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2008/12/14

Jimi Hendrix

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Nascido em Seattle em 27 de Novembro de 1942, James Marshall Hendrix começou tocando Blues, influenciado por Muddy Waters e Robert Johnson. Tocou em diversas bandas com amigos até se mudar para New York, em 1963, onde passou a trabalhar como músico de estúdio, gravando e tocando com os Isley Brothers, Jackie Wilson, Sam Cooke e Little Richards.

Foi justamente acompanhando Richards que Jimmy James (nome que usava na época) conseguiu um contrato de dois anos com a gravadora Columbia. Monta a banda Jimmy James and The Blue Flames, e o baixista do grupo The Animals, Chas Chandler, torna-se seu empresário.

Resolvem reformular a banda, fazendo um trio. Mitch Mitchell assume as baquetas, Noel Redding o baixo. Estava formado o The Jimi Hendrix Experience. Chandler os levou para Londres, onde gravaram três ‘singles’, “Hey Joe”, “Purple Haze” e “The Wind Cries Mary”. Com a enorme divulgação que estavam tendo em programas de TV e rádios inglesas, decidem gravar o primeiro álbum.

Sai então, em 1967, o LP “Are You Experienced”, um dos maiores discos da história do Rock. Estreiam na América no Monterey Pop Festival, na Califórnia, seguindo a turnê como banda de abertura dos Monkees. Ainda em 1967 sai o segundo álbum, “Axis: Bold as Love”, e no ano seguinte “Electric Ladyland”.

Em 1969, no entanto, o Experience se desfez e Hendrix monta uma nova banda com Mitch Mitchell, Billy Cox, o segundo guitarrista Larry Lee e os percussionistas Juma Sultan e Jerry Velez. O nome do grupo mudou para “Band of Gypsys”. Foi nesse mesmo ano, no mês de Agosto, que Hendrix fez a maior apresentação de sua carreira: o Woodstock, onde tocou de forma magistral o hino norte americano.

Em 1970, inaugura seu próprio estúdio, o Electric Ladyland, em Nova York, e se apresenta no festival da Ilha de Wight. O guitarrista faleceu em Londres alguns dias depois, por intoxicação com barbitúricos e sufocado por próprio vômito. Jimi Hendrix morreu, mas continua influenciando gerações, tendo deixado pra sempre sua marca na história do Rock.

Juventude: antes de ser profissional

       Hendrix cresceu tímido e sensível, tendo de ser o responsavel por cuidar de seu irmão mais novo, Leon Hendrix, profundamente afetado por problemas familiares, tais como o divórcio dos seus pais em 1951 e a morte de sua mãe em 1958, quando ele tinha apenas 16 anos. Era muito afeiçoado à sua avó materna, que possuía sangue cherokee, e que incutiu no jovem Jimi um forte sentido de orgulho de seus ancestrais nativos norte-americanos. No mesmo ano, o seu pai, chamado Al Hendrix, deu-lhe um ukelele (instrumento de 4 cordas, introduzido no Havaí pelos portugueses no século XVII), e posteriormente comprou, por apenas US$ 5 dólares, uma guitarra acústica, pondo-o no caminho da sua futura vocação.

Depois de tocar com várias bandas locais de Seattle, Hendrix alistou-se ao exército, juntando-se à 101-a Divisão Aerotransportada (101st Airborne Division) baseada em Fort Campbell, Kentucky, a 80 km da cidade de Nashville, no Tennessee, como pára-quedista. Ali ele serviu por menos de 1 ano e recebeu dispensa médica após fraturar o tornozelo em um salto. Mais tarde ele diria que o som do ar assobiando no pára-quedas era uma das fontes de inspiração para o seu som "espacial" na guitarra.

Não há nenhum registo médico no exército americano sobre a dispensa de Hendrix. Em 2005, Charles Cross, que foi autor da biografia do líder do Nirvana, Kurt Cibain, publicou no seu livro "Room Full of Mirrors", que o guitarrista alegou estar apaixonado por um dos seus colegas do seu agrupamento, numa visita ao serviço psiquiátrico em 1962, em Fort Campbell (Estado do Kentucky). Aquilo era mentira, segundo Cross, que relata a preferência do músico por mulheres. "Ele queria apenas escapar do exército para se dedicar à música."

Hendrix, que se alistou como voluntário para a Guerra doVietnã, nunca esteve em combate, porém as suas gravações tornaram-se as favoritas entre os soldados que lá lutavam. Inicialmente levou uma vida precária tocando em bandas de apoio a músicos de soul e blues como Curtis Knight, B.B King, e Little Richard em 1965. Sua primeira aparição destacada foi com os Isley Brothers, principalmente no "Testify" em 1964.

Morte

Hendrix permaneceu na Inglaterra e, no trágico dia 18 de Setembro, foi encontrado na cama do quarto de um hotel onde estava com uma namorada alemã, Monika Dannemann, desacordado após ter tomado nove pílulas de Vesperax (forte analgésico), tendo, em seguida, se asfixiado em seu próprio vômito. O laudo do hospital disse que Hendrix chegou ao hospital já morto. Seu corpo foi mandado de volta para casa e enterrado no Greenwood Memorial Park, em Renton, estado de Washigton, nos Estados Unidos.

Legado

Parte do estilo único de Hendrix se deve ao fato dele ter sido um canhoto que tocava uma guitarra para destros virada ao contrário com suas cordas invertidas . Embora ele tivesse e usasse diversos modelos de guitarra durante sua carreira (incluindo uma Gibson Flying V que ele decorara com motivos psicodélicos), sua guitarra preferida, e que será sempre associada a ele, era a Fender Stratocaster, ou "Strat". Ele comprou sua primeira Strat por volta de 1965, e usou-as quase constantemente durante o resto de sua vida.

Uma característica da Strat que Hendrix utilizou ao máximo foi a alavanca de trêmolo, patenteada pela Fender, que o habilitou a "entortar" notas e acordes inteiros sem que a guitarra saísse da afinação. O braço relativamente estreito da Strat, de fácil ação, foi também perfeito para o estilo envolvente de Hendrix e potencializou enormemente sua grande destreza - como pode ser visto em filmes e fotos, as mãos de Jimi eram tão grandes que lhe permitiam pressionar todas as seis cordas com apenas a parte de cima do seu polegar, e ele podia, pelo que dizem, tocar partes rítmicas e solos simultaneamente.

As Statocasters foram primeiramente popularizadas por Buddy Holly e pela banda britânica The Shadows, mas elas eram quase impossíveis de serem obtidas no Reino Unido até a metade da década de 60, devido às restrições de importação do pós-guerra. O surgimento de Hendrix coincidiu com o fim dessas restrições, e ele, de forma indiscutível, fez mais do que qualquer outro músico para tornar a Stratocaster a guitarra elétrica mais vendida na história. Anteriormente à sua chegada ao Reino Unido, a maioria dos músicos mais conhecidos utilizava guitarras Gibson e Rickenbacker, mas depois de Hendrix, quase todos os principais guitarristas, incluindo Jeff Beck e Eric Clapton, trocaram para as Fender Strats. Hendrix comprou várias Strats durante sua vida; ele deu várias de presente (incluindo uma dada ao guitarrista do ZZ Top Billy Gibbons), mas muitas outras foram roubadas e ele mesmo destruiu diversas delas em seus famosos rituais de queima da guitarra ao final dos shows.

As partes queimadas e quebradas de uma Stratocaster que ele destruiu no Miami Pop Festival em 1968 foram dadas a Frank Zappa, que mais tarde a reconstruiu e tocou com ela extensivamente durante os anos 70 e 80. Depois da morte de Zappa, a guitarra foi posta à venda pelo filho de Zappa, Dweezil. Em maio de 1992, Dweezil colocou a guitarra à leilão nos Estados Unidos, esperando faturar US$ 1 milhão de dólares, mas a venda não foi efetuada. Tentou novamente leiloá-la em Setembro, por 450 mil libras (em torno de 650 mil Euros), mas mais uma vez a venda não foi efetuada. A maior oferta feita por telefone, de 300 mil libras (em torno de 430 mil Euros) foi recusada. A lendária Strat branca de 1968 que Hendrix tocou no Woodstock foi vendida na Casa de Leilões Sotheby de Londres, em 1990, por £ 174 mil (em torno de 250 mil Euros). A guitarra foi re-vendida em 1993 por £ 750 mil.

Hendrix foi também um revolucionário no desenvolvimento da amplificação e dos efeitos com a guitarra moderna. Sua alta energia no palco e volume elevado com o qual tocava requeriam amplificadores robustos e potentes. Durante os primeiros meses de sua turnê inicial ele usou amplificadores Vox e Fender, mas ele rapidamente descobriu que eles não podiam aguentar o rigor de um show do Experience. Felizmente ele descobriu o alcance dos amplificadores de guitarra de alta potência fabricados pelo engenheiro de áudio inglês Jim Marshall e eles se mostraram perfeitos para as necessidades de Jimi. Assim como ocorreu com a Strat, Hendrix foi o principal promotor da popularidade das "Pilhas Marshall" e os amplificadores Marshall foram cruciais na modelagem do seu som pesado e saturado, habilitando-o a controlar o uso criativo de "feedback" (N.T. microfonia) como efeito musical.

Hendrix foi também constante na procura de novos efeitos de guitarra. Ele foi um dos primeiros guitarristas a se lançar além do palco a explorar por completo as totais possibilidades do pedal wah-wah. Ele também teve um associação muito proveitosa com o engenheiro Roger Mayer e fez uso extensivo de muitos dos dispositivos desenvolvidos por ele, incluindo a "Axis Fuzz Unit" , o "Octavia octavia doubler" e o "UniVibe", uma unidade de vibrato desenvolvida para simular eletronicamente os efeitos de modulação dos alto-falantes Leslie. O som de Hendrix era uma mistura única de alto volume e alta força, controle preciso do "feedback" e uma variação de efeitos de guitarra cortantes, especialmente a combinação "UniVibe"-"Octavia", que pode ser escutada na sua totalidade na versão ao vivo de 'Machine Gun' gravada pela 'Band of Gypsys'.

A despeito da sua agitada agenda de turnês e seu perfeccionismo notório, ele era também um produtivo artista que deixou mais de 300 gravações inéditas, além de seus três LPs oficiais e vários compactos. Ele se tornou lendário como um dos grandes músicos do rock da década de 60 que, tal como Janis Joplin, Jim Morrisn e Brian Jones se lançaram para o estrelato, tiveram sucesso por apenas uns poucos anos, e morreram ainda jovens.

Jimi Hendrix foi um símbolo do movimento hippie e nunca esqueceremos a sua música e o seu espirito de trabalhador exigente, porém criativo. Não esqueceremos também que ele foi o melhor guitarrista do mundo.

Herança

Na falta de um testamento, Al Hendrix, pai de Jimi, herdou os direitos e "royalties" das gravações do filho, e confiou-os a um advogado, o qual supostamente enganou Al convencendo-o a vender esses direitos a companhias pertencentes a ele próprio. Al processou-o em 1993 por administrar de forma incompetente esses bens. O processo foi financiado pelo co-fundador da Microsoft, Paul Allen, um fã devoto de Hendrix de longa data. Em uma resolução de 1995, Al Hendrix finalmente recuperou o controle sobre todas as gravações do filho. Diversos álbuns foram então remasterizados a partir das fitas originais e relançados. Al Hendrix morreu em 2002 com 82 anos. O controle dos bens e da companhia Experience Hendrix, que fora montada para administrar o legado de Hendrix, passou então à meia-irmã de Jimi, Janie.

Em 2004, Janie Hendrix foi processada por seu meio-irmão, Leon Hendrix, irmão mais novo de Jimi, o qual foi deixado de fora do testamento de seu pai, em 1997. Ele buscava a restauração de sua parte na herança e a remoção de sua meia-irmã da posição de controle da propriedade de Hendrix.

Jimi hendrix - Hey Joe

    

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2008/7/28

Barão vermelho

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O Barão Vermelho nasceu em 1981, no Rio de Janeiro, a partir da vontade de Roberto Frejat, Guto Goffi, Dé Palmeira e Maurício Barros de tocar rock’n roll em estado puro. Mas só no ano seguinte, os quatro integrantes encontrariam o vocalista Cazuza e gravariam o primeiro LP, "Barão Vermelho", pela Som Livre, fazendo alguns shows apenas no Rio e em São Paulo. Depois do lançamento do disco "2", que inclui a faixa "Pro Dia Nascer Feliz", vem o sucesso nacional em 1984 com "Beth Balanço", da trilha sonora do filme de mesmo nome e presente no terceiro disco do grupo, "Maior Abandonado". Em janeiro de 1985 participam do festival Rock In Rio e em junho é anunciada a saída do vocalista Cazuza, que parte para carreira solo, e a entrada de Fernando Magalhães e Peninha.

Frejat passa a ser vocalista e o Barão Vermelho assina contrato com a Warner.  Em 1988 lançam o sexto álbum “Carnaval”, que tem a faixa “Pense e Dance” incluída na trilha sonora da novela Vale Tudo, de Gilberto Braga.  Sucesso absoluto, o Barão fecha o ano fazendo o show de abertura da turnê de Rod Stewart no Brasil.  Em 1989, com a popularidade em alta, a banda grava seu sétimo disco, “Barão ao Vivo”, na Dama Xoc, em São Paulo.

Em 1990, o Barão Vermelho participa do Hollywood Rock e é considerado o melhor grupo nacional do festival. No mesmo ano, o baixista Dé é substituído por Dadi, ex-integrante dos Novos Baianos e do A Cor do Som. A banda grava o oitavo disco, “Na Calada da Noite”, escolhido em 1991, por unanimidade de público e crítica da revista Bizz, como o melhor Disco do Ano. Todos os integrantes da banda são apontados, em suas respectivas categorias, os melhores de 90, incluindo Peninha, Fernando Magalhães e Dadi. Em julho, o Barão Vermelho recebe o prêmio Sharp de melhor grupo de rock de 1990. O baixista Dadi é substituído por Rodrigo Santos, que está no grupo até hoje.

Com mais de uma década de estrada, o Barão Vermelho é eleito mais uma vez pelo público e crítica como o melhor grupo do Hollywood Rock 92. No mesmo ano, recebeu o segundo Prêmio Sharp, como melhor banda de rock. Lançado em dezembro de 1999, “Balada MTV – Barão Vermelho” é uma retrospectiva eletro-acústica do grupo, com os melhores momentos da carreira, em novos arranjos. Gravado ao vivo, o CD inclui ainda a inédita "Enquanto Ela Não Chegar" e regravações de Raul Seixas, Cazuza e Legião Urbana.

