apresenta todos os elementos clássicos e algumas inspiradas improvisações do som elétrico de Hendrix. A faixa foi gravada ao vivo em um concerto no Centro Comunitário de Berkeley, na Califórnia; um pequeno trecho filmado dessa apresentação ao vivo foi também incluída no filme "Jimi Plays Berkeley".
O interesse por Hendrix diminuiu um pouco nos anos 80, mas com o advento do CD, a Polygram e a Warner-Reprise começaram a relançar muitas das gravações de Hendrix em CD no fim dos anos 80 e início dos 90. Os primeiros relançamentos da Polygram foram de baixa qualidade e Eletric Ladyland teve prejuízo particular, sendo evidente a transferência das fitas originais do LP, com as faixas colocadas fora da sua ordem correta. Isso refletiu na ordem original do LP, um artefato dos dias em que os LPs duplos eram prensados com os lados um e três em um LP e e os lados dois e quatro no outro LP, para que os discos pudessem ser colocados em uma vitrola automática e tocados em sequência direto, somente trocando-os de lado uma vez.
A Polygram lançou em seguida um conjunto duplo de 8 CDs de qualidade superior com as faixas de estúdio em um conjunto de 4 CDs, e as apresentações ao vivo em outro. Isto foi seguido pelo lançamento de um conjunto de 4 Cds de apresentações ao vivo pela Reprise. Um documentário de áudio, originalmente feito para rádio e mais tarde lançado em 4 CDs também foi lançado por essa época e incluía muito material inédito.
No final dos anos 90, depois que o pai de Hendrix recuperou o controle sobre a propriedade de seu filho, ele e sua filha Janie estabeleceram a companhia "Experience Hendrix" para promover e cuidar de todo o extenso legado de gravações de Jimi. Trabalhando em colaboração com com engenheiro original de Jimi, Eddie Kramer, a companhia iniciou um extenso programa de relançamentos, incluindo edições totalmente remasterizadas dos álbums de estúdio e CDs de compilações de faixas remixadas e remasterizadas destinadas ao álbum 'First Rays of New Rising Sun'. Em 1994, foi lançado a compilação chamada Blues. Em 1999, em comemoração ao aniversário de 30 anos do Festival de Woodstock, foi lançado o álbum duplo Live at Woodstock.
Até agora, a companhia "Experience Hendrix" faturou mais de US$ 44 milhões de dólares em gravações e "merchandising" associado.
Vídeo
Hendrix at Woodstock
Mais vídeos sobre Jimi Hendrix(clique aqui)
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| Iron Maiden | |
|---|---|
Apresentação em Barcelona, 2006 | |
| Origem | Londres |
| País | Inglaterra, Reino Unido |
| Período | 1975 - atualmente |
| Gênero(s) | Heavy metal NWOBHM |
| Gravadora(s) | EMI |
| Integrantes | Bruce Dickinson Dave Murray Adrian Smith Janick Gers Steve Harris Nicko McBrain |
| Ex-Integrantes | Paul Dianno, Terry Rance, Ron "Rebel" Matthews, Dennis Wilcock, Bob Sawyer, Terry Wapram, Thunderstick, Tony Moore, Doug Sampson, Paul Todd, Paul Cairns, Tony Parsons, Dennis Stratton, Clive Burr, Blaze Bayley |
| Página oficial | http://www.ironmaiden.com/ |
Ligações externas
Iron Maiden Wasted Years
|
Raul Seixas | |
|---|---|
| Nome completo: | Raul Santos Seixas |
| Origem(ns): | Salvador, Bahia |
| País de nascimento: | |
| Data de nascimento: | 28 de junho de 1945 |
| Data de morte: | 21 de agosto de 1989 |
| Apelido: | Raulzito |
| Período em atividade: | 1968 - 1989 |
| Instrumento(s): | vocal, guitarra |
| Gênero(s): | rock and roll |
| Gravadora(s): | EMI Discos CBS Philips/Phonogram Som Livre Warner Musics |
| Website: | www.raulseixas.com.br |
Filho do casal Raul Varella Seixas e Maria Eugênia Seixas, Raul cresceu numa Salvador um tanto estagnada, alheia aos progressos de uma modernidade que passava ao largo da capital baiana.
Em casa obtém uma cultura que o faz adiantar-se àquilo que era ensinado nas escolas, mergulhando nos livros que tinha em casa, na biblioteca do pai. Até o final de sua vida, sempre foi avançado para sua época, o que é comprovado pelas músicas por ele compostas e que até hoje são executadas. Como seu parceiro musical Paulo Coelho já disse: "Raul Seixas não é passado, é presente! Futuro!".
Seu gosto musical foi se moldando: primeiro, no rádio, acompanha o sucesso de Luiz Gonzaga, e nas viagens onde acompanha o pai (inspetor de ferrovia), ouve os matutos desfiarem repentes - e esta "raiz" nordestina nunca o abandonara.
Num segundo momento, nas telas dos cinemas, encanta-se com o talento de Elvis Presley, de quem torna-se fã - e aponta-lhe o rumo musical: o Rock'n Roll. Sempre gostou também de clássicos do rock dos anos 50 e 60.
Junto a alguns amigos de Salvador, monta um conjunto, "Os Relâmpagos do Rock", mais tarde "The Panters", e por último conhecido como "Raulzito e os Panteras". Fazem shows no estado, e a convite do amigo Jerry Adriani, vai para o Rio de Janeiro, gravar um disco pela gravadora Odeon, em 1967 - que foi um total fracasso.
Após algum tempo, volta ao Rio, em 1970- 71, desta feita contratado por outra gravadora - a CBS (atual Sony BMG). Ali participa da produção de diversos artistas da Jovem Guarda, como Jerry Adriani, Leno e Lilian, entre outros.
Mas Raul acaba se rebelando. Aproveitando a ausência do presidente da empresa, grava seu segundo LP (intitulado Sociedade da Grã-Ordem Kavernista Apresenta Sessão das 10), onde faz parceria com Sérgio Sampaio, à época um promissor sambista. O disco foi logo retirado do mercado - Isso lhe valeu a expulsão da CBS quando o presidente voltou. O disco então sumiu, "misteriosamente", do mercado.
Em 1972 participa do VII FIC (Festival Internacional da Canção), promovido pela Rede Globo, e tem duas músicas classificadas, o que lhe deu projeção nacional.
No ano de 1973, já contratado da Philips (atual Universal Music), grava o LP (Krig-Ha, Bandolo!) com o qual Raul alcançou finalmente o sucesso, estabelecendo a parceria com o hoje escritor Paulo Coelho.
No ano de 1974, por divulgar a Sociedade Alternativa nas suas apresentações, acabou sendo preso e torturado pelo DOPS, exilando-se nos Estados Unidos. No entanto, o sucesso do seu LP Gîtâ e da música Gita, que lhe rendeu um disco de ouro, após vender 600.000 cópias, fazem-no retornar ao Brasil. Neste ano separa-se de sua primeira mulher, Edith Wisner, com quem teve uma filha.
Em 1975, casa-se com Gloria Vaquer, e grava o LP "Novo Aeon".
Em 1976, grava o disco "Há Dez Mil Anos Atrás", e tem sua segunda filha, Scarlet.
Lançou mais outros três discos pela WEA (hoje Warner Music Brasil), a partir de 1977, que fizeram sucesso de público e desgosto na crítica. Por volta deste período, intensifica-se a parceria com o amigo Cláudio Roberto, com quem Raul comporia várias de suas canções mais conhecidas, como "Maluco Beleza", "O dia em que a terra parou", "Rock das Aranha", "Aluga-se" etc.
A partir do ano de 1978, começa a ter problemas de saúde devido ao consumo de álcool. Neste ano, conhece Tania Menna Barreto, com quem se casa, após abandonar a segunda esposa.
No ano de 1979, separa-se de Tania e conhece Angela Affonso Costa, a Kika Seixas, com quem se casa algum tempo depois.
No ano de 1980, assinando novamente contrato com a CBS, lançou apenas mais um álbum (Abre-te Sésamo) e rescindiu o contrato.
Em 1981, nasce a terceira filha, Vivian, fruto de seu casamento com Kika.
Seus dois discos seguintes ("Raul Seixas" - 1983 e "Metrô linha 743" - 1984) e o livro As Aventuras de Raul Seixas na Cidade de Thor fizeram sucesso, mas depois Raul teve as portas fechadas novamente, devido ao seu consumo excessivo de álcool e constantes internações para desintoxicação.
Em 1985, separa-se de Kika Seixas. Faz um show, em 1 de dezembro deste ano, no Estádio Lauro Gomes, na cidade de São Caetano do Sul. Só voltaria a pisar no palco no ano de 1988, ao lado de Marcelo Nova.
Conseguindo um contrato com a gravadora Copacabana, em 1986 (de propriedade da EMI), grava um disco que foi grande sucesso entre os fãs, (UAH-BAP-LU-BAP-LA-BEIN-BUM - 1987) estando presente até em programas de televisão, como o Fantástico. Nesta época, conhece Lena Coutinho, que se torna sua companheira. A partir desse ano, estreita relações com Marcelo Nova (fazendo uma participação no LP "Duplo Sentido", da banda Camisa de Vênus).
Um ano mais tarde, 1988, já sozinho, faz seu último álbum solo (A Pedra do Gênesis). A convite de Nova, faz alguns shows em Salvador, após três anos sem pisar num palco.
No ano de 1989, faz uma turnê com Marcelo Nova, agora parceiro musical, totalizando mais de 50 apresentações pelo Brasil.
O último disco lançado em vida foi feito em parceria com Marcelo Nova, intitulado "A Panela do Diabo", que foi lançado pela Warner Music Brasil dois dias antes da sua morte. Raul Seixas faleceu dia 21 de agosto de 1989, aos 44 anos. Seu corpo foi encontrado às oito horas da manhã, pela sua empregada, Dalva. Foi vítima de parada cardíaca: seu alcoolismo, agravado pelo fato de ser diabético, e por não ter tomado insulina na noite anterior, causaram-lhe uma pancreatite fatal. O LP " A Panela do Diabo" vendeu mais 100.000 cópias, rendendo ao Raul um disco de ouro póstumo, entregue à sua família e também a Marcelo Nova (parceiro de Raul, com quem gravou o LP), tornando-se assim um dos discos de maior sucesso do eterno Maluco Beleza.
Muitos dos fãs de Raul Seixas consideram uma das marcas mais fortes nas suas músicas a sua capacidade de, através de um estilo jovial e descontraído, transmitir mensagens ou fazer questionamentos sobre temas como o amor, a vida, e a existência em si.
Das canções que Raulzito deixou, muitas foram aquelas que permaneceram eternizadas pelo gosto do público. Entre elas, Maluco Beleza, Metamorfose Ambulante, Sociedade Alternativa, Gîtâ, Eu nasci há 10 mil anos atrás e Medo da Chuva. Entre os fãs, costumam aparecer também outras músicas, entre elas, Ouro de Tolo, S.O.S., Mosca na Sopa, Tente Outra Vez, Eu Sou Egoísta, Para Nóia, Água viva, e Cachorro-Urubu.
Discografia
Vídeo
Raul Seixas - Eu Nasci Há 10 Mil Anos Atrás
Imagens
Biografias
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Elvis Presley
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Nome completo:
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Elvis Aaron Presley
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Origem(ns):
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Americana e Européia (Irlanda ou Escócia)
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País de nascimento:
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Data de nascimento:
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8 de janeiro de 1935
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Data de morte:
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16 de agosto de 1977
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Apelido:
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O rei do rock
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Período em atividade:
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amadora: (jul 1953 - jun 1954)
profissional: (jul 1954 - ago 1977) |
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Instrumento(s):
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Guitarra, Violão, Piano e Baixo
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Gênero(s):
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Rock, R&B, Blues, Gospel, Country, Música romântica.
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Gravadora(s):
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Sun Records, RCA, Sony/BMG
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Website:
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Polêmicas
Drogas e medicamentos
Um fato bastante polêmico até os dias atuais é sobre a questão se Elvis usava ou não drogas ilícitas como cocaina, maconha e etc. Provavelmente Elvis usou em algum momento de sua vida algumas dessas drogas citadas acima, mas aparentemente não se viciou em nenhuma delas. Além disso, Elvis também fumava cigarro esporadicamente, como pode ser visto em algumas fotos raras. O que está provado é que ele se viciou em medicamentos, perdendo totalmente o controle a partir dos anos 70, quando o dr. George Nickopoulos receitava abusivas doses de medicamentos para Elvis, culminando assim na sua morte em 77. O referido médico foi levado ao Tribunal em 1981, acusado de receitar a Elvis um tratamento médico "ultrajante", mas foi absolvido. O fato é que Elvis era uma pessoa altamente complexa em sua vida pessoal e artística, uma pessoa de temperamento difícil, transformava-se de um instante para outro de uma pessoa alegre, simpática e falante em uma pessoa carrancuda e até mesmo infeliz; era, segundo pessoas próximas, hipocondríaco, o que talvez explique sua paranóia pela leitura de bulas de remédios e a alta quantidade de remédios que ingeria, tinha problemas no cólon (descolamento), o que lhe causava horríveis dores, além de problemas no fígado, essas enfermidades deterioraram todo o seu organismo e provocaram o mal cardíaco culminando com sua morte. Segundo J. D. Sumner, Elvis relatou em certa ocasião que tinha a impressão que não alcançaria os 50 anos de idade, pelo fato de outros familiares terem falecido antes de completar essa idade.
Uma outra polêmica envolvendo o nome de Elvis é a famosa frase "Elvis Não Morreu", surgida devido a repetitiva propaganda feita na TV brasileira, para a divulgação do filme de mesmo nome. Para alguns, essa frase tem um forte apelo comercial e de marketing, entretanto, muitos de seus fãs acreditam piamente que Elvis realmente ainda está vivo, ou, pelo menos, não morreu na data considerada oficial.
Muitos afirmam que Elvis já foi visto em diferentes localidades e que existiriam várias coincidências em sua suposta morte que comprovariam uma certa armação. Muitos dos que não acreditam nessa hipótese de Elvis estar vivo, dizem que simplesmente é mais uma daquelas teorias conspiratórias.
A frase igualmente tornou-se um jargão bastante difundido e usado pelos fãs e não-fãs de Elvis Presley em alusão a uma lenda urbana de que Elvis não teria de fato morrido e estaria vivendo numa ilha. A expressão também pode significar que Elvis é "imortal" na memória dos fãs.