Em 2001, depois de mais uma apresentação surpreendente no Rock in Rio 3 – Por um Mundo Melhor, o Barão Vermelho faz uma pausa para seus integrantes desenvolverem projetos paralelos.  

Em 2004 eles lançaram “Barão Vermelho”, que mostra o puro rock’n roll do início de carreira, com hits como ‘Cuidado’ e ‘A chave da porta da frente’, já estourada nas rádios de todo o Brasil, além de ‘Embriague-se’, ‘Cara a Cara’, “Cigarro aceso no braço” e “Para toda vida”, entre outras.  O CD marca o último trabalho do produtor Tom Capone com a banda.
 
Ao todo são 23 anos de carreira e 15 CDs, que mantém o Barão Vermelho como uma das principais grifes do Rock Brasil. "Declare Guerra", "Por Que A Gente É Assim", "Quem Me Olha Só", "Pense e Dance", "Torre de Babel", “Billy Negão”, “Por você”, "O Poeta Está Vivo", "Supermercados da Vida", "Malandragem Dá um Tempo" e "Puro Êxtase" são alguns dos hits inesquecíveis que agregam diferentes gerações nos shows da banda pelo Brasil.  

Atualmente a formação do Barão Vermelho é composta por Roberto Frejat (guitarra e voz), Fernando Magalhães (guitarra), Rodrigo Santos (baixo), Guto Goffi (bateria) e Peninha (percussão). Nos shows contam com a participação especial de Maurício Barros (teclados).

Em agosto de 2005, o Barão Vermelho subiu ao palco do reformulado Circo Voador para gravar o seu primeiro DVD, dentro do projeto MTV ao Vivo. Joana Mazzucchelli cuidou da direção de imagens, enquanto coube à Ezequiel Neves a direção musical também para o CD.  O DVD reproduz a euforia e o entusiasmo dos fãs em ver o grupo em seu melhor momento de carreira, prestes a completar ¼ de século de estrada. No repertório do CD e DVD estão clássicos do grupo, além da única música inédita, “Nosso Mundo”, composição de Guto Goffi e Maurício Barros.  

O elemento surpresa do Barão MTV ao Vivo fica por conta da dobradinha virtual, entre Cazuza e Frejat – este interpretando pela primeira vez - na canção “Codinome Beija-Flor”, de Cazuza e Ezequiel Neves, escolhida como música de trabalho deste novo CD.
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2008/7/26

Biografia - Guilherme Arantes

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Guilherme Arantes, 32 anos de carreira

O paulistano Guilherme Arantes nasceu em 28/07/1953. Filho do médico formado pela USP, Dr. Gelson Lima Arantes  e Hebe Planet Martuscelli, bibliotecária e professora de línguas, tem duas irmãs: Ana Cristina, professora universitária e Heloísa, formada em medicina.

Falando um pouco de sua vida pessoal, passou por três casamentos. Do relacionamento com a arquiteta paulista Márcia nasceu  Marietta. Do casamento com Luíza, ex-integrante do grupo Gang 90 & Absurdettes, nasceram os filhos Gabriel, Pedro e Tiago. Em 1996 conheceu Claudhia Engelman com quem teve a segunda menina, Paola.

Aos 5 anos Guilherme Arantes já tocava cavaquinho. Foi muito influenciado pelo pai que gostava muito de música, comprava discos e apreciava músicos regionais, como Paulo Vanzolini. Aprendeu piano com 6 anos de idade.  Na adolescência integrou o grupo Os Polissonantes que tinha como baixista o ator Kadu Moliterno. Mas o primeiro trabalho profissional com registro em disco e shows foi o Moto perpétuo - em 1974 um único LP foi lançado pela gravadora Continental, produzido pelo jornalista Moracy do Val (ex-"Última Hora" e que lançou o grupo "Secos & Molhados"). O show de estréia do Moto Perpétuo foi no Teatro 13 de Maio, em São Paulo, no mês de novembro. Depois o grupo foi desfeito já que Guilherme desejava fazer um trabalho mais ligado à música popular. Arantes também trabalhou com a produção de jingles e vinhetas para os estúdios Pauta e Vice-Versa. A arquitetura chegou a empolgar Guilherme Arantes, durante um tempo, mas acabou por abandonar o curso em 1975, trancando matrícula na FAU, de São Paulo, para se dedicar à música.

A carreira solo deu início a partir, então, de 1975, quando apresentou uma fita com suas músicas em várias gravadoras. Em 76, surgiu o convite da Som Livre que se interessou especificamente por Meu Mundo e Nada Mais que tinham lançado na novela "Anjo Mau", como tema do personagem Nice, vivido pela atriz Susana Vieira. Guilherme Arantes passou a ser transformado numa espécie de ídolo nacional pelo rádio e TV, após a gravação de um compacto com a música-tema da novela. A balada estourou nas paradas de sucessos de todo o Brasil e veio o primeiro LP. O jovem cantor e compositor tinha 23 anos mas as músicas do disco tinham sido compostas em sua adolescência. A Cidade e a Neblina, por exemplo, foi composta com 17 anos. Do mesmo disco, estourou no rádio Descer a Serra e Cuide-se Bem (novela "Duas Vidas"). Além da Som Livre passou pelas gravadoras Wea, CBS/Sony, EMI-Odeon e PlayArte. No ano 2000, o músico mudou-se para Camaçari (BA), onde fundou a ONG "Planeta água" e passou a produzir seus próprios discos em seu estúdio. O primeiro foi um disco instrumental " New Classical Piano Solos" - lançado em Nova Iorque e distribuído pela Sony Music.  Em 2003, de volta à Som Livre "Aprendiz" trouxe mais um tema de novela "Casulo" (Agora é Que São Elas). Em agosto de 2007 lançou "Lótus", novo disco produzido em seu estúdio "Coaxo do Sapo", com distribuição da Som Livre.

Entre 1982/83, Guilherme Arantes chegou a bater o recorde em arrecadação de direitos autorais, superando Caetano Veloso, Chico Buarque, Rita Lee e Jorge Benjor. Na lista do ECAD ele comparecia com mais de três músicas em execução - Pedacinhos, Brincar de Viver, Lindo Balão Azul e Labirinto. Desde então Guilherme Arantes vem colecionando sucessos, atravessando altos e baixos, como muitos artistas da MPB - fato comum atualmente no meio musical, constantemente bombardeado por modismos comerciais.

O FIC - "Festival Internacional da Canção" promovido pela Rede Globo em 1970, foi a primeira incursão solo de Guilherme Arantes num festival, quando inscreveu duas músicas - uma delas Purus Paralelo VII, recusadas na fase de pré-seleção. Também fez participações com o grupo Moto Perpétuo no "Festival de Águas Claras".

Em 1979, Guilherme chegou até a semifinal do "Festival 79", promovido pela extinta TV Tupi, com a música Estatísticas, lançada em compacto simples pela Wea. Despontavam também nomes como Alceu Valença, Walter Franco, Belchior, Luis Guedes e Thomas Roth. O vencedor foi Raimundo Fagner com "Quem Me Levará Sou Eu" (Dominguinhos).

No ano de 1980, a Rede Globo criou o "MPB 80" e Guilherme Arantes inscreveu a música Fantoches do LP "Coração Paulista" que chegou até a segunda fase classificatória. O festival foi organizado pelo saudoso Augusto César Vanucci que divulgou o cantor Jessé e os sucessos Rasta Pé, e A Massa, com o baiano Raimundo Sodré. Também promoveu o retorno da cantora Joyce, do Quinteto Violado e de Lecy Brandão. O vencedor foi Oswaldo Montenegro com Agonia.

Em 1981 a expectativa do público não foi correspondida pelo júri de 138 pessoas que deu a vitória a Purpurina, composição do gaúcho Jerônimo Jardim, defendida por Lucinha Lins. Planeta Água de Guilherme Arantes, mesmo classificada em segundo lugar foi o grande sucesso do festival "MPB-Shell-81" e teve grande execução nas rádios de todo o Brasil.

Guilherme Arantes era a grande expectativa da noite no Maracanãzinho. Foi recebido com muitos aplausos e, mesmo antes de cantar, já eram ouvidos os gritos de "já ganhou". O refrão final "terra, planeta água" foi repetido em coro diversas vezes. Até Lucinha Lins reagiu quando foi cotada para melhor intérprete do festival. E quando foi defender a música Purpurina, durante 15 minutos foi fortemente vaiada pelas quase 30 mil pessoas presentes que atiravam uma chuva de bugigangas, bolinhas de papel e falavam palavrões quando anunciaram o resultado. Fizeram Lucinha ser obrigada a se esconder atrás do microfone e, posteriormente a se afastar da música por um certo tempo. Ao mesmo tempo em que não aceitando a classificação, o público e a maioria dos concorrentes gritavam "é campeão". A terceira colocação ficou com Mordomia, defendida por Almir Guineto e o Grupo Exporta Samba.

Lucinha Lins - ''Hoje é fácil lembrar o episódio Purpurina, mas, naquele momento, eu não tinha a menor consciência do que estava acontecendo. Não sentia nada, fiquei completamente anestesiada. Foi uma catarse, as pessoas enlouqueceram. No dia seguinte, eu tinha manchas pelo corpo todo porque o público me atirava aqueles abanadores e, no final das contas, parecia que eu tinha sido desenhada com caneta azul. Quando vejo esse teipe é constrangedor, minha cara aparece toda retorcida'', lembra Lucinha, que, mais tarde, ouviu de Augusto César Vanucci, produtor do festival, que nem os jurados acreditavam na vitória de Purpurina, o que gerou duas recontagens de votos. ''Tenho paixão por aquela música, mas admito que foi uma zebra. Sei que o problema não era comigo. Nunca duvidei do meu talento.''

Guilherme Arantes manteve uma conduta irrepreensível no que diz respeito à aceitação do resultado oficial, quando recebeu o prêmio das mãos de Zé Ramalho. Um comportamento que, a julgar por uma de suas composições, "Aprendendo a Jogar", faz parte de sua filosofia de vida: "nem sempre ganhando, nem sempre perdendo, mas aprendendo a jogar".

Paralelamente, Guilherme tinha outra música no festival MPB-Shell 81, Perdidos Na Selva, com o Grupo Gang 90 & Absurdettes, cuja autoria foi creditada apenas ao jornalista e crítico musical Júlio Barroso, por causa do regulamento que não permitia duas músicas inscritas. O grupo chegou até a quarta eliminatória, mostrando um rock de tradição Jovem Guarda e estrutura narrativa. Guilherme fez o arranjo, o refrão e a participação vocal num compacto lançado pela Wea.

Em 1982, Guilherme Arantes chega a final de mais um festival, o "MPB-Shell 82", trazendo uma canção romântica bem no estilo do intérprete que a defendeu, Cauby Peixoto. Ria de Mim ganhou o prêmio de melhor arranjo da noite e Cauby o de melhor intérprete do festival. A grande vencedora foi Pelo Amor de Deus com Emílio Santiago.

Já foram 24 músicas de Guilherme Arantes inseridas em telenovelas da Rede Globo: Amanhã ("Dancing' Days"), Deixa Chover ("Baila Comigo"), Um Dia Um Adeus ("Mandala"), Ouro ("Sassaricando"), entre outras. Algumas compostas ou adaptadas especialmente para a trama da novela, como Raça de Heróis ("Que Rei Sou Eu?"), Fio da Navalha ("Partido Alto") e Sob o Efeito de Um Olhar ("Vamp").

Arantes também fez músicas para especiais infantís. O grande destaque foi com Lindo Balão Azul ("Pirlimpimpim") na voz dos intérpretes do especial que a Rede Globo apresentou em 1982, marcando os 100 anos da obra de Monteiro Lobato ("Sítio do Pica-Pau Amarelo"). A música se destacou na trilha sonora do especial e se tornou um grande hit, obtendo execução maciça no Brasil e vários países, conquistando um disco de platina para a gravadora  Som Livre.

Outros especiais infantís aconteceram na Globo e Guilherme Arantes ainda compôs Acorda Saci ("A Turma do Pererê", do Ziraldo), cantada por Vandérlea, Brincar de Viver ("Plunct, Plact, Zum!") - grande sucesso de execução na voz de Maria Bethânia, e ainda compôs todas as músicas do "Pirlimpimpim 2", em parceria com o poeta paranaense Paulo Leminsky. Desse encontro nasceu Xixi nas Estrelas gravada por Guilherme Arantes, que também atuou no especial infantil da TV, vivendo o cavaleiro São Jorge. No cinema, Guilherme compôs músicas para os filmes "Menino do Rio" e "Garota Dourada", com músicas inéditas lançadas em disco pela gravadora CBS/Sony. 

Guilherme Arantes faz uma música contemporânea que desconhece limitações. Tem uma visão bastante ampla dos horizontes da música pop. As influências são diversas. Vão do som dos Beatles, Rolling Stones, ao rock progressivo de grupos que fizeram ótimos trabalhos como Yes e Emerson, Lake and Palmer. No Brasil, influências do tropicalismo, Chico Buarque, a bossa-nova de Tom Jobim ao som dos grandes músicos mineiros: Milton Nascimento, Lô Borges,  Beto Guedes e Flávio Venturini.

As músicas de Guilherme Arantes são consagradas não apenas em sua voz mas também nas de outros intérpretes da MPB. Em 1973, aconteceu o primeiro contato. A manequim e atriz Bíbi Vogel, se lançava como cantora e letrista. Negociou com a Som Livre a gravação de um compacto duplo com Amor de Hora Marcada, Mofo, Anúncia Classificada e Daniel. As três primeiras com letra dela e musicadas por Guilherme Arantes, que tinha 19 anos, na época. O compacto saiu com duas músicas e se tornou grande raridade entre colecionadores. Bíbi Vogel mudou-se para Buenos Aires, Argentina, dando continuidade à carreira artística. No Brasil criou a ONG Amigas do Peito. Faleceu no dia 03/4/2004.

Em 81, Elis Regina estava de volta às paradas com Aprendendo a Jogar, música que Guilherme fez pensando na voz dela, nos recursos vocais que Elis possuía. Ela também gravou Só Deus é Quem Sabe. O Rei Roberto Carlos já tinha recebido várias composições de Guilherme, feitas especialmente pra ele e gravou Toda Vã Filosofia, no disco de 88. Caetano Veloso também foi um ponto alto na carreira de Guilherme quando regravou Amanhã, com voz e violão acústico, no disco "Totalmente Demais", em 1990. 