· Um fato bastante comentado entre os fãs sempre foi sobre o suposto "pior show" de Elvis Presley que teria acontecido em 27 de Setembro de 1974 na cidade de College Park em Maryland. Rezava a lenda que Elvis estava mal de saúde, falava demais e cantava pouco, entretanto, esse "mistério" foi solucionado em 2006 com o lançamento do bootleg "Chaos In College Park", onde, segundo os ouvintes, mostra uma performance no geral de razoável para boa e até mesmo com momentos muito bons. Inclusive o título "chaos" foi avaliado como mentiroso e de mau gosto pelos fãs, afinal, o show não está associado a essa palavra, pelo contrário
· Gold Suit ou The Gold Lame Suit: Foi usada em 1957 em alguns shows, a famosa "roupa dourada", como ficou conhecida entre os fãs brasileiros, se tornou capa de um disco de 1959 chamado Elvis Golden Records Vol.2.
· Black Leather Suit: Essa é a famosa roupa de couro preta do especial da NBC de 1968, ele só a utilizou nesse especial.
· Aloha Eagle: Esse é um dos mais famosos, foi usado no show histórico do Hawaii de 1973, entretanto, essa não foi a única ocasião que ele o utilizou, Elvis também o vestiu em outros concertos no ano de 1973 e começo de 1974.
· American Eagle: É por vezes confundido com o "Aloha", foi um macacão usado por Elvis em alguns espetáculos no ano de 1974, inclusive, nos shows de Los Angeles, no qual, a banda Led Zeppelin marcou presença, esse que é considerado um dos melhores momentos de Presley nos anos 70.
· Benifit: É um daqueles em que o seu formato difere bastante em relação aos demais, considerado por alguns, como um dos mais simples e bonitos, usado em 1975.
· Azteca: Esse é eleito por boa parte dos fãs, como um dos mais feios usados por Elvis em toda a sua carreira, ele o utilizou durante alguns espetáculos de 1975 e 1976.
· Blue Bicentennial e White Bicentennial: Possuem esse nome (Bicentennial), devido a uma homenagem que Elvis queria prestar aos duzentos anos de independência dos EUA em 1976.
· Indian Feather: Segundo fontes, era um dos preferidos do rei do rock, devido ao fato que ele o utilizou durante alguns espetáculos de 1975 até 1977.
· Mexican Sundial: Um dos macacões mais famosos de Elvis, ele o vestiu durante boa parte do ano de 1977, sendo bastante reconhecido devido ao fato dele ter servido de vestimenta durante os shows que se tornaram em especial de TV, o Elvis in Concert, também foi utilizado no último concerto de Elvis em 26 de junho do mesmo ano.
· Historic Suit: Esse, segundo dizem, seria o macacão que Elvis usaria na sua turnê de agosto de 1977, a qual nunca foi realizada, evidentemente devido a sua morte no dia 16 de agosto de 1977.
Segundo aqueles que são ávidos de apresentações ao vivo de Elvis, principalmente da década de 70, ele demonstrava com maestria o seu poder vocal, e que até os dias atuais, ainda impressiona aqueles que não conhecem a sua carreira em sua forma mais abrangente; Elvis atingia em muitas de suas performances o chamado "dó de peito", que corresponde a nota músical "Sol 3", feita com voz de cabeça - como se fosse um falsete.
Para surpresa de alguns iniciantes em sua vasta obra, Elvis já dava sinais de grande poder vocal já na década de 50, principalmente em notas graves, a gênese desse futuro fenômeno vocal se deu, na avaliação de alguns, no ano de 1957. Dando prosseguimento a sua evolução como intérprete, Elvis atingiria na década seguinte, uma maturidade vocal bastante elevada, tanto em notas graves e agora também, em notas agudas; um marco dessa evolução, seria o álbum How Great Thou Art, gravado em 1966 e lançado logo em seguida, no início de 1967.
Elvis deu inicio a sua carreira profissional com apenas 19 anos de idade, portanto, o período de transição da adolescência para a fase adulta, a chamada puberdade, onde, a voz de Elvis estava em plena transformação, atingido assim a sua maturidade nos anos posteriores.
Com o uso constante da voz, as pregas vocais vão se tornando mais resistentes, respondendo muito melhor e mais prontamente, permitindo assim ao cantor atingir notas mais agudas e melhorar a qualidade sonora como um todo, fazendo assim de sua voz um verdadeiro instrumento, como dizem que era o caso de Elvis Presley.
O grande desafio de quem privilegia a extensão é a afinação, canto extremamente técnico, e Elvis conseguiu em várias oportunidades a conciliação difícil, segundo os especialistas. Uma das notas mais difíceis de se atingir é o "dó acima dó central", e Elvis atingiu muitas vezes em espetáculos ao vivo durante a década de 70, dito por especialistas.
Com um extenso alcance vocal e sua técnica de certa forma operesca, principalmente na década de 70, Elvis Presley se notabilizou por ser um dos mais impressionantes exemplos do que um cantor pode fazer com sua voz, transformando-a em um verdadeiro instrumento, provocando até dúvida em algumas pessoas, com os seus ceticismos, se as performances são mesmo de autoria de Elvis.
Foto slide
Historia de Elvis Presley
| Supla | |
|---|---|
![]() | |
| Nome completo: | Eduardo Smith de Vasconcelos Suplicy |
| Origem(ns): | São Paulo |
| País de nascimento: | Brasil |
| Data de nascimento: | 2 de abril de 1966 |
| Data de morte: | |
| Apelido: | Papito |
| Período em atividade: | 1984 - Presente |
| Instrumento(s): | vocais |
| Modelo(s) de instrumentos: | |
| Discos vendidos: | {{{discos vendidos}}} |
| Gênero(s): | Rock Punk Rock |
| Gravadora(s): | |
| Afiliação(ões): | Metropolis Zig Zag Tokyo Mad Parade Nina Hagen |
| Website: | www.Supla.com.br |
Supla, nome artístico de Eduardo Smith de Vasconcelos Suplicy, (São Paulo, 2 de abril de 1966) é um músico brasileiro, filho da ex-prefeita de São Paulo Marta Suplicy e do senador Eduardo Suplicy. É irmão do também músico João Suplicy
Iniciou sua carreira tocando versões do rock norte-americano e britânico das décadas de 50 a 70, entretanto, os estilos de suas composições estão mais ligadas ao punk e ao hardcore, e mais recentemente bossa nova.
Supla é conhecido por sua personalidade marcante e por não se importar com a opinião da imprensa, tanto nas críticas ao seu trabalho como também em eventuais elogios. Supla foi vocalista de diversas bandas em sua carreira, o início se deu no "Metropolis", depois "Zig Zag" (que mas tarde se tornou a conhecida "Tokyo"), além do "Mad Parade". Ele também fez parceria com outros nomes importantes do cenário rock n'roll, entre eles podemos citar a alemã Nina Hagen.
No começo da década de 90 participou de grandes festivais da música, como o Hollywood Rock e o famoso Rock in Rio, na sua segunda edição. Em 2001 voltou a participar do "Rock In Rio", agora já em sua terceira edição. Supla também se aventurou no cinema, participando de algumas incursões na sétima arte, contudo, não obteve muito êxito. No que se refere a sua participação televisiva podemos destacar algumas participações, como em uma mini-série e até mesmo uma telenovela.
O "papito", apelido pelo qual ficou famoso no ano de 2001, passou boa parte dos anos 90 no ostracismo, até que no ano 2000 o programa "Piores clipes do mundo", da MTV Brasil, decidiu pela exibição do seu clipe "Green Hair", logo alçado a "obra-prima trash" pelo apresentador Marcos Mion. Supla de início reclamou ("nunca passa clipe meu, e quando passa é no 'Piores!'"), entretanto, acabou por aceitar essa fama de o "rei do piores".
Devido á popularidade reconquistada, em 2001 Supla tocou no "Rock in Rio 3" e participou da primeira edição do Reality Show Casa dos Artistas, sendo considerado um dos grandes nomes da atração do SBT comandada por Silvio Santos. A sua popularidade no programa foi de tamanha repercussão que o seu álbum denominado "Charada Brasileiro" vendeu por volta de 600 mil cópias, um número elevado para a época, ainda mais se lembrarmos que era um disco vendido de forma alternativa. Nessa fase ele contava em seus shows com a banda "Holy Tree".
É avaliado por alguns como uma pessoa rebelde, tanto no seu modo de vestir, considerado "diferente" do chamado padrão imposto pela sociedade, como também os seus cabelos espetados, bem ao "estilo punk", esses mesmos afirmam que o fato dele ser filho de políticos contribui para o suposto preconceito. Apesar disso, segundo seus fãs e alguns críticos, tem um bom timbre de voz e mostrou seu talento principalmente no disco "Bossa Furiosa", sendo elogiado pela crítica especilizada.
Músicas
Supla - Arrasa Bi
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Ligações externas
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Sua carreira é marcada por grandes parcerias como Cazuza e Júlio Barroso, mas, em contrapartida, tem inimizades pelos grandes atritos gerados ao expor sua opinião. É autor de Me Chama, uma das canções mais regravadas de todos os tempos.
Lobão (Rock do Diabo, Raul Seixas)
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| ABBA | |
|---|---|
| Origem | Estocolmo |
| País | Suécia |
| Período | 1972 - 1982 |
| Gênero(s) | rock europop pop disco |
| Gravadora(s) | Polar Music Atlantic Records Epic Records Universal Music Polydor Records |
| Integrantes | |
| Ex-Integrantes | Benny Andersson, Agnetha Fältskog, Anni-Frid Frida Lyngstad, Björn Ulvaeus |
| Página oficial | www.abbasite.com |
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Abba - Dancing Queen
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Little Richard nasceu Richard Wayne Penniman no dia 5 de dezembro de 1932 em Macon, no estado da Georgia. Terceiro de uma família de doze irmãos, era o filho preterido pelo pai e que sofria deboches dos irmãos por já demonstrar uma sensibilidade típica do que é costumeiramente chamado de mariquinhas. Teve uma infância triste, afastado dos garotos de sua idade, também por causa de um defeito na perna esquerda, mais curta que a direita, o que impedia que ele brincasse normalmente. Aos sete anos sapateava nas ruas para ganhar trocados, aos oito ganhou um concurso local de talentos. Como a maioria dos negros de sua época, aprendeu a cantar em uma igreja evangélica, e no processo aprendeu também a tocar o piano. Cansado de ser motivo de deboche, fugiu de casa aos 14 anos para se juntar a um grupo de músicos andarilhos chamados de Dr. Hudson's Medicine Show, trabalhando como cantor, dançarino e pianista. Richard Penniman mudou seu nome para Little Richard, o "Little" (pequeno) em função de quê, segundo ele, "todos os bluseiros que ele conhecia usavam 'Little' no nome" como Little Walter. Uma vez em Alabama, passou a viajar com Sugar Foot Sam em outro típico Medicine Show, um show de variedades que no final tentava lucrar com a venda de algum remédio, geralmente um tônico feito de ervas.
Em 1951, ganhou um concurso de talentos no 81 Theater, na cidade de Atlanta, capital do seu estado Georgia, o que lhe permitiu gravar seu primeiro disco pela gravadora Victor (antes de se unir à RCA), um compacto que não provocou nenhuma mudança em sua vida artística. Ele, a esta altura, estava lavando pratos em uma lanchonete ligada a uma estação de ônibus. Teve a oportunidade de gravar um segundo compacto que igualmente não lhe trouxe maiores perspectivas. Mesmo assim, tinha montado uma banda própria, para apresentações ocasionais à noite.
Em 1952 juntou-se ao grupo Tempo Toppers, capitaneado por Raymond Taylor e baseado em Nova Orleans, com apresentações constantes no Club Tijuana. Entre 1953 e 54 gravaram quatro músicas para o selo Peacock, em Houston, inicialmente como The Tempo Toppers e depois já como Little Richard and the Deuces of Rhythm. Entre essas gravações, principalmente durante o ano de 1953, Little Richard voltou a sua cidade natal trabalhando fora do âmbito artístico, novamente como Richard Penniman, onde casou e teve um filho.
Em 1955, já com uma nova banda, sua música demonstrava fortes influências não só do gospel que ele trazia da Georgia mas também do rhythm & blues de gente como Roy Brown, Jay Hawkins e Fats Domino. Sua postura artística também já amadurecera para incluir um topete imenso e uma maquiagem facial pesada. Lloyd Price, autor de, entre outras preciosidades, "Lawdy Miss Clawdy", ao assistir a uma apresentação, sugeriu que Richard mandasse uma demo para a Specialty Records. A gravadora ficou satisfeita e Richard assinou um contrato, mas a primeira sessão deixou a desejar. Em um intervalo para o almoço, ao ver um piano em um canto da lanchonete, Little Richard, com sua eterna necessidade de chamar atenção, sentou-se ao piano e começou a tocar uma canção extremamente obscena para a época e cheio de seus "woooo's", que se tornaria parte de sua marca ou assinatura musical. "É isso que queremos nos seus discos", falou o produtor, e assim, surgiu a canção "Tutti Frutti", gravada com uma letra menos picante. E Little Richard nasceu para o mundo. A letra original dizia: A wop bop a loo mop, a good goddam! Tutti Frutti, good booty! (boa bunda).
Pela Specialty Records, entre 1956 e 57, Richard gravou diversas músicas que viriam a ser clássicos do rock de todos os tempos, como “Long Tall Sally”, “Rip It Up”, “Tutti Frutti”, “The Girl Can't Help It”, “Good Golly Miss Molly”, “Slippin' and Slidin'”, “Jenny, Jenny”, “Keep a Knockin'” e “Lucille”, entre outras. Participou de filmes como “The Girl Can't Help It”, “She's Got It” e “Mister Rock And Roll”, que reforçaram sua imagem e ajudaram a divulgar sua música internacionalmente. É apenas justo que parte do seu sucesso seja também creditado à sua banda, composta de excelentes músicos de Nova Orleans, como Lee Allen no sax tenor, Alvin Tyler no sax barítono e de seu baterista favorito, Earl Palmer, que gravou e excursionou com ele por quase toda a carreira.
Vocalista mais virtuoso da primeira fase do rock and roll, Little Richard influenciou com seus falsetes, seu piano e seu temperamento extrovertido, os grandes nomes da história do rock, de Paul McCartney a Robert Plant, de Jerry Lee Lewis a Billy Preston, de Otis Redding a Freddie Mercury, de Elvis Presley a Prince. Sua performance explosiva e insinuação em palco agitavam e levavam o público à loucura, chegando a causar tumultos. Sempre o centro das atenções, sua música ajudou a promover a desmistificação entre brancos e negros, uma vez que os jovens brancos passaram a invadir os espaços reservados aos negros, diretamente em frente ao palco, para dançarem juntos. Assim, jovens brancos puderam perceber melhor a discrepância do tabu racial vinda dos mais velhos e em que eram obrigados a acreditar.