Outros nomes e grupos importantes que gravaram músicas do Guilherme foram: Claudia Telles, Gang 90, Biafra, Ana Belém (Espanha), Hugh Masekela (trompetista sul-africano), Quarteto em Cy, Jessé, Cauby Peixoto, Belchior, Ney Matogrosso, Luiz Ayrão, Sandra Sá, MPB-4, Fafá de Belém, A Cor do Som, Vanusa, Maria Bhetânia, Zizi Possi, Joanna, Leila Pinheiro, Eliete Negreiros, Emilio Santiago, Barão Vermelho, Os Cariocas, 14 Bis, Flávio Venturini, Verônica Sabino, Ná Ozetti, Pena Branca & Xavantinho, Nenhum de Nós, Klébi, Sandy & Jr, Chitãozinho & Xororó, Trovadores Urbanos, Claudinho e Buchecha, Banda Eva, Paulo Ricardo, Blitz, Martn'ália, Isabella Taviani, Carla Visi, Zezé Di Camargo & Luciano, Fat Family, Zé Ramalho, Max Viana e o grupo Cidade Negra.

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2008/3/21

Clodoaldo Silva

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Clodoaldo Silva tem 27 anos e conheceu a natação como processo de reabilitação no ano de 1996, em Natal. Em 98, ele participou de seu primeiro campeonato brasileiro, onde conquistou nada menos do que três medalhas de ouro. Um ano depois, ele iniciou sua coleção de títulos internacionais para o País. Em 2000, quando disputou sua primeira Paraolimpíada, o nadador abocanhou quatro medalhas, sendo três de prata e uma de bronze.

Antes mesmo de competir nos Jogos de Atenas, o “Tubarão Paraolímpico” surpreendia com sua alta performance. Somente em um Mundial, que ocorreu em 2002, na Argentina, Clodoaldo bateu três recordes: nos 50m, 100m e 200m livre. Depois disso, ele não se cansou de ganhar medalhas e bater seus próprios recordes em todas as vezes que entrou nas piscinas para competir.

Na Paraolimpíada de Atenas, em 2004, o atleta conquistou seis medalhas de ouro e uma de prata nas oito provas em que disputou. Com isso, Clodoaldo Silva entrou para a história da natação paraolímpica brasileira como o maior medalhista da modalidade. Também entrou para a história do esporte paraolímpico nacional por conquistar, em uma única edição paraolímpica, seis medalhas de ouro, uma medalha de prata, quatro recordes mundiais, cinco paraolímpicos e 11 parapan-americanos.

Na história do esporte paraolímpico mundial, seu nome foi escrito com a terceira colocação em qualidade de medalhas ganhas, entre os cerca de 4000 atletas que competiram na Grécia. Se o brasileiro fosse um país, ele ficaria na 24ª posição no quadro geral de medalhas e a frente de potências como Holanda e Itália.

Em 2005 ele continuou brilhando. Das competições que participou no ano o atleta conquistou nada menos do que 47 medalhas de oito competições nacionais e três internacionais. Destas, 40 de ouro, 5 de prata e 2 de bronze. Clodoaldo também bateu o seu próprio recorde mundial nos 50m livre na Inglaterra, quando nadou na I Copa do Mundo Paraolímpica.

Somente no primeiro semestre de 2006, Clodoaldo abocanhou 25 medalhas em três competições internacionais e uma nacional, sendo 22 de ouro e três de prata. Ele bateu o seu próprio recorde mundial nos 100m livre duas vezes e também nos 50m borboleta.

Hoje, Clodoaldo é reconhecido como ídolo no Brasil e no mundo. Prova disso foi a indicação para o Oscar Mundial do Esporte, em 2005, no entanto, o principal título de sua carreira não veio dessa cerimônia, mas do evento do Comitê Paraolímpico Internacional, que honrou o atleta com o troféu de melhor paraolímpico do mundo.

No final deste mesmo ano, o Comitê Olímpico Brasileiro concedeu a Clodoaldo o Troféu Hors Concours, que é a maior honraria do Prêmio Brasil Olímpico. Somente o paraolímpico e mais dois jogadores de futebol o Ronaldo, fenômeno, e Ronaldinho Gaúcho, são os únicos a serem premiados com o título.

Entre as últimas homenagens concedidas a Clodoaldo estão o título para exercer o papel de embaixador do Pan e Parapan-americano 2007 pelo Sistema da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (FIRJAN) e escolha pela Soberana Ordem do Mérito do Empreendedor Juscelino Kubitschek como personalidade esportiva de 2006.

Além de ser um devorador de títulos, o nadador é um exemplo de vida. O atleta teve paralisia cerebral por falta de oxigênio durante o parto, o que afetou os movimentos das pernas e lhe trouxe uma pequena falta de coordenação motora. Para o futuro, ele sonha em estudar psicologia e se especializar em psicologia do esporte. Além de atender muitas crianças e adolescentes no Instituto Clodoaldo Silva.

Encontra mais detalhes no site: http://www.clodoaldosilva.com.br/

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2008/2/9

Beto carrero

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Beto Carrero, nome artístico de João Batista Sérgio Murad, (São José do Rio Preto, 9 de setembro de 1937São Paulo, 1 de fevereiro de 2008) foi um empresário brasileiro, idealizador do parque que leva seu nome, Beto Carrero World, no município de Penha, no litoral norte do estado de Santa Catarina.

 
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img201/5711/fotobetozk4.jpg     Beto Carrero, nasce um herói
Não existe no Brasil um exemplo melhor para ilustrar a máxima “Não sabendo que era impossível, ele foi lá e fez” do que a história de João Batista Sérgio Murad, o nosso Beto Carrero.

Menino pobre, nascido no interior do estado de São Paulo, o menino João Batista sonhava em ser o Zorro brasileiro e trabalhar em um parque de diversões. Mal sabia ele que seus humildes sonhos se transformariam com os anos, e que ele construiria o maior parque multi-temático do mundo!
 

Foi músico sertanejo, apresentador em shows de rádio, vendedor de anúncios. Construiu com seu empreendedorismo e incansável força de vontade uma agência de propaganda que chegou a ser uma das 20 maiores do Brasil.

Foi nessa aventura pelo mercado publicitário e editorial que nasceu o personagem Beto Carrero, uma homenagem ao pai conhecido como Alexandre Carrero, dono de um carro de boi na sua cidade natal.

E é com essa alma de sonhador que Beto Carrero se transformou no herói que milhares de crianças querem ser.

Beto Carrero World, um sonho que não pára de crescer
Após uma visita ao parque da Disney nos Estados Unidos, o sonhador Beto Carrero resolveu colocar as mãos às obras e construir com seus próprios recursos o maior, mais incrível parque multi-temático do mundo. Vendeu tudo que tinha e adquiriu uma área no município de Penha, situado num belo trecho do litoral catarinense. Hoje, chamar de parque de diversões o Beto Carrero World é limitar a grandiosidade do empreendimento. E para conferir de perto toda essa bela história de lutas e conquistas, nada melhor que um passeio. Então, venha. Estamos esperando por você.

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Beto Carrero World é um parque multi-temático localizado no município de Penha, no estado de Santa Catarina, no Brasil. O parque é um empreendimento do já falecido Beto Carrero. A inauguração foi feita no ano de 1991, mas as principais obras duraram até 1997, quando foi concluído o castelo que é a porta de entrada do parque, e suas principais funções.

O parque possui uma área total de 14.000.000m², o que o coloca como maior parque de diversões do Brasil, muito a frente de outros parques famosos como Playcenter (85.000 m²) e Hopi Hari (760.000m²), ambos no Estado de São Paulo. Dividido em três grandes segmentos de mercado:

  • Zôo: com suas centenas de animais, um dos maiores zoológicos do país. Abrigando até mesmo centros de estudo, em relação à algumas espécies.
  • Parque: cujas atrações estão divididas em faixa etária e grau de adrenalina.
  • Shows: além do já apresentado, ainda conta com sete opções do shows, alguns já inclusos no ingresso do parque e outros pagos separadamente.

O parque esta dividido em sete áreas distintas, com suas particularidades, que vão desde os brinquedos, shows e até mesmo, a tematização completa da "região". Seguem elas: 

Áreas Temáticas

Avenida das Nações

Considerada pela própria administração do parque como sua primeira área temática, e a porta de entrada do parque, possui diversas atrações importantes além de áreas de serviços e alimentação. Digamos que nesta "cidade" a primeira área é o "centro". Tendo diversas atrações, cujas mais importantes são:

  • Castelo das Nações: com seus 10.000m² de área é o maior prédio de todo o parque, e nele estão as bilheterias, a nova ferrovia para o "Aventura Selvagem", várias lojas e cafés, e também sanitários e guarda-volumes.
  • Acqua: Novo espetáculo de BCW, que simula um naufrágio, acontece no novo prédio do parque, um imenso "galpão" azul.
  • Carrossel: clássico brinquedo dos parque de diversão, também presente neste.
  • Cine Mademotion Marisol: Um cinema com simulador de movimentos, com tecnologia 3D.
  • Baby Elefante: brinquedo bastante infantil, para as crianças bem pequenas.
  • Palácio dos Sorvetes: como o próprio nome já diz, é uma casa de sorvetes, toda tematizada com figuras que lembram estes.
  • Praça de Alimentação: uma das maiores estruturas do parque, cujo centro está um dos mais belos brinquedos do empreendimento, o Carrossel Veneziano, iluminado com 1.800 lâmpadas e com dois pisos, é uma atração durante a alimentação.
  • Praça de Eventos: local central do parque, onde durante a alta temporada, acontece o "Desfile Geral", um dos grandes acontecimentos do parque.
  • Roda-gigante: outro brinquedo indispensável em qualquer parque, seus carrinhos giram e possuem formato de chapéu de cowboy.
  • Teleférico: gôndolas a 30 metros de altura, de onde se tem uma bela visão de todo o parque, com seus brinquedos, praças e jardins.

 Aventura Radical

Como o nome já intitula, é a parte do empreendimento responsável pela adrenalina, onde estão os brinquedos mais radicais. Setôr este que dá grande prestígio ao parque. Suas principais obras são:

  • Big Tower: atração mais alta do parque, com 100 metros, sendo quase este tamanho em queda livre, onde os usuários despencam a uma velocidade de até 120km/h.
  • Castelo do Terror: atração paga separadamente, cuja fama também é bastante grande, a notar por suas constantes filas. Trata-se de um "teatro" onde são existem sete cenários de filmes de terror famosos, como "O Exorcista".
  • Free Fall: conhecido como "elevador", foi a primeira torre de queda livre do parque, com quase 60 metros de altura, e até hoje é um dos principais brinquedos.
  • Império das Aguas: Um rio artificial com cachoeiras, túnel, corredeiras e belos cenários. Um dos maiores brinquedos em parques, de todo o mundo, com quase um quilômetro de extensão, e cerca de 16 milhões de litros d'água por hora.
  • Star World Mountain: a maior montanha-russa do parque, e sua primeira, tem até hoje o possível título de brinquedo mais popular, apenas disputado com o Império das Águas e a Big Tower. Tem duas inversões e chega perto dos 100km/h.
  • Tchibum: espécie de montanha russa na água, chega a quase 15 metros de altura.
  • Trem fantasma: com três andares e 400 metros de extensão, é possívelmente, o maior deste tipo de brinquedo no país.

 Ilha dos Piratas

Uma ilha ligada ao centro do parque por uma ponte pênsil, sendo absolutamente toda tematizada, ao seu lado funcionam os pedalinhos, em um pequeno lago que a separa do restante do complexo. Suas atrações são:

  • Bar Pirata: um restaurante tematizado.
  • Barco Pirata: o famoso "barco viking" dos parques, mas que em BCW ganhou outra tematização.
  • Casa dos Espelhos: local com diversos espelhos, já bastante desgastado pelo tempo.
  • Caverna dos Piratas: ocupa a maior parte da ilha, com uma tematização bastante complexa e interessante a respeito destes piratas.
  • Galeão Pirata: um dos mais belos cenários temáticos do parque, com uma cachoeira de desemboca no lago a sua frente, local predileto de visitantes da ilha para documentar por meio de fotos e vídeos, a visita ao parque.
  • Farol: embora inútil como brinquedo, é provavelmente a maior obra da ilha, pois se ergue muito a cima de todas as demais construções, possívelmente venha a ser um observatório do restante do parque.

 Mundo Animal

Área do parque onde ficam concentradas suas atividades como Zoológico, com centenas de animai, distribuídos em várias espécies. Neste setôr estão as seguintes atrações:

  • África Misteriosa: show incluso no ingresso, com duração de 45 minutos.
  • Animal Actors: show incluso no ingresso, com duração de 45 minutos, realizado no enorme teatro Maurício Sirotsky Sobrinho, com animais fazendo acrobacias.
  • Centro de Primatologia: inaugurado em 2007, trata-se de um centro de estudos sobre primatas, em pleno parque de diversões, sendo este um dos maiores destaques dentro do parque cujo zoológico já possui mais de 2.000 animais.
  • Ilha dos Babuínos: um pequeno arquipélago, dentro de um dos lagos do parque, onde se pode observar os animais de forma livre, sem grades.
  • Mamães e Filhotes: um local onde se pode observar os filhotes de diversas espécies de animais que habitam o parque, tem inclusive horário das "mamadeiras".
  • Monga: show incluso no ingresso, com ilusionismo, que dura cerca de dez minutos, acontece em um prédio bem interessante cuja fachada tem o formato de um macaco com sete metros de altura.
  • Passarela dos Tigres: uma série de jaulas, com uma passarela elevada entre estas, que se pode observar tigres, leões, e pumas.
  • Piráguas: brinquedo para crianças, funcionando com um tipo de carrossel na água.
  • Serpentário: edificio no meio do parque, com aparência oriental, onde estão 14 tipos de cobras e serpentes do Brasil.
  • Montanha-Russa Dum Dum: uma das mais novas atrações do BCW, foi inspirada do balofo jacaré Dum Dum. Atração na dose certa para pais e filhos.

 Terra da Fantasia

Trata-se de uma área distinta do parque, onde todas as atrações são vistas por um passeio de trem, na ferrovia DinoMagic, cujo passeio parte da estação Júlio de Queiroz, um dos mais belos prédios do parque, circundando vários trechos que apresentam as seguintes atrações:

  • Casa do Beto Carrero: cenário onde é feito o "assalto" ao trem, que é salvo pelo Beto Carrero.
  • Caverna dos Dinossauros: local onde o trem pára, e é feita uma encenação cinematográfica com animas e sons controlados por computador.
  • Horta Modelo: um dos locais que a ferrovia passa. Com tematização de frutas e legumes, onde se apresentam vegetais cultivados sem agrotóxicos.
  • Terra dos Gigantes: cenários que imitam animais enormes, onde só se pode ir com o passeio de trem.
  • Vale Encantado: assim como a terra dos gigantes, trata-se de um cenário da ferrovia.
  • Vila Esperança: último cenário deste passeio ferroviário, que dura aproximadamente 25 minutos.