Excursionou durante esse período não somente por todo os Estados Unidos, de costa a costa, como também foi um dos primeiros artistas a levar o rock 'n' roll para a Austrália. Durante sua viagem de volta desta excursão, a meses depois do acidente mortal de outra lenda, Buddy Holly, seu avião teve problemas e Richard em pânico implorou a Deus que, se ele sobrevivesse, largaria a vida artística e voltaria suas energias para espalhar a palavra de Deus. Ele diria depois que o chamado já estava lhe incomodando fazia tempo e que entendeu o incidente no aeroplano como um ultimato de Deus.
Após terminar alguns compromissos restantes, Little Richard abandonou a profissão em 1958, tornando-se novamente Richard Penniman, e passou a cursar a Oakwood Collage Seminary School em Huntsville, Alabama, formando-se em 1961 como bacharel em Teologia. Foi ordenado ministro da Igreja Adventista do Sétimo Dia, renegando seu passado mundano e se afastando do show business. A gravadora Speciality não gostou nada desta decisão e procurou forçá-lo a se manter como performer, ameaçando-o à ter que assinar um acordo abrindo mão de todos os seus direitos sobre suas canções, como alternativa. Little Richard, porém, estava sério sobre sua crença religiosa e prontamente abriu mão de todos os direitos que detinha sobre sua música. Em 1961 gravou discos religiosos e excursionou pelo sul de igreja a igreja, pregando e cantando hinos religiosos.
Mas Richard não conseguiu ficar mais de três anos longe do rock. Em 1962, viajou para Europa, onde em Hamburgo conheceu os Beatles, seguiu para o Oriente e depois para a Austrália. Em 1963 tocou na Inglaterra, a nova Meca do rock, para se juntar à excursão dos Everly Brothers, que incluía apresentações dos Rolling Stones e Bo Diddley. A TV Granada fez na ocasião, um especial sobre sua carreira. Os tempos mudaram mas as apresentações de Little Richard eram uma das poucas atrações da já velha guarda que ainda mantinha o público pulando. Com a Beatlemania e a posterior psicodelia, a maioria dos grandes astros da primeira fase caíram no esquecimento, como coisa do passado. Mas Richard ainda voltou para a América e fez temporada em Chicago, no City Opera House. Em 1964, bandas como os Beatles e os Rolling Stones, com diversas entrevistas fazendo questão de frisar a importância dos artistas negros americanos na sua música, ajudaram Little Richard a conseguir um hit moderado com a canção "Bama Lama Bama Loo".
Em 1965 fez temporada no Paramount Theater de Nova York. É neste período que Little Richard teve como guitarrista um desconhecido Jimi Hendrix, acorrentado pela obrigação de tocar de modo simples, com afinação tradicional e sem distorção de qualquer espécie. Hendrix foi dispensado pouco antes de Little Richard seguir para uma excursão européia. Eternamente tentando reconquistar o novo público jovem, esses anos, em sua maioria, foram bastante frustrantes para esse gigante do passado. Ainda mais quando cálculos concluíam que até 1968 ele já havia vendido cerca de US$32 milhões em discos ao redor do mundo, nenhum centavo deste dinheiro indo para seu bolso.
Foi somente em 1969, após a psicodelia, com uma onda de revalorizar o rock simples do passado, que Little Richard conseguiu novamente atenção. Entre todos os velhos roqueiros que reapareceram neste "revival", como Gene Vincent, Everly Brothers, Fats Domino e Chubby Checker, entre tantos outros, Little Richard e Chuck Berry foram os únicos a realmente sobressair. É só a partir desta fase que Richard passa a ser visto como uma autêntica mega-estrela de todos os tempos pelo público americano. Ele se auto-pronunciou o "Arquiteto do Rock", seguido por outros títulos como “O Criador”, “O Emancipador”, “O Inventor”, e é claro, nada menos do que "O Verdadeiro Rei do Rock 'n' Roll". Outro apelido curioso que ele recebeu foi "O Liberace de Bronze". Richard ainda conseguiu em 1970 outro hit moderado com "Freedom Blues". Passou o restante da primeira parte da década de 70 aparecendo em "talk-shows", dando entrevistas e fazendo pequenas apresentações em eventos nostálgicos.
Ao final de 1976, em eterno duelo com seu "outro lado", Little Richard sucumbiu novamente para a respeitabilidade de Reverendo Richard Penniman. Mas como passou a ser visto como um ícone do rock 'n' roll, seus sermões apareceram nos jornais fora de contexto. Em tais sermões, ele pregava a força absoluta da fé com frases como "Se Deus pode salvar um velho homossexual como eu, ele pode salvar qualquer um". Em jornais sensacionalistas, a frase foi explorada indevidamente e a opinião pública o viu como um traidor decadente.
Com o tempo e a idade, o artista Little Richard e seu alter ego, o Reverendo Richard Penniman, aparentemente aprenderam a conviver em paz dentro do corpo desta personalidade tão complexa. Little Richard reapareceu em 1986 para a filmagem de "Down And Out In Beverly Hills", uma comédia com Richard Drefuss e Betty Midler, onde Little Richard rouba o espetáculo como o vizinho que se irrita facilmente. O filme abriria caminho para o seu último hit até o presente, a canção "Great Gosh O' Mighty". Ainda em 1986 ele foi convidado a entrar para o Rock 'n' Roll Hall of Fame, o chamado Corredor da Fama, misto de museu e título de honra para seus membros. Durante o seu discurso de agradecimento, ele começou a chorar em público, ato incomum para este artista geralmente muito seguro de si. Em seu discurso de agradecimento, declarou que este tipo de reconhecimento é como um sonho se realizando. Pouco depois Richard Penniman voltou a pregar a palavra de Deus enquanto processava a Speciality Records, querendo reaver o dinheiro dos direitos das vendas de seus discos. Infelizmente, depois de o processo correr por quase um ano, a Justiça considerou o documento que ele assinou legal e ele fica mesmo sem direito àquela fortuna.
Durante a década de 90, novamente como Little Richard, ele passou a freqüentar a televisão americana constantemente, entre participações em seriados como Miami Vice, a documentários como "A Tribute To Woody Guthrie And Leadbelly", e propagandas como a do McDonald’s. Gravou uma participação no disco infantil da Disney "For Our Children", fez backing vocals para o dueto entre Bono Vox e BB King, "When Love Comes To Town", apareceu no Vila Sésamo participando do quadro "Kurmit Unpigged", sátira à série Unplugged da MTV, cantando "She Drives Me Crazy" e contracenando com Caco, o sapo.
Recebeu outros prêmios na década de 90, como o “Lifetime Achievement Award”, da National Academy of Recording Arts and Sciences, o “Pioneer Award”, da Rhythm & Blues Foundation, em 1994, e em reconhecimento por todas as suas contribuições e vasta influência em tantos artistas posterior ao seu auge, foi presenteado com o extremamente prestigioso “Award of Merit” pela American Music Awards, em 1997, outro momento de intensa emoção em sua carreira.
A partir de 1997, Little Richard voltou a excursionar pelo mundo com incrível disposição para um homem acima de sessenta e sete anos de idade, mantendo intacta sua imagem de roqueiro selvagem. Com incrível bom humor, ele explica que está em paz não só com sua persona artística como também com o verdadeiro Richard Penniman que existe atrás deste artista. Antes de ele poder ajudar os outros, ele precisava chegar a este meio-termo.