 Velho Oeste

Uma pequena vila, com construções típicas do velho oeste, tão famoso no cinema, como igrejinha e seuss saloons. Com as seguintes atrações:

  • Aldeia Indígena: reprodução de uma aldeia, como o nome ja intitula.
  • Beto Carrero Country Show: maior e mais famoso show do parque, é seu encerramento. Acontece as 18:15 e reúne todas as pessoas que ainda estiverem no empreedimento, já que é a última atração a fechar as portas. Ocorre no circo bem no centro do parque. Sendo também um espetáculo itinerante, que vai aos diversos cantos do país divulgar o parque e seus atrativos.
  • Cavalaria: local onde são cuidados os animais mais utilizados nos maiores shows do parque.
  • Fort Álamo: uma das cenografias do parque, que abriga lojas e locais para alimentação.
  • Segura Peão!: brinquedo para crianças, como um touro mecânico seria para adultos.
  • West Selvagem: Sendo a atração mais cara do parque, é pago separadamente e tem duração de aproximadamente 45 minutos.

 Vila Germânica

Por fim, área temática em homenagem aos imigrantes tão numerosos no estado de Santa Catarina, que abriga o parque. São diversas atrações. A citar:

  • Bier Haus: restaurante totalmente tematizado com a arquitetura alemã, e que serve pratos típicos daquele país.
  • Auto Pista: brinquedo clássico dos parques, conhecido como "carrinho de choque". Atração bastante procurada pelas crianças, assim como a roda gigante, que fica bem próxima, embora pertencente a outra área temática.
  • Cine Renato Aragão: homenagem a um dos grandes artistas do humor nacional.
  • Excalibur: show pago separadamente; Tem duração de 45 minutos, em cenário próprio, contando com grande prestígio e popularidade entre os visitantes.
  • Mundo dos Cavalos: outro espaço dedicado à estes animais tão utilizados neste local.
  • Trenzinho: atração para crianças, que faz uma volta em algumas regiões do parque.
  • Xícaras Malucas: brinquedo também voltado para as crianças menores, embora todos possa ir.
  • Tigor Mountain: nova atração desta região, trata-se da segunda maior montanha russa do parque, com 15 metros de altura, e que passa dos 80km/h.

 Aventura Selvagem

Novo projeto do parque, com uma área total de 4.500.000m² (segundo maior parque do país), está em fase de construção, porém a direção do empreendimento não divulgou ainda se é uma nova área do próprio parque já existente ou um novo parque, formando um complexo. Boatos acerca do que haverá nesse novo parque (ou área temática) não faltam, porém o mais acertado é que haverá um safari com diversos animais, novas montanhas-russas e uma ferrovia.

Ligações externas:

 Video:

  

um pequeno video de meu amigos CAS, outros videos dele é so clicar aqui!

ou aqui:

http://br.youtube.com/results?search_query=beto+carrero&search_type=

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2007/11/13

Patch Adams

Patch Adams
 
 
Hunter "Patch" Adams é um médico norte-americano famoso por sua metodologia inusitada no tratamento a enfermos. Patch Adams é formado pela Virginia Medical University. Em um programa de entrevistas na televisão brasileira (Roda Viva), em 2007, Pach Adams afirmou que nunca disse que "rir é o melhor remédio", e sim que o riso "faz parte de um contexto". Renegou o filme "Pach Adams" de Tom Shadyac dizendo que ele não condiz com a verdade, criticou o Governo Americano, a quem chamou de "Terrorista", assim como as industrias de medicamentos, que só visam os lucros bilionários. Sua filosofia de vida é o amor, não apenas no âmbito hospitalar, mas em nossas relações sociais como um todo, independente de lugar. Tem por opinião que o objetivo do médico não é curar e sim cuidar.

Aos 16 anos de idade, após perder um tio e ter sido deixado pela namorada, vivenciou uma grave crise depressiva e foi internado numa clínica psiquiátrica. Lá chega à conclusão que cuidar do próximo é a melhor forma de esquecer os próprios problemas e, melhor ainda, se isto for feito com muito bom humor e principalmente amor. Dois anos depois, ingressa na faculdade de medicina da Virginia, onde torna-se conhecido pela sua conduta excessivamente feliz e apaixonada pelos pacientes. Ao término da faculdade , em 1972, funda o Instituto Gesundheit. Em 1980 adquire 317 acres de terra montanhosa em West Virgínia para a implementação física do instituto, o qual presta assistência sem nenhum tipo de cobrança financeira.

Atualmente Patch e sua trupe de palhaços viajam pelo mundo para áreas críticas em situação de guerra, pobreza e epidemia, espalhando alegria, o que é uma excelente forma de prevenir e tratar muitas doenças. Além de médico, humorista, humanista e intelectual, Patch é também um ativista em busca da paz mundial. Segundo ele, seu intuito não é apenas mudar, através do humor, a forma como a medicina é praticada hoje. Patch traz uma mensagem de amor ao próximo que, se praticada por todos nós, certamente irá mudar o mundo para melhor. O filme mostra os conflitos que a medicina apresentava na época e continua ainda nos dias de hoje, apesar da sementa implantda.

Patch Adams também é autor de dois livros: “House Calls: how we can heal the world a visit at time” e “Gesundheit!: Good Health is a Laughter Matter ”. Este último inspirou o filme “Patch Adams - O Amor é contagioso”(1998), baseado na história de Patch e tendo Robin Williams como seu intérprete.
 
Patch Adams (filme)
  

Patch Adams (br: Patch Adams - O amor é contagioso — pt: Patch Adams) é um filme estadunidense de 1998, do gênero comédia dramática, dirigido por Tom Shadyac e baseado em livros de Patch Adams e Maureen Mylander.
 
Sinopse
 
Após uma tentativa de suicídio e voluntariamente se internar em um sanatório, Patch Adams descobre que deseja ser médico, para poder ajudar as pessoas. Após se formar, seus métodos poucos convencionais, de usar amor e carinho como armas para ajudar as pessoas hospitalizadas, causam inicialmente espanto, desconfiança e ciúme dentro da própria classe médica, mas aos poucos ele vai conquistando a todos.
 
 Elenco
 
 
Robin Williams, que interpreta o personagem título.
  • Robin Williams .... Hunter 'Patch' Adams
  • Daniel London .... Truman Schiff
  • Monica Potter .... Corinne Fisher
  • Philip Seymour Hoffman .... Mitch Roman
  • Bob Gunton .... Dean Walcott
  • Josef Sommer .... Dr. Eaton
  • Irma P. Hall .... Joletta
  • Frances Lee McCain .... Judy
  • Harve Presnell .... Dean J.P. Anderson
  • Daniella Kuhn .... Adelane
  • Peter Coyote .... Bill Davis
  • James Greene .... Bile
  • Michael Jeter .... Rudy
  • Harold Gould .... Arthur Mendelson
  • Bruce Bohne .... Trevor Beene
 
Principais prêmios e indicações
 
Oscar 1999 (EUA)
  • Recebeu uma indicação na categoria de Melhor Trilha Sonora.
Globo de Ouro 1999 (EUA)
  • Recebeu duas indicações nas categorias de Melhor Filme em Comédia / Musical e Melhor Ator em Comédia / Musical (Robin Williams).
American Comedy Awards 1999 (EUA)
  • Robbinn Williams foi indicado na categoria de Ator Mais Engraçado em Cinema.
Curiosidades
 
  • Durante as filmagens, Robin Williams e todo o elenco buscaram ajudar na medida do possível as crianças da Make a Wish Foundation (Fundação Faça um Pedido), que trata de crianças que estão sob tratamento contra câncer, sendo que elas inclusive aparecem no filme, na cena em que o personagem de Williams visita as crianças no setor pediátrico.
  • Em um programa de entrevistas na televisão brasileira (Roda Viva), em 2007, Pach Adams afirmou que nunca disse que "rir é o melhor remédio", e sim que o riso "faz parte de um contexto". Renegou o filme "Pach Adams" de Tom Shadyac dizendo que ele não condiz com a verdade, criticou o Governo Americano, a quem chamou de "Terrorista", assim como as industrias de medicamentos, que só visam os lucros bilionários. Sua filosofia de vida é o amor, não apenas no âmbito hospitalar, mas em nossas relações sociais como um todo, independente de lugar. Tem por opinião que o objetivo do médico não é curar e sim cuidar.
  • No filme ele inicia a faculdade de Medicina com 40 anos em 1969 sendo que na verdade ele tinha 24 anos neste ano.
  • Nos anos 60, foi um de seus melhores amigo e não sua namorada como visto no filme, que foi assassinado.
2007/10/29

Camilo Mejía

Recuperando Minha Humanidade

Camilo Mejía

Tradução: Roberto Della Santa Barros

 

“As pessoas me perguntavam sobre minhas experiências da guerra e respondê-las me trouxe de volta todos os horrores: os tiroteios, as emboscadas, a vez que vi como arrastavam pelos ombros um jovem iraquiano sobre um poço de seu próprio sangue ou quando nossas metralhadoras decapitaram um inocente. A vez que presenciei o colapso emocional de um soldado porque havia matado uma criança, ou quando vi um velho ajoelhado, chorando e com os braços erguidos aos céus, talvez perguntando a Deus porque havíamos levado o corpo sem vida de seu  filho.”

 

“Este texto é uma compilação de testemunhos que escrevi na prisão e de meu requerimento de Objeção de Consciência” – Camilo Mejía

041aguia

“Fui enviado ao Iraque em abril de 2003 e voltei para casa em outubro. Voltar para casa me deu a oportunidade de pôr meus pensamentos em ordem e escutar o que minha consciência tinha a dizer. As pessoas me perguntavam sobre minhas experiências da guerra e respondê-las me trouxe de volta todos os horrores: os tiroteios, as emboscadas, a vez que vi como arrastavam pelos ombros um jovem iraquiano sobre um poço de seu próprio sangue ou quando nossas metralhadoras decapitaram um inocente. A vez que presenciei o colapso emocional de um soldado porque havia matado uma criança, ou quando vi um velho ajoelhado, chorando e com os braços erguidos aos céus, talvez perguntando a Deus porque havíamos levado o corpo sem vida de seu filho.

Pensei no sofrimento de um povo cujo país estava em ruínas e, ainda por cima, era submetido a novas humilhações pelos ataques, patrulhas e toques de recolher de um exército de ocupação.

E me dei conta de que nenhuma das razões que nos deram para estar no Iraque demonstrou-se verdadeira. Não havia armas de destruição massiva. Não havia vínculo entre Saddam Hussein e Al Qaeda. Não estávamos ajudando o povo iraquiano, e este povo não nos queria lá. Não estávamos prevenindo o terrorismo nem tornando mais segura a vida dos estadunidenses. Não pude encontrar uma só razão para termos estado lá, atirando contra pessoas e sendo alvo de tiros.

Voltar para casa me deu a clareza necessária para enxergar o limiar entre o dever militar e a obrigação moral. Me dei conta de que formava parte de uma guerra que considerava imoral e criminosa, uma guerra de agressão, uma guerra de dominação imperial. Me dei conta de que agir de acordo com meus princípios tornou-se incompatível com meu papel no exército, e concluí que não podia voltar ao Iraque.

Ao depor minhas armas, escolhi reafirmar-me como ser humano. Não desertei o exército nem fui desleal aos homens e mulheres do exército. Não fui desleal a um país. Eu apenas fui leal a meus princípios.

Quando me entreguei, com todos meus medos e dúvidas, não o fiz apenas por mim. O fiz pelo povo do Iraque, inclusive por aqueles que atiraram em mim: eles só estavam do outro lado de um campo de batalha onde a guerra mesma era o único inimigo. O fiz pelas crianças do Iraque, que são vítimas das minas terrestres e do urânio empobrecido. O fiz pelos milhares de civis desconhecidos que foram mortos na guerra. Meu tempo na prisão é um preço pequeno comparado com o que iraquianos e estadunidenses pagaram com suas vidas. Meu preço é pequeno comparado com o que a humanidade pagou pela guerra.

Muitos me chamaram de covarde, outros me chamaram de herói. Acredito que me encontro em algum ponto intermediário. Àqueles que me chamaram de herói, digo-lhes que não acredito em heróis, mas acredito que pessoas comuns podem fazer coisas extraordinárias.

Àqueles que me chamaram de covarde os digo que estão enganados, e que, sem sabê-lo, também têm razão. Enganam-se quando pensam que deixei a guerra por medo de ser morto. Admito que havia medo, mas também existia o medo de matar inocentes, de me colocar na posição de ter que matar para sobreviver, de perder minha alma no processo de salvar meu corpo, de me perder para minha filha, para aqueles que me amam, para o homem que já fui, o homem que queria ser. Tinha medo de acordar uma manhã e me dar conta de que minha humanidade havia me abandonado.

‘Fui covarde por formar parte desta guerra’

Digo sem nenhum orgulho que fiz meu trabalho como soldado. Comandei um batalhão de infantaria em combate e nunca falhamos em cumprir nossa missão. Mas aqueles que me chamaram de covarde, sem sabê-lo, também têm razão. Fui um covarde não por deixar a guerra, mas por ter formado parte dela, em primeiro lugar. Recusar e resistir a esta guerra era meu dever moral, um dever que me chamava a realizar uma ação de princípios. Eu falhei em cumprir meu dever moral como ser humano e ao invés disso escolhi cumprir meu dever como soldado. Tudo isso porque eu estava com medo. Estava aterrorizado, não queria levantar-me contra o governo e o exército, tinha medo do castigo e da humilhação. Fui à guerra porque no momento fui um covarde, e por isso peço perdão a meus soldados, por não ser o tipo de líder que deveria ter sido.

Também peço perdão ao povo iraquiano. A ele digo que lamento os toques de recolher, os ataques, as matanças. Que encontrem em seus corações a razão para me perdoar.

Uma das razões pelas quais não me opus à guerra, em primeiro lugar, foi porque tinha medo de perder minha liberdade. Hoje, sentado detrás das barras, me dou conta de que existem muitos tipos de liberdade, e que a despeito do meu confinamento eu permaneço livre, de muitas e importantes maneiras. De que serve a liberdade se temos medo de seguir nossa consciência? De que serve a liberdade se não somos capazes de conviver com nossas ações? Estou confinado a uma prisão, mas me sinto – mais do que nunca – conectado com toda a humanidade. Detrás das barras sou um homem livre, porque escutei um poder superior, a voz de minha consciência.

Enquanto estava confinado à prisão solitária, encontrei um poema de um homem que se opôs e resistiu ao governo da Alemanha nazista. Por fazê-lo, foi executado. Seu nome era Alfred Hanshofer, e escreveu este poema enquanto aguardava sua execução.

Culpa

O fardo da minha culpa perante a lei
pesa ligeiro sobre meus ombros
; conjurar e
conspirar é meu dever para com o povo
;

Teria sido um criminoso, caso assim não o fizesse
.

Sou culpado, ainda que não da forma como pensas,
deveria ter cumprido mais cedo com meu dever
,
estava eu enganado,
deveria ter chamado mais claramente o mal pelo seu verdadeiro nome
,

titubeei em condená-lo já por muito tempo
.

Agora acuso a mim mesmo com meu coração:
traí minha consciência já por muito tempo
desiludi a mim mesmo e à humanidade
.

Soube a trilha que seguiria o mal já desde o início
mas minha advertência não foi o suficiente alta nem clara
!
Hoje, eu sei do que fui culpado
...

Àqueles que ainda estão em silêncio, àqueles que continuam a trair suas consciências, àqueles que não estão mais chamando com clareza o mal por seu verdadeiro nome, àqueles de nós que ainda não estão fazendo o suficiente para se opor e resistir, digo-lhes: ‘dêem um passo à frente’; digo-lhes: ‘libertem suas mentes’. Libertemos coletivamente nossas mentes, enterneçamos nossos corações, confortemos os feridos, deponhamos as armas, e reafirmemo-nos como seres humanos, pondo um fim à guerra.”

Mais infomações em:

FreeCamilo.org: < http://www.freecamilo.org >

TruthOut.org: < http://www.truthout.org >

La Jornada, 27/fev./2005: < http://www.jornada.unam.mx/2005/feb05/050227/mas-marco.html >.

La Jornada, 16/mai./2005: < http://www.jornada.unam.mx/2004/may04/040516/mas-vinicio.html >.

2007/9/7

Tim maia

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Tim Maia

Nome completo: Sebastião Rodrigues Maia
Origem(ns): Rio de Janeiro, RJ
País de nascimento: Brasil Brasil
Data de nascimento: 28 de setembro de 1942
Data de morte: 15 de março de 1998
Website: Tim Maia

Sebastião Rodrigues Maia, mais conhecido como Tim Maia, (Rio de Janeiro, 28 de setembro de 1942Niterói, 15 de março de 1998) foi um cantor brasileiro.

Começou a compor melodias ainda criança e já surpreendia a numerosa família de 19 irmãos. Se destacou pelo pioneirismo em trazer para a MPB o estilo soul de cantar. Com a voz grave e carregada, tornou-se um dos grandes nomes da música brasileira, conquistando grande vendagem e consagrando sucessos, lembrados até hoje, e que influenciaram o sobrinho, o cantor Ed Motta.

Anos 70

Gravou o primeiro disco, Tim Maia, em 1970, por indicação do grupo Mutantes. Neste disco, obteve sucesso com as faixas Primavera, Azul da cor do mar e Eu e você. Até Elis Regina, reconhecendo o talento de Tim, gravou um disco suas composições, em inglês.

Durante os anos 70, tornava-se cada vez mais famoso com canções como a dançante Não quero dinheiro (só quero amar), na era Disco. Teve altos e baixos durante a carreira, como enfrentando o descaso de amigos, após a prisão em Nova York, além de problemas financeiros e drogas.

Foi regravado por vários artistas, como Kid Abelha, Lulu Santos e Paralamas do Sucesso e recebeu até homenagens por parte de artistas do porte de Caetano Veloso e Jorge Ben Jor (W/Brasil).

Fase racional

Na década de 70 entrou em contato com a ideologia Cultura Racional, liderada por Manuel Jacinto Coelho, um "guru" da ufologia, quando lançou, (1975), os álbuns Tim Maia Racional, volumes 1 e 2 pelo selo Seroma (abreviação do próprio nome Sebastião Rodrigues Maia).

São considerados até hoje como os melhores de Tim Maia, com grandes influências de funk e soul e pelo fato de que nesta época, Tim Maia manter-se afastado dos vícios, o que se refletiu na qualidade da voz.

Desiludido com a ideologia, percebeu que o “mestre espiritual” Manuel não correspondeu ao ideal de um mestre. O cantor, revoltado, tirou de circulação os álbuns, tendo virado item de colecionadores, devido à raridade. Deste disco existem várias pérolas, uma das quais é Imunização Racional.

Anos 80

Lançou em 1983 o LP O Descobridor dos Sete Mares, com destaque para a canção-titulo O Descobridor dos Sete Mares (Michel e Gilson Mendonça) e para Música "Me dê Motivo" (Michael Sullivan/Paulo Massadas) um dos seus maiores Sucessos. Outro disco importante da década de 1980 foi Tim Maia (1986), que trazia o hit Do Leme ao Pontal. Artista com histórico de problemas com as gravadoras, na década de 1970 fundou seu próprio selo, primeiramente Seroma e depois Vitória Regia. Por ele, lançou em 1990 Tim Maia interpreta clássicos da bossa nova, e mais tarde Voltou a clarear e Nova era glacial.

Anos 90

Em 1993, dois acontecimentos reimpulsionaram a carreira: a citação feita por Jorge Ben Jor na canção W/Brasil e uma regravação que fez de Como uma onda (Lulu Santos e Nelson Motta) para um comercial de televisão, de grande sucesso e incluída no CD Tim Maia, do mesmo ano. Assim, aumentou muito a produtividade nesta década, gravando mais de um disco por ano com grande versatilidade: o repertório passou a abranger bossa nova, canções românticas,'funks e souls. Também teve muitas composições regravadas por artistas da nova geração, como Paralamas do Sucesso, Marisa Monte e Skank.

Em 1996 lançou dois CDs ao mesmo tempo: Amigo do rei, juntamente com Os Cariocas, e What a Wonderful World, com recriações de standards do soul e do pop norte-americanos dos anos de 1950 a 1970. Em 1997 lançou mais três CDs, perfazendo 32 discos em 28 anos de carreira.

Vida pessoal

Teve graves problemas com vícios. Chegava a beber três garrafas de uísque por dia, além do uso de maconha e cocaína. Colecionou desafetos e processos trabalhistas -- de músicos contra ele e dele contra gravadoras --, além de renegar publicamente antigas amizades, ameaçar críticos e faltar a espetáculos. Passou anos sem se apresentar na Rede Globo e acusava o executivo da emissora, José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, o Boni, de ser o culpado pelo boicote. Outro conhecido inimigo ele denominava ETA, “Exploradores do Talento Alheio”, formado por empresários e donos de casas de espetáculos.

Viveu nos Estados Unidos entre 1959 e 1964, até ser preso por posse de drogas, sendo em seguida deportado.

Durante a gravação de um espetáculo para a TV sentiu-se mal, vindo a falecer em 15 de Março de 1998 em Niterói, após internação hospitalar devido a uma infecção generalizada.


Discografia

  • Tim Maia ao Vivo II - 1998 - CD
  • What a wonderful world - 1997 - CD
  • Só você pra ouvir e dançar - 1997 - CD
  • Sorriso de criança - 1997 - CD
  • Pro meu grande amor - 1997 - CD
  • Amigos do rei - Tim Maia e os Cariocas - 1997 - CD
  • Os Hinos dos Grandes Clubes Brasileiros Cantados por Feras do Rock e da MPB - Participação, canta o Hino do América - 1996 - CD
  • Nova era glacial - 1995 - CD
  • Vou clarear - 1994 - CD
  • Tim Maia Romantico - 1993 - CD
  • Tim Maia ao vivo - 1992 - CD
  • Tim Maria interpreta clássicos da bossa nova - 1990 - CD e vinil
  • Dance bem - 1990 - CD
  • Carinhos - 1988 - CD e vinil
  • Somos América - 1987 - CD e vinil
  • Tim Maia - 1986 - CD e vinil
  • Tim Maia - 1985 - CD e vinil
  • Sufocante - 1984 - CD e vinil
  • Descobridor dos sete mares - 1983 - CD e vinil
  • Nuvens - 1982 - CD e vinil
  • Tim Maia - 1980 - CD e vinil
  • Reencontro 1979 - vinil
  • Tim Maia disco club / Sossego - 1978 - vinil
  • Tim Maia - 1978 - CD e vinil
  • Tim Maia - 1977 - vinil
  • Tim Maia Racional Vol 2 - 1976 - vinil
  • Tim Maia - 1976 - CD e vinil
  • Tim Maia Racional - 1975 - vinil
  • Tim Maia - 1973 - CD e vinil
  • Tim Maia - 1972 - CD e vinil
  • O Colecionador - 1971 - CD e vinil
  • Tim Maia - 1970 - CD e vinil

Ligações externas

Tim maia - nao quero dinheiro

   

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2007/8/28

Nirvana

Nirvana

Krist Novoselic e Kurt Cobain em concerto com a banda, em 1992
Origem Aberdeen
País EUA
Período 19871994
Gênero(s) Grunge, Rock Alternativo
Gravadora(s) Sub Pop
DGC Records
Integrantes Kurt Cobain
Krist Novoselic
Dave Grohl
Ex-Integrantes Aaron Burckhard, Dale Crover, Jason Everman, Chad Channing, Dan Peters, Pat Smear, Greg Hokanson, Mike Dillard, Buzz Osborne, Dave Foster
Página oficial www.NirvanaClub.com

Nirvana foi uma banda de Grunge fundada no ano de 1987 em Aberdeen, Washington. Sua música foi inspirada no Punk Rock, no Rock Alternativo, no Hard Rock e foi chamada Grunge pela imprensa e meios de comunicação da época. O grupo se desfez em 1994 com a morte de seu líder, Kurt Cobain. Muitos críticos e historiadores aclamam o Nirvana como a banda mais representativa da década de 90, sendo também considerada representante da Geração X.

O Nirvana vendeu mais de 50 milhões de álbuns no mundo todo.

Membros

Formação principal

Outros

História

O Começo "Bleach"

Com o lançamento de Bleach, o Nirvana realiza sua primeira turnê pelos Estados Unidos - toca em cidades como Chicago, Filadélfia, Cincinnati, Nova York, e faz o último show da excursão em Denver, em 11 de outubro. Durante a turnê, em agosto, o Nirvana grava duas novas canções para seu EP Blew no Music Source Studios, em Seattle, com o produtor Steve Fisk. Naquela época, Jason Everman foi dispensado da banda.

De outubro a dezembro, o grupo voa em direção à Europa e faz a primeira turnê européia, junto com a banda Tad, também da Sub Pop. O interesse do continente pelo som de Seattle foi tanto, que antes mesmo do Nirvana lançar seu primeiro álbum, a Sub Pop lançava a coletânea Sub Pop 200, em dezembro de 1988, que contava com gravações das principais bandas do selo independente. O Nirvana contribuiu com a faixa "Spank Thru". Sub Pop 200 lançou o rótulo grunge e atraiu a atenção da imprensa musical britânica, que tratou de espalhar para o resto do mundo que uma cidade chuvosa dos Estados Unidos era a nova salvação do rock. Naquela turnê, o Nirvana tocou em lugares importantes como Alemanha, Holanda, Áustria, Suíça, Reino Unido, França e Itália. Ainda em dezembro, finalmente o EP Blew sai no Reino Unido pela gravadora Tupelo. Ao regressar para os EUA, Krist Novoselic se casa no dia 30 com Shelli, sua namorada desde março de 1985.

1990 chega e muita coisa foi feita naquele ano. Nos dias 02 e 03 de janeiro, o Nirvana entra nos Reciprocal Studios com Jack Endino para gravar e mixar apenas uma música: "Sappy". A gravação nunca foi lançada oficialmente - ela só seria refeita em 1993 e lançada como faixa secreta na coletânea de vários artistas No Alternative, sob o título mais conhecido de "Verse chorus verse".

De 02 a 06 de abril de 1990, o Nirvana grava com o produtor Butch Vig nos Smart Studios em Madison, Wisconsin. Pelos planos, seria o começo do segundo álbum da banda para a Sub Pop. Quem indicou Vig e seu estúdio foi um dos donos da Sub Pop, Jonathan Poneman. Ainda em abril, Kurt e Tracy terminam o namoro. De maio a novembro, Kurt namora Tobi Vail, da banda Bikini Kill, após um ano de amizade. Ainda em maio, Chad Channing é dispensado da banda. Insatisfação e falta de empolgação por parte do baterista se juntaram à falta de pegada que os outros dois vinham sentindo.

Em 11 de julho, com a ajuda de Dan Peters, baterista do Mudhoney, o Nirvana grava "Sliver" em um intervalo da banda Tad, nos Reciprocal Studios. Em menos de uma hora, o Nirvana liga seus instrumentos nos amplificadores do Tad, passa a música duas vezes, desliga tudo e libera o estúdio, antes da volta da outra banda. Cobain gravaria os vocais no dia 24 de julho.

De julho a setembro, Kurt e Novoselic estavam tão insatisfeitos com a falta de atenção e os métodos bagunçados da Sub Pop que enviam a fita demo feita em abril para várias gravadoras grandes - várias demonstram interesse, e a banda passa a estudar propostas.

Em setembro, o baterista David Eric Grohl fica sem banda com o fim do Scream, um grupo de hardcore punk baseado em Washington D.C., a capital dos EUA, do qual fazia parte. Como Cobain e Novoselic já tinham arregalado os olhos com Grohl em um show do Scream e conversado com ele, nada mais adequado que ele fizesse um "teste" para a vaga aberta. Grohl passa com louvor - com tanto louvor, que Cobain comenta com Novoselic que haviam acabado de encontrar "o melhor baterista do mundo".

Um novo compacto - "Sliver / Dive" é lançado em setembro pela Sub Pop. Em 11 de outubro, dave Grohl realiza seu primeiro show com o Nirvana, no Noth Shore Surf Club, em Olympia, Washington.

Naquele ano e até aquele show, o Nirvana havia realizado cerca de trinta concertos pelos EUA. O dia 20 marca o retorno da banda à Europa para a realização de mais cinco shows, todos no Reino Unido. Chegando à Londres, o Nirvana faz nova seção para o programa do famoso radialista John Peel. O último show realizado no Reino Unido foi dia 27 de outubro. Em novembro, o Nirvana já estava de volta à Seattle e assina contrato para ser empresariado pela firma Gold Mountain, que também administra a carreira do Sonic Youth e de outros astros mais pop e comerciais.

A era "Nevermind"

1991 chega para entrar definitivamente na história da música como início de uma nova era do rock and roll. Em janeiro, Kurt faz os primeiros esboços de sua canção mais famosa, "Smells Like Teen Spirit", que é tocada pela primeira vez em 17 de abril em um show no OK Hotel, em Seattle.