Vídeos
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Chuck Berry ou Charles Edward Anderson Berry (18 de outubro de 1926, Saint Louis, Missouri) é um compositor, cantor e guitarrista americano. Berry nasceu em St. Louis, Missouri, e foi um dos primeiros membros do Hall da Fama do Rock and Roll, homeneageado em 1986. É apontado por muitos como o inventor do Rock and Roll.
Enquanto ainda existem controvérsias sobre quem lançou o primeiro disco de rock, as primeiras gravações de Chuck Berry, como "Maybellene", de 1955, sintetizavam totalmente o formato rock and roll, combinando blues com música country e versos juvenis sobre garotas e carros, com dicção impecável e diferentes solos de guitarra.
A maioria de suas gravações mais famosas foram lançadas pela Chess Records, com o pianista Johnnie Johnson, o baixista Willie Dixon e o baterista Fred Below. Juntamente com o guitarrista Berry, eles se tornaram o sumário de uma banda de rock.
Berry foi influenciado por Nat King Cole, Louis Jordan e Muddy Waters, que acabaria o apresentando à Leonard Chess, da gravadora Chess.
Durante sua carreira ele gravaria tanto baladas românticas (como "Havana Moon") quanto blues ("Wee Wee Hours"), mas foi no recém-nascido rock que Berry ganhou sua fama. Ele gravou mais de trinta sucessos a aparecerem no Top Ten, e suas canções ganharam versões de centenas de músicos de blues, country e rock and roll.
Quando jovem, Berry passou três anos em um reformatório por tentativa de assalto. Mas acusação pior viria em 1959, quando ele convidou uma índia apache de 14 anos que havia conhecido no México para trabalhar em seu clube noturno em St. Louis. A garota acabaria sendo pega pela polícia, assim como Berry, que foi acusado de adentrar com uma menor nos limites do estado com propósitos sexuais. Ele foi condenado a cinco anos de prisão e multado em 5,000 dólares. Chuck foi solto em 1963, mas seus dias de glória ficaram para trás.
Apesar disso sua influência foi profunda, principalmente no surgimento das bandas inglesas dos anos 60. Os Rolling Stones literalmente basearam seu estilo no dele. Quando Keith Richards premiou Berry no Hall da Fama, disse: "É difícil pra mim apresentar Chuck Berry, porque eu copiei todos os acordes que ele já tocou!"
Chuck viajou em turnê por muitos anos carregando apenas sua guitarra Gibson, confiante no fato de que poderia contratar uma banda que conhecia suas músicas em qualquer lugar que ele fosse. Entre os muitos artistas que serviram de apoio para Berry estiveram Bruce Springsteen e Steve Miller.
Depois de tocar seus melhores sucessos durante os anos 70, Berry teve problemas legais novamente em 1979, quando foi considerado culpado de sonegação de impostos. Ele foi sentenciado a quatro meses de prisão e a cumprir 1,000 horas de trabalho comunitário fazendo shows beneficentes.
Berry também foi centro de uma indesejada polêmica nos anos 90 por sua suposta mania de espionar mulheres.
No filme de De Volta para o Futuro, quando Marty McFly está cantando uma música de Rock que na época não existia ainda, o primo de Chuck Berry liga para ele falando da nova música que ele estáva procurando.
Filmes
TITLO
Chuck Berry & Bo Diddley's Rock 'n' Roll All-Star Jam
DATA
1995
History of Rock 'n' Roll - Rock 'n' Roll Explodes
1993
History of Rock 'n' Roll - Guitar Heroes
1993
Bluesland: A Portrait in American Music
1987
Chuck Berry: Hail Hail Rock 'n' Roll
1985
1982
National Lampoon's Class Reunion
1978
American Hot Wax
1973
London Rock and Roll Show of 1973
1973
Let the Good Times Roll
1969
Little Richard: Keep on Rockin'
1969
Chuck Berry: Rock 'n' Roll Music
1965
Chuck Berry Hosts: BORN TO ROCK - The T.A.M.I. - T.N.T. Show
1959
Jazz on a Summer's Day
1959
Go Johnny Go (PAL only)
1957
Mister Rock and Roll
1956
Rock, Rock, Rock
NA
Chuck Berry: Live at the Roxy with Tina Turner
NA
Joined on Stage By Tina Turner
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Robert Allen Zimmerman, mais conhecido como Bob Dylan, (Duluth, 24 de maio de 1941) é um cantor e compositor estadunidense.
Nascido no estado de Minnesota, neto de imigrantes judeus-russos, aos dez anos de idade Dylan escreveu seus primeiros poemas e, ainda adolescente, aprendeu piano e guitarra sozinho. Começou cantando em grupos de rock, imitando Little Richard e Buddy Holly, mas quando foi para a Universidade de Mineapólis em 1959, voltou-se para a folk music, impressionado com a obra musical do lendário cantador folk Woody Guthrie, a quem foi visitar em New York em 1961.
Dylan já lançou mais de 45 álbuns desde 1962, quando lançou seu primeiro disco, "Bob Dylan”, dedicado ao folk tradicional. Seu segundo álbum, “The Freewhellin' Bob Dylan”(1963), contendo apenas canções de sua autoria, consagrou o músico com o hit "Blowin' in the Wind", que se tornou um hino do movimento dos direitos civis. Além desta, canções como "A hards-rain a gonna-fall", "Masters Of War", entre outras, tornaram-se clássicas como músicas de "protesto", embora Dylan mais tarde recusasse o rótulo de "cantor de protesto". Estas músicas, que entre outras compostas por ele, abordavam temas sociais e políticos numa linguagem poética, o tornaram um fenômeno entre os jovens artistas folk da época, levando-o ao estrelato folk, principalmente após sua participação no Newport Folk Festival de 1963, onde foi promovido pela "rainha" folk da época, a cantora Joan Baez. O sucesso do álbum "The Times They Are-A-Changing" (1964) apenas consolidou esta posição.
Mas logo Dylan mudou de rumos artísticos, afastando-se do movimento folk de protesto e voltando-se para canções mais pessoais, instrospectivas, ligadas a uma visão muito particular de mundo. As questões sócio-políticas de seu tempo: racismo, guerra fria, guerra do Vietnã, injustiça social, cedem espaço para a temática das desilusões amorosas, amores perdidos, vagabundos errantes, liberdade pessoal, viagens oníricas e surrealistas, embaladas pela influência da poesia beat. Esta transição se dá entre 1964 e 1966, quando Dylan eletrifica a sua música, passa a tocar com uma banda de blues-rock como apoio e choca a platéia folk, com sua aproximação ao rock. Na época, muitos ignoravam que Dylan já havia tocado rock'roll na adolescência e apreciava artistas country como Johnny Cash, que já trabalhavam com instrumentos elétricos desde os anos 50. O sucesso dos Beatles e demais roqueiros britânicos na releitura do rock americano também chamaram-lhe a atenção. Em compensação, foi aclamado pela crítica, ampliou o seu público (mesmo sendo chamado de "traidor" por fãs do Dylan cantador folk), tornando-se cada vez mais influente entre artistas contemporãneos (John Lennon que o diga) e lançando os mais apreciados discos de sua carreira, com uma série de canções clássicas de seu repertório: "Maggie's Farm", "Subterranean Homesick Blues", "Gates of Eden", "It's Alright Ma (I'm Only Bleeding)", "Mr. Tambourine Man", "Ballad Of A Thin Man", "Like a Roling Stone", "Just Like a Woman", entre outras, lançadas em seus álbuns mais inspirados: "Bringing It All Back Home" e "Highway 61 Revisited" de 1965 e o duplo "Blonde on Blonde", de 1966.