Em 30 de abril, após meses de negociação, o Nirvana por fim assina contrato com o selo DGC, da gravadora Geffen, e recebe um adiantamento de 290 mil dólares. A Sub Pop leva uma "indenização" de 75 mil e garante para si uma pequena porcentagem sobre as vendas dos dois primeiros álbuns do Nirvana pela Geffen.

Entre maio e junho, o Nirvana grava o segundo álbum de sua carreira (e o primeiro por uma gravadora grande), Nevermind. As sessões são nos Sound City Studios, em Van Nuys, Califórnia. O produtor é Butch Vig, baterista da banda Garbage, e o mesmo produtor das gravações feitas em abril de 1990, que seriam para a Sub Pop. A mixagem final do disco fica com Andy Wallace. Apenas a faixa "Polly" não foi gravada nos Sound City Studios - foi gravada naquele abril de 1990 no Smart Studios, em Wisconsin.

Entre agosto e setembro, o Nirvana viaja novamente para a Europa para a realização de uma nova turnê européia abrindo para o Sonic Youth, e participa até do Reading Festival. Em 3 de setembro, mais uma sessão é gravada no programa do radialista John Peel. No dia 10 do mesmo mês, o single de "Smells Like Teen Spirit" é lançado. E finalmente no dia 24, sai Nevermind, com primeira prensagem de 50 mil cópias.

Em 12 de outubro, Kurt Cobain e Courtney Love iniciam uma relação amorosa, após um show do Nirvana em Chicago. Ainda em outubro, depois de um mês de lançamento, Nevermind chega a 500 mil cópias vendidas (um número que a Geffen previa atingir, com muita sorte, em um ano ou até mais) e alcançara a marca de disco de ouro (de acordo com os padrões da indústria musical dos Estados Unidos). Notando um aumento de pedidos, a emissora musical MTV coloca o clipe de "Smells Like Teen Spirit" no esquema de várias exibições a cada dia.

Em novembro, após cinco meses subindo, Nevermind se coloca entre os dez primeiros na parada de álbuns da revista Billboard. Em 16 de novembro, é o nono. Na semana seguinte, pula para quarto lugar. Em dois meses nas lojas, o álbum chega a 1,2 milhões de cópias vendidas. De novembro a dezembro, mais uma turnê européia é realizada.

Em 11 de janeiro de 1992, depois do impulso das vendas de Natal, Nevermind conseguiu tirar Dangerous, do Michael Jackson, do topo das paradas. Após pouco mais de três meses, o álbum vendeu dois milhões de cópias (o equivalente a dois discos de platina). No mesmo dia em que tem a confimação de que chegou ao topo da parada, o Nirvana se apresenta ao vivo no mais famoso programa humorístico da TV norte-americana, o Saturday Night Live.

Na primeira quinzena de janeiro, Courtney Love descobre que está grávida. No dia 24 de fevereiro, Kurt e Courtney se casam em Waikiki, no Havaí, em uma cerimônia particular com pouquíssimos convidados. Dave Grohl comparece. Quem não aparece é Novoselic, estremecido com o novo casal por causa de seu exagero no uso de heroína nos meses anteriores.

Em março, Kurt exige renegociação da divisão de direitos autorais, alegando que compõe quase tudo de cada música. Com Novoselic e Grohl bastante contrariados e ressentidos, a banda fica bem perto de acabar. Mas o novo acordo acaba saindo. O que era dividido em três partes iguais passa a ser fracionado em 90% para Cobain e os 10% restantes para os outros dois.

Na primeira quinzena de agosto, Kurt Cobain se interna no hospital Cedars-Sinai de Los Angeles, para tratamento de desintoxicação, numa tentativa de se livrar do vício em heroína. Chega às bancas a revista Vanity Fair com reportagem de capa sobre Courtney Love, de autoria de Lynn Hirschberg. Baseada em fontes cujo anonimato foi preservado, a matéia aponta que Courtney consumiu heroína mesmo já sabendo que estava grávida. Isso acarretaria para o casal Cobain problemas com a Justiça sobre a guarda de seu bebê.

Em 18 de agosto, nasce Frances Bean Cobain, uma bebê linda e saudável. Love dá à luz no mesmo hospital em que Kurt estava internado desde o começo do mês para se desintoxicar. Kurt tenta acompanhar o parto mas desmaia de fraqueza.

Atordoado, Kurt entra no quarto de Courtney Love com um revólver e sugere suicídio duplo, agrumentadndo que a filha viveria melhor assim. Courtney chega a segurar a arma, mas desiste do pacto e convence Kurt a seguir vivendo. Esse acontecimento foi relatado por Courtney Love em entrevista à revista Rolling Stone, em 1994. No final de agosto, por determinação da Justiça de Los Angeles, Kurt e Courtney perdem temporariamente a guarda de Frances. O bebê fica sob os cuidados de Jamie, irmã de Courtney. Por um mês, o casal tem permissão para visitar a filha diariamente mas não pode ficar a sós com ela nem levá-la para casa. Kurt e Courtney são obrigados a fazer testes de urina para detectar eventuais consumos de drogas. Se limpos durante um período, poderiam voltar a ter a guarda da criança. [1] Kurt, e Frances antes da entrega dos MTV Awards, em 09 de setembro de 1992

Em 09 de setembro, o Nirvana se apresenta ao vivo na cerimônia de entrega dos MTV Awards em Los Angeles. Nos ensaios, a emissora proíbe a banda de tocar uma música nova, "Rape Me", por conter a palavra "estupro". Já no palco, Kurt chega a tocar os primeiros acordes dela. Antes que a transmissão seja cortada, ele muda para "Lithium".

Em 11 de setembro, sem ver o pai pessoalmente desde meados da década de 80, Kurt se encontra com Don Cobain nos camarins de um show do Nirvana, no Coliseum de Seattle. Uma reunião fria e tensa. Kurt diz ao pai que não o odeia mais, e coloca isso na música "Serve the Servants", gravada no ano seguinte. Eles nunca mais se veriam.

Nos dias 24 e 25 de outubro, no estúdio Word of Mouth (novo nome dos Reciprocal Studios), em Seattle, o Nirvana grava com o produtor Jack Endino as bases de músicas para o próximo álbum. Em de 30 outubro, o Nirvana visita a América do Sul pela primeira vez e faz um show na Argentina, no estádio do Vélez Sarsfield, em Buenos Aires. A platéia de 50 mil pessoas, anciosa por ver o Nirvana em ação, vaia o show de abertura da banda americana de mulheres Calamity Jane, convidada por Cobain para a viagem. A ofensa desperta um espírito de pirraça em Kurt. Em sua apresentação tocam várias músicas desconhecidas e deixa "Smells Like Teen Spirit" de fora. Esse show foi classificado por Novoselic como o "eterno ensaio", mas mesmo assim a platéia presente adorou.

"Incesticide"

Em 15 de dezembro, é lançado o disco Incesticide pela DGC/Geffen, para encobrir a ausência de um álbum com músicas inéditas em 1992. O disco é uma coletânea de faixas lançadas em compacto ou registradas em fitas demo, desde os tempos da Sub Pop. Alcançou boas vendas e o anúncio do disco para a imprensa foi escrito pelo próprio Kurt.

1993, tempo de "In Utero"

Janeiro de 1993 chega e o Nirvana visita o Brasil para passar um dos períodos mais turbulentos e divertidos de sua história, se é que se pode assim dizer. O Nirvana faz dois shows no festival Hollywood Rock, o primeiro em São Paulo, no estádio do Morumbi no dia 16. Depois de uma apresentação totalmente inusitada para um público de mais de 100 mil pessoas, o maior da história da banda, Kurt Cobain e Courtney Love decidem curtir as loucuras da noite de São Paulo juntamente com o cantor punk João Gordo e outros amigos. Gordo havia conhecido Dave Grohl anteriormente em um festival de música na Holanda e essa foi a chave para o cantor se enturmar com toda a banda. No dia 22, o Nirvana já estava no Rio de Janeiro e ensaia e grava algumas demos nos estúdios da BMG. O improviso "Gallons of Rubbing Alcohol Flow Through the Strip" acabaria lançado como faixa-bônus nas versões não-americanas do álbum In Utero.

Dia 23 foi o dia do show na Praça da Apoteose do Sambódromo do Rio. Com um set-list imenso, Kurt e cia. até que começaram bem o show com Sliver, Drain You e Breed na seqùência, mas na metade da apresentação Kurt surtou e durante a até então inédita Scentless Aprentice desceu do palco, cuspiu nas câmeras da Rede Globo que transmitia o evento e simulou masturbação diante delas. No fim do show, Cobain, visivelmente chapado, saiu do palco engatinhando. Bandas como Alice in Chains, L7 e Red Hot Chili Peppers também tocaram no Hollywood Rock. Courtney Love lembra que a última vez que viu Kurt sorrindo de verdade, foi enquanto estiveram no Brasil. O casal pulou de asa-delta, descobriu as bizarrices do centro de São Paulo, Kurt deu entrevistas para fanzines e pôde trocar de instrumentos durante o show na capital paulista (show que até hoje não é circulado na íntegra, e por isso é um dos mais procurados pelos fãs da banda), além do tradicional quebra-quebra de instrumentos promovido pelo vocalista, em um show completamente fora dos padrões. Apesar dessa informação de Courtney, Cobain sofria muito com a abstinência da heroína, pois no Brasil a droga não era facilmente encontrada.

De volta aos Estados Unidos, entre os dias 14 e 24 de fevereiro sessões do álbum In Utero foram gravadas nos Pachyderm Studios, montados pelo produtor e músico Steve Albini em uma casa em Cannon Falls, um lugarejo de cerca de 3000 habitantes ao norte de Minneapolis, Minnesota. Em 23 de março, Kurt e Courtney finalmente vencem na Justiça, que lhes restabelece a guarda da filha e libera o casal da obrigação de fazer testes de doping. De abril a maio, a partir de reportagens do jornal Chicago Tribune e da revista Newsweek, cria-se a polêminca de que a gravadora Geffen achou péssimo e pouco comercial o material de In Utero, gravado em fevereiro com Albini. O próprio Albini faz afirmações de que a gravadora pressiona a banda a refazer as músicas ou, pelo menos, deixá-las mais "apresentáveis" ou profissionais. O Nirvana solta um comunicado garantido que não sobre interferência artística da Geffen. Mesmo assim, "Heart-Shaped Box" e "All Apologies" são remixadas por Scott Litt, produtor que trabalhou com o R.E.M.

Entre maio e julho, Kurt e Courtney enfrentam alguns problemas de ordem pessoal. Em 02 de maio Kurt sofre de uma overdose de heroína em sua casa em Seattle. Uma medicação de emergência aplicada por Courtney impede sua morte. Em 04 de junho, Kurt é detido por três horas pela polícia de Seattle após uma briga caseira com a esposa. O pivô da discussão: as armas que Cobain tinha em casa. O quebra-pau alerta a vizinhança, que chama a polícia. Kurt é acusado de agressão física a Courtney. Em 23 de julho, Kurt sofre outra overdose, desta vez em um hotel em Nova York. Novamente os primeiros socorros de Courtney salvam a sua vida.

Finalmente, em setembro, o álbum In Utero é lançado. No dia 14 o vinil estava nas lojas. A versão em CD só chegaria no dia 21. As cadeias de supermercados Wal-Mart e Kmart ameaçam não vender o disco por causa da música "Rape-Me" (Estupre-me) e pelos fetos que aparecem na ilusração da contracapa. A banda e a Geffen providenciam uma versão mais "suavizada". Kurt concorda, e diz que faria as alterações sem maiores crises - "Quando criança, um dos poucos lugares que eu podia freqüentar era o Wal-Mart. Acredito que ainda hoje existem crianças que crescem assim. Quero que elas possam comprar meu disco", argumenta Cobain.

Com toda a expectativa dos fãs por um material novo do Nirvana, In Utero entra direto em primeiro lugar na parada de álbuns da Billboard. Alcança um milhão de cópias vendidas em dois meses nas lojas.

Em 25 de setembro, Pat Smear (nascido em 1959, Pat foi ex-membro da banda de hardcore Germs durante o final da década de 70) estréia oficialmente como segundo guitarrista do Nirvana na apresentação ao vivo no programa de TV Saturday Night Live. Kurt e Courtney haviam desenvolvido grande amizade por Pat. Contudo, o principal motivo de Smear ter sido escalado como segundo guitarrista, foi devido a uma decisão do próprio Kurt, que àquela altura estava bastante focado em aprimorar seus vocais e se livrar um pouco do peso (nos dois sentidos) da guitarra em performances ao vivo.

Desplugando os cabos

Em meados de 1993, O Nirvana é convidado pela MTV para a realização de uma de suas principais apresentações, o famoso Unplugged. Alex Coletti, o idealizador do programa, realiza o convite, que é aceito pela banda sem fazer muito charme nem dificultar as negociações. O programa Unplugged surgiu em 1989 com uma idéia simples: artistas que usam instrumentos elétricos tocando músicas com instrumentos acústicos, principalmente o violão. Com sua tempestuosa relação com a fama e o sucesso em grandes proporções, Kurt determinou um limite: nada de "grandes sucessos do Nirvana" no repertório. Nem mesmo usar a oportunidade para promover o recém-lançado In Utero. Cobain também fez questão de incluir covers que a banda nunca gravara antes. E não convidou nenhum astro, e sim membros da banda anônima Meat Puppets, ao contrário do que se especulava na época - muitos acreditavam que Eddie Vedder, líder do Pearl Jam, dividiria o palco com Kurt. Para a decoração do ambiente, Kurt quis algo simples e aconchegante. Pediu flores e velas. Coletti perguntou, meio brincando: "Como um velório?" - Kurt respondeu que sim.

Gostar, a MTV não gostou. Mas engoliu as "excentricidades de Kurt". Na noite de 18 de novembro de 1993, depois de muito ensaiar, o Nirvana entrou no palco montado nos estúdios da Sony, em Nova York, para gravar o MTV Unplugged in New York. Pat Smear, estava como segundo guitarrista, e os irmãos Curt e Chris Kirkwood, dos Meat Puppets, subiram ao palco e tocaram três músicas para Kurt cantar.

O Unplugged foi um sucesso. Exibido até a exaustão pela emissora, a apresentação se tornou um clássico eternizado no mundo do rock.

Após morte de Cobain

Após a morte do lider do Nirvana uma batalha entre os ex-integrantes (Krist e Dave) com a então viuva Courtney, marcaria um dos fatos mais dolorosos para os fãs, pois tal batalha judicial o material inédito ficou emperrado. A primeira vitória de Krist e Dave ocorreu quando em 2001 chegou as lojas o álbum intitulado simplesmente "Nirvana", que trazia a inédita "You Know You're Right", além de sucessos já consagrados dos grunges. Um fato marcante foi que nesse mesmo dia em 92, Kurt Insultou o dono da gravadora Geffen, pois ele não permitiu que Kurt cantasse "Working Class Hero" de John Lennon. O dono da gravadora nada fez e deixou o fato passar, porque não queria perder o contrato com o Nirvana, que estava no topo de sua carreira.

Feito isso, os fãs teriam de esperar mais três anos para o lançamento das musicas inéditas que restavam. A espera, entretanto, valeu a pena. O box "With the Lights Out" é composto por três CD's e um DVD, ambos com momentos lado B do Nirvana, porém os fãs brasileiros não tiveram sorte e este box não foi lançado por aqui, e aqueles que não puderam importar tiveram que se conformar com o CD lançado um ano depois. "Sliver: The Best of the Box" que trazia um resumo do box além de três faixas novas, todas versões alternativas de canções consagradas. Hoje Kurt Cobain é a celebridade morta que mais fatura no mundo (em milhões de dólares) superando ninguem menos que Elvis Presley.

Discografia

Coletâneas

EP´s & Singles

Secretos:

Os Cd's secretos (Outcesticides de 1 a 5) foram feitos com músicas que não foram aceitas pelas gravadoras, músicas que ficaram de fora de álbuns, lados "B" e com outras versões de músicas normais, além de faixas ao vivo, incluido covers como "Baba O´Riley" do The Who, "The End", do The Doors, "The Money Will Roll Right In" do Fang, entre outras curiosidades.

 Ligações externas

Nirvana - Rape Me live

 

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2007/8/19

Jimi Hendrix

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Jimi Hendrix

Origem(ns): Seatle, Washington
País de nascimento:  Estados Unidos
Data de nascimento: 27 de Novembro de 1942
Data de morte: 18 de Setembro de 1970 (27 anos)
Período em atividade: 1966 - 1970
Instrumento(s): guitarra
Modelo(s) de instrumentos: Fender Stratocaster
Gibson Flying V
12-String-Zemaitis Acoustic
Gênero(s): Hard rock
Acid rock
Blues rock
Psychedelic rock
Gravadora(s): MCA, Reprise, Track, Polydor, Capitol
Afiliação(ões): The Jimi Hendrix Experience
Gypsy Sun and Rainbows
Band of Gypsys
The Cry of Love
Website: Official website

Johnny Allen Hendrix, mais tarde renomeado para James Marshall Hendrix, mais conhecido por "Jimi" Hendrix, (*27 de novembro de 1942; +18 de setembro de 1970) foi um guitarrista estadunidense, cantor, compositor e produtor que é amplamente considerado um dos mais importantes guitarristas da história do rock. Como guitarrista, ele se inspirou nas inovações de músicos do blues tais como B. B. King, Albert King e T-Bone Walker, assim como nos guitarristas de R&B (rhythm and blues) tais como Curtis Mayfield. Ademais, ele ampliou a tradição da guitarra no rock: apesar de guitarristas anteriores, como Dave Davies (do The Kinks), e Pete Townshend (do The Who) terem empregado recursos como o "feedback" (realimentação), distorção e outros efeitos especiais, Hendrix, graças às suas raízes no blues, na soul-music e no R&B, foi capaz de usar estes recursos de uma forma que transcendia suas fontes. Ele também foi um letrista cujas composições foram tocadas por inúmeros artistas. Como produtor musical, foi um dos primeiros a usar o estúdio de gravação como extensão das suas ideias musicais. Finalmente, a sua importância como estrela do rock coloca-o ao nível de figuras como Chuck Berry, John Lennon (dos Beatles), Elvis Presley e Mick Jagger (dos Rolling Stones).

Juventude: antes de ser profissional

Seattle, Washington, cresceu tímido e sensível. Hendrix foi profundamente afetado por problemas familiares - o divórcio dos seus pais em 1951 e a morte de sua mãe em 1958, quando ele tinha 16 anos. Era muito afeiçoado à sua avó materna, que possuía sangue cherokee, e que incutiu no jovem Jimi um forte sentido de orgulho de seus ancestrais nativos norte-americanos. No mesmo ano, o seu pai Al deu-lhe um "ukelele" (instrumento de 4 cordas, introduzido no Havaí pelos portugueses no século XVII. É muitíssimo semelhante ao cavaquinho brasileiro.), e posteriormente comprou, por US$ 5, uma guitarra acústica, pondo-o no caminho da sua futura vocação.

Depois de tocar com várias bandas locais de Seattle, Hendrix alistou-se no exército, juntando-se à 101-a Divisão Aerotransportada (101st Airborne Division) baseada em Fort Campbell, Kentucky, a 80 km da cidade de Nashville, no Tennessee, como pára-quedista. Serviu por menos de 1 ano e recebeu dispensa médica após fraturar o tornozelo em um salto. Mais tarde ele diria que o som do ar assobiando no pára-quedas era uma das fontes de inspiração para o seu som "espacial" na guitarra.

Não há nenhum registo médico no exército americano sobre a dispensa de Hendrix. Em 2005, Charles Cross, que foi autor da biografia do líder dos Nirvana, Kurt Cobain, publicou no seu livro "Room Full of Mirrors" que o guitarrista alegou estar apaixonado por um dos seus colegas do seu agrupamento numa visita ao serviço psiquiátrico em 1962, em Fort Campbell (Estado do Kentucky).

Era mentira, segundo Cross, que relata a preferência do músico por mulheres. "Ele queria apenas escapar do exército para se dedicar à música."

Hendrix, que se alistou como voluntário para a guerra do Vietnã, nunca esteve em combate, porém as suas gravações tornaram-se favoritas entre os soldados que lutavam lá. Inicialmente levou uma vida precária tocando em bandas de apoio a músicos de soul e blues como Curtis Knight, B. B. King, e Little Richard em 1965. Sua primeira aparição destacada foi com os Isley Brothers, principalmente no "Testify" em 1964.

Carreira

1965-1966

Em 14 de outubro de 1965, Hendrix assinou um contrato de gravação por três anos com o empresário Ed Chalpin, recebendo US$1 e 1% de direitos em gravações com Curtis Knight. Este contrato causou mais tarde sérios problemas entre Hendrix e outras companhias de gravação.

Por volta de 1966 ele já tinha sua própria banda, Jimmy James and the Blue Flames que incluia Randy Califórnia (mais tarde guitarrista do Spirit), e uma residência no Cafe Wha? na cidade de Nova Iorque. Foi durante este período que Hendrix conheceu e trabalhou com a cantora e guitarrista Ellen McIlwaine e com o guitarrista Jeff "Skunk" Baxter (mais tarde integrante dos grupos Steely Dan e The Doobie Brothers) assim como o iconoclasta Frank Zappa, cuja banda The Mothers of Invention tocava no Garrick Theatre, no Greenwich Village novaiorquino. Foi Zappa que apresentou Hendrix ao recém-criado pedal de "wah-wah", um pedal de efeito sonoro do qual Hendrix rapidamente se tornou mestre notável e que se transformou em parte integrante de sua música.

Foi enquanto tocava com o "The Blue Flames" no Cafe Wha? que Hendrix foi descoberto por Chas Chandler, baixista do famoso grupo de rock britânico The Animals. Chandler levou-o para a Inglaterra, levou-o a um contrato de agenciamento e produção com seu produtor musical e ajudou-o a formar uma nova banda, The Jimi Hendrix Experience, com o baixista Noel Redding e o percussionista Mitch Mitchell.

Durante as suas primeiras apresentações em clubes de Londres, o nome da nova estrela espalhou-se como fogo pela indústria musical britânica. Os seus shows e musicalidade criaram fãs rapidamente, entre eles os guitarristas Eric Clapton e Jeff Beck, assim como os Beatles e o The Who, cujos produtores imediatamente encaminharam Hendrix para o selo que produzia o The Who, a Track Records. O primeiro "single" desta parceria, uma regravação de "Hey Joe", se tornou quase que um padrão para as bandas de rock da época.

Mais sucesso veio em seguida, com a incendiária "Purple Haze" e com a balada "The Wind Cries Mary". Estas duas e ainda "Hey Joe" chegaram na época ao chamado "Top 10". Agora, finalmente estabelecido no Reino Unido como importante estrela de rock, Hendrix e sua namorada Kathy Etchingham mudaram-se para uma casa no centro de Londres, que um dia pertencera ao compositor barroco Georg Friedrich Handel(antigo compositor clássico)

1967

1967 viu o lançamento do primeiro álbum do grupo, Are You Experienced?, cuja mistura de baladas ("Remember"), pop-rock ("Fire"), psicodelia ("Third Stone From The Sun"), e blues tradicional ("Red House") seria uma espécie de amostra de seu trabalho posterior. Hendrix foi levado para o hospital com queimaduras depois de pôr fogo em sua guitarra pela primeira vez no Astoria Theatre, em Londres, em 31 de março daquele ano. Ele foi posteriormente advertido pelo administrador do Rank Theatre management para controlar suas exibições no palco depois de causar danos a amplificadores e outros equipamentos no palco.

Com o forte apelo de Paul McCartney, integrante do "Festival Pop de Monterey" (Monterey Pop Festival), o Jimi Hendrix Experience foi agendado para apresentar-se naquele festival, e o concerto, onde ficou notória a imagem de Hendrix pondo fogo e quebrando sua guitarra, foi imortalizado pelo cineasta D.A. Pennebaker no filme Monterey Pop. O festival de Monterey foi um triunfante retorno. E foi seguido de uma abortada apresentação de abertura para o grupo pop The Monkees, em sua primeira turnê americana.

Os Monkees pediram a presença de Hendrix simplesmente por serem seus fãs. Infelizmente, porém, a sua plateia predominantemente adolescente não se interessou pelas bizarras apresentações de Hendrix no palco, e ele abruptamente interrompeu a digressão depois de algum tempo, exactamente quando "Purple Haze" começava a estourar nas paradas norte-americanas. Chas Chandler mais tarde admitiu que ter "caído fora" da turnê dos Monkees foi planeado para ganhar o máximo de impacto de mídia e de afronta para Hendrix. Na época, circulou uma história afirmando que Hendrix tinha sido retirado da digressão devido a reclamações de que sua conduta no palco era "lasciva e indecente", reclamações estas que teriam sido feitas feitas pela organização conservadora de mulheres Daughters of the American Revolution. De fato, a história era falsa: a coisa foi forjada pela jornalista australiana Lillian Roxon, a qual acompanhava a turnê junto como o namorado e cantor Lynne Randell, outro coadjuvante. A afirmação foi zombeteiramente repetida na famosa 'Rock Encyclopedia' de Roxton em 1969, porém mais tarde ela admitiu que a coisa foi fabricada.

Enquanto isso, de volta à Inglaterra, sua imagem de "selvagem" e de cheio de recursos para chamar atenção (tal como tocar a guitarra com os dentes e com ela às costas) continuava a trazer-lhe notoriedade, apesar de ele ter começado a se sentir mais e mais frustrado, devido à concentração da mídia e das platéias em suas atuações no palco e em seus primeiros sucessos, e pela crescente dificuldade em ter suas músicas novas também aceitas.

1967 também viu o lançamento do seu segundo álbum. Axis: Bold as Love continuou o estilo estabelecido por Are You Experienced, com faixas como "Little Wing" e "If 6 Was 9" mostrando a continuidade de sua maestria com a guitarra. No entanto, um percalço quase impediu o lançamento do álbum - Hendrix perdeu a fita com a gravação "master" do lado 1 do LP depois de acidentalmente tê-la esquecido num táxi. Com a proximidade do prazo fatal de lançamento, Hendrix, Chandler e o engenheiro de som Eddie Kramer foram forçados a fazer às pressas uma remixagem a partir das gravações multi-canais, o que eles conseguiram terminar numa verdadeira maratona noturna. Esta foi a versão lançada em dezembro de 1967, apesar de Kramer e Hendrix mais tarde terem dito que nunca ficaram totalmente satisfeitos com o resultado final.

1968

Por volta dessa época, desavenças pessoais com Noel Redding, combinadas com a influência das drogas, álcool e fadiga, conduziram a uma problemática digressão na Escandinávia. A 4 de janeiro de 1968, Hendrix foi preso pela polícia de Estocolmo, após ter destruído completamente um quarto de hotel num ataque de fúria devido à embriaguez.

A terceira gravação da banda, o álbum duplo Electric Ladyland 1968, era mais ecléctico e experimental, incluindo uma longa seção de blues ("Voodoo Child"), a "jazzística" "Rainy Day, Dream Away"/"Still Raining, Still Dreaming" e aquela que é provavelmente a versão mais conhecida da música de Bob Dylan "All Along the Watchtower".

A gravação do álbum foi extremamente problemática. Hendrix se decidira por voltar aos EUA e, frustrado pelas limitações da gravação comercial, decidiu criar seu próprio estúdio em Nova Iorque, no qual teria espaço ilimitado para desenvolver sua música. A construção do estúdio, batizado de "Electric Lady" foi cheia de problemas, e o mesmo só foi concluído em meados de 1970.

O trabalho antes disciplinado de Hendrix estava a tornar-se errático, e as suas intermináveis sessões de gravação repletas de aproveitadores finalmente fizeram com que Chas Chandler pedisse demissão em 1 de dezembro de 1968. Chandler posteriormente se queixou da insistência de Hendrix em repetir tomadas de gravação a cada música (a música Gypsy Eyes aparentemente teve 43 tomadas, e ainda assim Hendrix não ficou satisfeito com o resultado) combinado com o que Chas viu com uma incoerência causada por drogas, fez com que ele vendesse sua parte no negócio a seu parceiro Mike Jefferey. O perfeccionismo de Hendrix no estúdio era uma marca - comenta-se que ele fez o guitarrista Dave Mason tocar 20 vezes o acompanhamento de guitarra de All Along The Watchtower - e ainda assim ele sempre estava inseguro quanto a sua voz, e muitas vezes gravava seus vocais escondido no estúdio.

Muitos críticos hoje crêem que Mike Jefferey teve uma influência negativa na vida e na carreira de Hendrix. Comenta-se que Jefferey (que foi anteriormente empresário da banda The Animals) desviou boa parte do dinheiro que Hendrix ganhou durante a vida, depositando-o secretamente em contas no exterior. Também se crê que Jefferey tinha fortes ligações com os serviços de inteligência (ele se dizia agente secreto) e com a Máfia.

Apesar das dificuldades de sua gravação, muitas das faixas do álbum mostram a visão de Hendrix se expandindo para além do escopo do trio original (diz-se que este disco ajudou a inspirar o som de Miles Davis em Bitches Brew) e vendo-o colaborar com uma gama de músicos um tanto desconhecidos, incluindo Dave Mason, Chris Wood e Steve Winwood (da banda Traffic), ou o percussionista Buddy Miles e o ex-organista de Bob Dylan, Al Kooper.