Em maio de 1966, após uma tumultuada turnê pela Inglaterra, devido ao formato rock dos shows, Dylan sofreu um grave acidente de moto que o afastou dos palcos e gravações até 1968. Em seu retorno, supreendeu público e crítica com o álbum "John Wesling Hardin", fortemente influenciado pelo country, tendência que acentuou-se no trabalho seguinte, "Nashville Skyline", que trouxe o clássico "Lay Lady Lay" para as paradas. Limitando-se a apresentações esporádicas, das quais a mais importante foi sua participação no Festival da Ilha de Wight em agosto de 1969, além de sua participação no Concerto para Bangladesh, organizado por George Harrison em 1971, Dylan só voltaria a realizar turnês em 1974.
O que produziu no início dos anos 70 não foi bem recebido pela crítica, considerado muito abaixo de seus melhores momentos. Apenas algumas canções destacam-se: "If Not For You" (1970), "Knockin' on Heaven's Door" (1973), "Forever Young" (1974). Mas ao voltar as turnês, acompanhado pelo grupo The Band, retorna a evidência e ao sucesso, principalmente pelo elogiado duplo ao vivo "Before the Flood" (1974). Na retomada da carreira de forma mais ativa, Dylan produz "Blood On Tracks" (1975) e "Desire" (1976), seus melhores discos nos anos 70, aclamados pela crítica. Deste último, a canção "Hurricane", baseado na história de Rubin Carter, um boxeador negro preso injustamente, foi um sucesso espetacular, ao mesmo tempo que a turnê Roling Thunder Revue (75/76) era aclamada por crítica e público.
Mas após seu divórcio em 1977, da esposa Sara Lownes, com quem era casado desde 1965, Dylan viveu uma grande crise pessoal, que refletiu-se em seu trabalho artístico. Depois de uma turnê mundial em 1978, em parte registrada no duplo ao vivo "At Budokan" (gravado no Japão), ele voltou-se para a música gospel, ao converter-se e se filiar a uma igreja. Foi o período mais controverso e polêmico de sua carreira, principalmente por Dylan afastar-se de seu repertório clássico e investir em canções religiosas. Nesta nova fase, "Slow Train" (1979) ainda traz momentos inspirados: a canção "Gotta Serve Somebody" ganhou um Grammy, mas os discos seguintes são irregulares.
Com "Infidels", de 1983, Dylan afasta-se da fé cristã, volta-se inesperadamente para as suas raízes judaicas e parece reencontrar certo equilíbrio artístico. Bem recebido pela crítica, é considerado seu melhor álbum desde Desire. As apresentações ao vivo, em que volta a interpretar suas canções clássicas, marcam uma reconcialiação com seu público. Dylan continua a gravar regularmente, buscando uma sonoridade "made anos 80" ao mesmo tempo em que tenta preservar seu estilo. "Down In The Grovy", álbum de 1988, passou despercebido, contém várias covers, mas equivale a uma declaração de princípios, com canções de folk-rock, gospel, rock, que demarcam os gostos artísticos preferenciais do artista. Depois de uma turnê com a lendária banda californiana Grateful Dead, ele lança o álbum "Oh Mercy" (1989), elogiado pela qualidade inesperada das canções e volta às paradas com o super-grupo Traveling Wilburys, formado com os amigos George Harrison, Tom Petty, além de Jeff Lynne e Roy Orbison.
No início dos anos 90, Bob Dylan parece dar uma "parada" na carreira. Para comemorar e fazer um balanço de seus 30 anos de trajetória, ele volta a gravar folk tradicional, acústico, sem importar-se com o pouco apelo comercial deste gênero nos dias atuais. Em 1992 é realizado um show-tributo em grande estilo, com a participação de várias nomes do rock, country e do soul cantando suas músicas: Eric Clapton, Stevie Wonder, Neil Young, Willie Nelson, Lou Reed, Eddie Vedder entre outros.
Depois do acústico produzido para a MTV em 1994, Dylan só voltaria com um CD de inéditas em 1997. O álbum "Time Out Of Mind" ganharia vários prêmios Grammy e foi considerado por muitos uma nova ressurreição artística, confirmada pela qualidade de "Love and Theft" (2001). Neste mesmo ano a revista Rolling Stone publicou uma lista com as 500 melhores músicas da história e em primeiro lugar ficou Like a Rolling Stone, de Bob Dylan. Atualmente registra-se um novo interesse pela vida e obra de Dylan, com o lançamento oficial de várias gravações piratas, além do lançamento do documentário "No Direction Home", de Martin Scorsese, que flagra os anos iniciais de sua carreira (1961-1966) e, mais recentemente, com "Modern Times", seu novo álbum lançado em 2006, com o qual, pela quarta vez na carreira, Dylan conquistou a liderança do ranking dos mais vendidos dos Estados Unidos, vendendo 192,000 cópias na primeira semana. A última vez que Dylan tinha alcançado a liderança nos Estados Unidos, foi com o álbum "Desire", de 1976, que ficou 5 semanas no topo das paradas. Antes disso, alcançou o primeiro lugar com o clássico disco "Blood On The Tracks", em 1975, e com "Planet Waves", no ano anterior.
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Madre Teresa de Calcutá, cujo nome verdadeiro é Agnes Gonxha Bojaxhiu, (Skopje, 27 de Agosto de 1910 — Calcutá, 5 de Setembro de 1997) foi uma missionária católica albanesa, nascida na República da Macedónia e naturalizada indiana.
Partiu para a Índia em 1931, para a cidade de Darjeeling, onde fez o noviciado no colégio das Irmãs de Loreto.
No dia 24 de maio de 1931, fez a profissão religiosa, e emitiu os votos temporários de pobreza, castidade e obediência tomando o nome de "Teresa". A origem da escolha deste nome residiu no fato de ser em honra à monja francesa Teresa de Lisieux, padroeira das missionárias, canonizada em 1927 e conhecida como Santa Teresinha.
De Darjeeling passou para Calcutá, onde exerceu, durante os anos 30 e 40, a docência em Geografia no colégio bengalês de Sta Mary, também pertencente à congregação de Nossa Senhora do Loreto. Impressionada com os problemas sociais da Índia, que se refletiam nas condições de vida das crianças, mulheres e velhos que viviam na rua e em absoluta miséria, fez a profissão perpétua a 24 de maio de 1937.
Com a partida do colégio, tirou um curso rápido de enfermagem, que veio a tornar-se um pilar fundamental da sua tarefa no mundo.
Em 1946, decidiu reformular a sua trajetória de vida. Dois anos depois, e após muita insistência, o Papa Pio XII permitiu que abandonasse as suas funções enquanto monja, para iniciar uma nova congregação de caridade, cujo objetivo era ensinar as crianças pobres a ler. Desta forma, nasceu a sua Ordem – As Missionárias da Caridade. Como hábito, escolheu o sári, nas cores — justificou ela — "branco, por significar pureza e azul, por ser a cor da Virgem Maria". Como princípios, adotou o abandono de todos os bens materiais. O espólio de cada irmã resumia-se a um prato de esmalte, um jogo de roupa interior, um par de sandálias, um pedaço de sabão, uma almofada e um colchão, um par de lençóis, e um balde metálico com o respectivo número.
Começou a sua atividade reunindo algumas crianças, a quem começou a ensinar o alfabeto e as regras de higiene. A sua tarefa diária centrava-se na angariação de donativos e na difusão da palavra de alento e de confiança em Deus.
No dia 21 de dezembro de 1948, foi-lhe concedida a nacionalidade indiana. A partir de 1950 empenhou-se em auxiliar os doentes com lepra.
Em 1965, o Papa Paulo VI colocou sob controle do papado a sua congregação e deu autorização para a sua expansão a outros países. Centros de apoio a leprosos, velhos, cegos e doentes com HIV surgiram em várias cidades do mundo, bem como escolas, orfanatos e trabalhos de reabilitação com presidiários.
Ao primeiro lar infantil ou "Sishi Bavan" (Casa da Esperança), fundada em 1952, juntou-se o "Lar dos Moribundos", em Kalighat.
Mais de uma década depois, em 1965, a Santa Sé aprovou a Congregação Missionárias da Caridade e, entre 1968 e 1989, estabeleceu a sua presença missionária em países como Albânia, Rússia, Cuba, Canadá, Palestina, Bangladesh, Austrália, Estados Unidos, Ceilão, Itália, antiga União Soviética, China, etc.
O reconhecimento do mundo pelo seu trabalho concretizou-se com o Templeton Prize, em 1973, e com o Nobel da Paz, no dia 17 de outubro de 1979.
Morreu em 1997,com 87 anos, mas o seu trabalho missionário continua através da irmã Nirmala, eleita no dia 13 de março de 1997 como sua sucessora. Tratado como um funeral de Estado, vários foram os representantes do mundo que quiseram estar presentes para prestar a sua homenagem. As televisões do mundo inteiro transmitiram em directo durante uma semana, os milhões que queriam vê-la no estádio Netaji. No dia 19 de outubro de 2003, o Vaticano beatificou Madre Teresa.
Hoje a sua Congregação reúne 3 mil freiras e 400 irmãos, em 87 países, dando apoio aos mais necessitados em cerca de 160 cidades.
Críticos de Madre Teresa, nominalmente Christopher Hitchens, Aroup Chatterjee e Robin Fox, argumentam que sua organização fornecia ajuda abaixo dos padrões e esta primariamente interessada em converter pessoas à beira da morte para o Catolocismo, e usou doações para atividades missionárias em outros lugares, em vez de gastar na melhoria do padrão de ajuda médica. Esses críticos representam ainda uma pequena minoria mas colocaram objeções fortes às virtudes de Madre Teresa. A Igreja Católica nega a maioria dessas críticas. Por exemplo, a idéia que missionários gastavam dinheiro em atividades missionárias parece óbvia e Madre Teresa nunca afirmou que suas atividades eram sobre ajuda médica. Christopher Hitchens escreveu que as próprias palavras de Madre Teresa sobre pobreza provam que "suas intenções não eram de ajudar as pessoas". Hitchens vai mais fundo afirmando que Madre Teresa mentiu a doadores sobre onde suas contribuições eram usadas. Em 1994, Hitchens publicou um artigo no The Nation entitulado "O Demônio de Calcutá". Dr. Aroup Chatterjee, o autor de "Madre Teresa: O Veredito Final" (2003), afirma que a imagem pública de Madre Teresa como ajuda dos pobres, dos doentes e dos à beira da morte é errada e exagerada; ele mantém que o número de pessoas que são servidas mesmo pela maior parte das casas não é perto do que os ocidentais são levados a acreditar. 1 Como o Vaticano aboliu o papel tradicional de Advogado do Diabo que servia um propósito similar, Hitchens foi a única testemunha chamada pelo Vaticano para dar evidência contra a beatificação e processo de canonização de Madre Teresa.
| "A vida é uma oportunidade, aproveite-a... A vida é beleza, admire-a... A vida é felicidade, deguste-a... A vida é um sonho, torne-o realidade... A vida é um desafio, enfrente-o... A vida é um dever, cumpra-o... A vida é um jogo, jogue-o... A vida é preciosa, cuide dela... A vida é uma riqueza, conserve-a... A vida é amor, goze-o... A vida é um mistério, descubra-o... A vida é promessa, cumpra-a... A vida é tristeza, supere-a... A vida é um hino, cante-o... A vida é uma luta, aceite-a... A vida é aventura, arrisque-a... A vida é alegria, mereça-a... A vida é vida, defenda-a..." "Um coração feliz é o resultado inevitável de um coração ardente de amor." "Mas eu sinto que o maior destruidor da paz hoje é o aborto, porque é uma guerra contra a criança - um assassinato direto da criança inocente - assassinato pela própria mãe. E se nós aceitamos que uma mãe pode matar até mesmo sua própria criança, como nós podemos dizer para outras pessoas que não matem uns aos outros?..." "Ontem foi embora. Amanhã ainda não veio. Temos somente hoje, comecemos." "A pior calamidade para a humanidade não é a guerra ou o terremoto. É viver sem Deus. Quando Deus não existe, se admite tudo. Se a lei permite o aborto e a eutanásia, não nos surpreende que se promova a guerra!" "Qualquer ato de amor, por menor que seja, é um trabalho pela paz." "Temos medo da guerra nuclear e dessa nova enfermidade que chamamos de AIDS, mas matar crianças inocentes não nos assusta. O aborto é pior do que a fome, pior do que a guerra" "Um país que aceita o aborto não está a ensinar os seus cidadãos a amar, mas a usar a violência para obterem o que querem. É por isso que o maior destruidor do amor e da paz é o aborto." "O mundo que Deus nos deu é mais do que suficiente, segundo os cientistas e pesquisadores, para todos; existe riqueza mais que de sobra para todos. É só uma questão de reparti-la bem, sem egoísmo. O aborto pode ser combatido mediante a adoção. Quem não quiser as crianças que vão nascer, que as dê a mim. Não rejeitarei uma só delas. Encontrarei uns pais para elas. "Temos medo da guerra nuclear e dessa nova enfermidade que chamamos Aids, mas matar crianças inocentes não nos assusta". "O amor, para ser verdadeiro, tem de doer. Não basta dar o supérfluo a quem necessita, é preciso dar até que isso nos machuque." "Nunca compreenderemos o quanto um simples sorriso pode fazer." "Como Jesus, pertencemos ao mundo inteiro, vivendo não para nós mesmos, mas para os outros. A alegria do Senhor é a nossa força". "Buscando a face de Deus em todas as coisas, em todas as pessoas, em todos os lugares, durante todo o tempo, e vendo a Sua mão em cada acontecimento - isso é contemplação no coração do mundo". "Amar, ser verdadeiro, deve custar - deve ser árduo - deve esvaziar-nos do ego." "Famintos de amor, Ele olha por vocês. Sedentos de amabilidade, Ele pede por vocês. Privado de lealdade, Ele espera em vocês. Desabrigados de asilo em seu coração, Ele procura por vocês. Você será esse alguém para Ele ?" "Os pobres que buscamos podem morar perto ou longe de nós. Podem ser material ou espiritualmente pobres. Podem estas famintos de pão ou de amizade. Podem precisar de roupas ou do senso de riqueza que o amor de Deus representa para eles. Podem precisar do abrigo de uma casa feita de tijolos e cimento ou da confiança de possuírem um lugar em nossos corações." |
| Madre Teresa de Calcutá: Missionária de Caridade Kathrin Spink Editora Loyola |
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