1969

A expansão de seus horizontes musicais foi acompanhada por uma deterioração no seu relacionamento com os colegas de banda (particularmente com Redding), e o Experience se desfez durante 1969. Suas relações com o público também vieram a tona quando em 4 de Janeiro de 1969 ele foi acusado por produtores de televisão de ser arrogante, após tocar uma versão improvisada de "Sunshine of your Love" durante sua participação remunerada no show da BBC1, Happening for Lulu

Em 3 de Maio ele foi preso no Aeroporto Internacional de Toronto depois que uma quantidade de heroína foi descoberta em sua bagagem. Ele foi mais tarde posto em liberdade depois de pagar uma fiança de 10.000 dólares. Quando o caso foi a julgamento Hendrix foi absolvido, afirmando com sucesso que as drogas foram postas em sua bolsa por um fã sem o seu conhecimento. Em 29 de Junho Noel Redding formalmente anunciou à mídia que havia deixado o Jimi Hendrix Experience, embora ele de fato já houvesse deixado de trabalhar com Hendrix durante a maioria das gravações de Eletric Ladyland.

Em Agosto de 1969, no entanto, Hendrix formou uma nova banda, chamada Gypsy Suns and Rainbows, para tocar no Festival de Woodstock. Ela tinha Hendrix na guitarra, Billy Cox no baixo, Mitch Mitchell na bateria, Larry Lee na guitarra rítmica e Jerry Velez e Juma Sultan na bateria e percussão. O show, apesar de notoriamente sem ensaio e desigual na performance (Hendrix estava, dizem, sob o efeito de uma dose potente de LSD tomada pouco antes de subir ao palco) e tocado para uma platéia celebrante que se esvaziava lentamente, possui uma extraordinária versão instrumental improvisada do hino nacional norte-americano, The Star Spangled Banner, distorcida e quase irreconhecivél e acompanhada de sons de guerra, como metralhadoras e bombas, produzidos por Hendrix em sua guitarra (a criação desses efeitos foi inovadora, expandindo para além das técnicas tradicionais das guitarras elétricas). Essa execução foi descrita por muitos como a declaração da inquietude de uma geração da sociedade americana, e por outros como uma gozação anti-americana, estranhamente simbólica da beleza, espontaneidade e tragédia que estavam embutidas na vida de Hendrix. Foi uma execução inesquecível relembrada por gerações. Quando lhe foi perguntado no Dick Cavett Show se estava consciente de toda a polêmica que havia causado com a performance, Hendrix simplesmente declarou: "Eu achei que foi lindo."

1970

O Gypsy Suns and Rainbows teve vida curta, e Hendrix formou um novo trio com velhos amigos, o Band of Gypsys, com seu antigo companheiro de exército, Billy Cox, no baixo e Buddy Miles na bateria, para quatro memoráveis concertos na véspera do Ano Novo de 1969/1970. Felizmente os concertos foram gravados, capturando várias peças memoráveis, incluindo o que muitos acham ser uma das maiores performances ao vivo de Hendrix, uma explosiva execução de 12 minutos do seu épico anti-guerra 'Machine Gun'.

No entanto, sua associação com Miles não foi muito longa, e terminou repentinamente durante um concerto no Madison Square Garden em 28 de Janeiro de 1970, quando Hendrix foi embora depois de tocar apenas duas músicas, dizendo à platéia: "Desculpem por não conseguirmos nos entender". Miles posteriormente declarou durante uma entrevista de TV que Hendrix sentia que estava perdendo evidência para outros músicos. Passou o resto daquele ano em gravações sempre que arranjasse tempo, frequentemente com Mitch Mitchell, e tentando levar adiante o projeto Rainbow Brigde, uma super ambiciosa combinação de filme/álbum/concerto no Havaí. Em 26 de Julho Hendrix tocou no Sick's Stadium, em sua cidade natal, Seattle.

 
Em Agosto ele tocou no Festival da Ilha de Wight com Mitchell e Cox, expressando desapontamento no palco em face do clamor de seus fãs por ouvir seus antigos sucessos, em lugar de suas novas idéias. Em 6 de Setembro, durante sua última turnê européia, Hendrix foi recebido com vaias e zombarias por fãs, quanto se apresentou no Festival de Fehmarn, na Alemanha, em meio a uma atmosfera de baderna. O baixista Billy Cox deixou a turnê e retornou aos Estados Unidos depois de supostamente ter utilizado fenilciclidina (N.T. substância analgésica).

Hendrix permaneceu na Inglaterra, e a 18 de Setembro foi encontrado na cama do quarto de um hotel onde estava com uma namorada alemã, Monika Dannemann, desacordado após ter tomado nove pílulas para dormir, e asfixiando em seu próprio vômito. Ele morreu horas mais tarde em um hospital. Seu corpo foi mandado de volta para casa e foi enterrado no Greenwood Memorial Park, em Renton, estado de Washington, nos Estados Unidos.

Legado

Parte do estilo único de Hendrix se deve ao fato dele ter sido um canhoto que tocava uma guitarra para destros virada ao contrário, com as cordas colocadas para canhoto. Embora ele tivesse e usasse diversos modelos de guitarra durante sua carreira (incluindo uma Gibson Flying V que ele decorara com motivos psicodélicos), sua guitarra preferida, e que será sempre associada a ele, era a Fender Stratocaster, ou "Strat". Ele comprou sua primeira Strat por volta de 1965, e usou-as quase constantemente durante o resto de sua vida.

Uma característica da Strat que Hendrix utilizou ao máximo foi a alavanca de trêmolo, patenteada pela Fender, que o habilitou a "entortar" notas e acordes inteiros sem que a guitarra saísse da afinação. O braço relativamente estreito da Strat, de fácil ação, foi também perfeito para o estilo envolvente de Hendrix e potencializou enormemente sua grande destreza - como pode ser visto em filmes e fotos, as mãos de Jimi eram tão grandes que lhe permitiam pressionar todas as seis cordas com apenas a parte de cima do seu polegar, e ele podia, pelo que dizem, tocar partes rítmicas e solos simultaneamente.

As Statocasters foram primeiramente popularizadas por Buddy Holly e pela banda britânica The Shadows, mas elas eram quase impossíveis de serem obtidas no Reino Unido até a metade da década de 60, devido às restrições de importação do pós-guerra. O surgimento de Hendrix coincidiu com o fim dessas restrições, e ele, de forma indiscutível, fez mais do que qualquer outro músico para tornar a Stratocaster a guitarra elétrica mais vendida na história. Anteriormente à sua chegada ao Reino Unido, a maioria dos músicos mais conhecidos utilizava guitarras Gibson e Rickenbacker, mas depois de Hendrix, quase todos os principais guitarristas, incluindo Jeff Beck e Eric Clapton, trocaram para as Fender Strats. Hendrix comprou várias Strats durante sua vida; ele deu várias de presente (incluindo uma dada ao guitarrista do ZZ Top Billy Gibbons) mas muitas outras foram roubadas e ele mesmo destruiu diversas delas em seus famosos rituais de queima da guitarra ao final dos shows.

As partes queimadas e quebradas de uma Stratocaster que ele destruiu no Miami Pop Festival em 1968 foram dadas a Frank Zappa, que mais tarde a reconstruiu e tocou com ela extensivamente durante os anos 70 e 80. Depois da morte de Zappa, a guitarra foi posta à venda pelo filho de Zappa, Dweezil. Em maio de 1992, Dweezil colocou a guitarra à leilão nos Estados Unidos, esperando faturar US$ 1 milhão de dólares, mas a venda não foi efetuada. Tentou novamente leiloá-la em Setembro, por 450 mil libras (em torno de 650 mil Euros), mas mais uma vez a venda não foi efetuada. A maior oferta feita por telefone, de 300 mil libras (em torno de 430 mil Euros) foi recusada. A lendária Strat branca de 1968 que Hendrix tocou no Woodstock foi vendida na Casa de Leilões Sotheby de Londres, em 1990, por £ 174 mil (em torno de 250 mil Euros). A guitarra foi re-vendida em 1993 por £ 750 mil.

Hendrix foi também um revolucionário no desenvolvimento da amplificação e dos efeitos com a guitarra moderna. Sua alta energia no palco e volume elevado com o qual tocava requeriam amplificadores robustos e potentes. Durante os primeiros meses de sua turnê inicial ele usou amplificadores Vox e Fender, mas ele rapidamente descobriu que eles não podiam aguentar o rigor de um show do Experience. Felizmente ele descobriu o alcance dos amplificadores de guitarra de alta potência fabricados pelo engenheiro de áudio inglês Jim Marshall e eles se mostraram perfeitos para as necessidades de Jimi. Assim como ocorreu com a Strat, Hendrix foi o principal promotor da popularidade das "Pilhas Marshall" e os amplificadores Marshall foram cruciais na modelagem do seu som pesado e saturado, habilitando-o a controlar o uso criativo de "feedback" (N.T. re-alimentação) como efeito musical.

Hendrix foi também constante na procura de novos efeitos de guitarra. Ele foi um dos primeiros guitarristas a se lançar além do palco a explorar por completo as totais possibilidades do pedal wah-wah. Ele também teve um associação muito proveitosa com o engenheiro Roger Mayer e fez uso extensivo de muitos dos dispositivos desenvolvidos por ele, incluindo a "Axis Fuzz Unit" , o "Octavia octavia doubler" e o "UniVibe", uma unidade de vibrato desenvolvida para simular eletronicamente os efeitos de modulação dos alto-falantes Leslie. O som de Hendrix era uma mistura única de alto volume e alta força, controle preciso do "feedback" e uma variação de efeitos de guitarra cortantes, especialmente a combinação "UniVibe"-"Octavia", que pode ser escutada na sua totalidade na versão ao vivo de 'Machine Gun' gravada pela 'Band of Gypsys'.

A despeito da sua agitada agenda de turnês e seu perfeccionismo notório, ele era também um produtivo artista que deixou mais de 300 gravações inéditas, além de seus três LPs oficiais e vários compactos. Ele se tornou lendário como um dos grandes músicos de rock'n'roll da década de 60 que, tal como Janis Joplin, Jim Morrison e Brian Jones se lançaram para o estrelato, tiveram sucesso por apenas uns poucos anos, e morreram ainda jovens.

Jimi Hendrix foi um símbolo do movimento hippie e nunca esqueceremos sua musica e seu espirito de trabalhador exigente mas criativo acima de tudo.

Herança

Na falta de um testamento, Al Hendrix, pai de Jimi, herdou os direitos e "royalties" das gravações do filho, e confiou-os a um advogado, o qual supostamente enganou Al convencendo-o a vender esses direitos a companhias pertencentes a ele próprio. Al processou-o em 1993 por administrar de forma incompetente esses bens. O processo foi financiado pelo co-fundador da Microsoft, Paul Allen, um fã devoto de Hendrix de longa data. Em uma resolução de 1995, Al Hendrix finalmente recuperou o controle sobre todas as gravações do filho. Diversos álbuns foram então remasterizados a partir das fitas originais e relançados. Al Hendrix morreu em 2002 com 82 anos. O controle dos bens e da companhia Experience Hendrix, que fora montada para administrar o legado de Hendrix, passou então à meia-irmã de Jimi, Janie.

Em 2004, Janie Hendrix foi processada por seu meio-irmão, Leon Hendrix, irmão mais novo de Jimi, o qual foi deixado de fora do testamento de seu pai, em 1997. Ele buscava a restauração de sua parte na herança e a remoção de sua meia-irmã da posição de controle da propriedade de Hendrix.

Discografia

Álbuns de estúdio

Álbuns ao vivo

Lançamentos póstumos

Depois da morte de Hendrix, centenas de gravações inéditas começaram a surgir. O produtor Alan Douglas causou controvérsia quando supervisionou a mixagem, remasterização e lançamento de dois álbuns de material importante que Hendrix deixara para trás em diferentes estados de finalização. São os LPs "Crash Landing" e "Midnight Lightning", e embora eles contenham várias faixas importantes, são álbuns considerados de qualidade abaixo do padrão; é quase certo que Jimi não os teria aprovado para lançamento se estivesse vivo.

Em 1972, o produtor britânico Joe Boyd montou um excelente filme documentário sobre a vida de Hendrix, que ficou em cartaz em cinemas ao redor do mundo por muitos anos. A trilha sonora dupla do filme, que incluía apresentações ao vivo em Monterey, Berkeley e Ilha de Wight é, provavelmente, a melhor das realizações póstumas.

Outro LP surgido nos anos 70 que valeu a pena foi a compilação ao vivo 'Hendrix In the West', que consiste de uma seleção das melhores gravações ao vivo em solo americano dos últimos dois anos de sua vida, incluindo uma brilhante execução da favorita nos concertos, a música "Red House".

Embora o filme em si seja geralmente considerado pouco interessante, a trilha de 'Rainbow Bridge' prova que realmente é um item que vale a pena, e agora é item de colecionador. Ela inclui várias faixas que eram destinadas ao projeto de lançamento do quarto disco de estúdio de Hendrix, 'First Rays of the New Rising Sun', a sequência não completada de Eletric Ladyland. Essas faixas de estúdio, incluindo Dolly Dagger, Earth Blues, Room Full of Mirrors e a melancólica instrumental Pali Gap, mostram Hendrix avançando suas técnicas no estúdio a novos níveis, assim como absorvendo influências de "Black Soul" contemporâneo e do "Funk" de James Brown e Sly & The Family Stone.

O LP da trilha sonora de 'Rainbow Bridge' se destaca pela extensa versão ao vivo de outra das melhores apresentações de Hendrix, a versão elétrica de dez minutos do "stardard" do blues 'Hear My Train A Comin'. Ele gravou originalmente essa música em 1967 para um filme promocional, tocando-a em caráter improvisado num blues ao estilo do "Delta" em um violão de 12 cordas emprestado. A versão eletrificada de 1970 (que permanece ao lado de 'Machine Gun' como sendo uma das suas melhores gravações ao vivo) mostra a música transformada, quase irreconhecivel; como 'Machine Gun', ela apresenta todos os elementos clássicos e algumas inspiradas improvisações do som elétrico de Hendrix. A faixa foi gravada ao vivo em um concerto no Centro Comunitário de Berkeley, na Califórnia; um pequeno trecho filmado dessa apresentação ao vivo foi também incluída no filme "Jimi Plays Berkeley".

O interesse por Hendrix diminuiu um pouco nos anos 80, mas com o advento do CD, a Polygram e a Warner-Reprise começaram a relançar muitas das gravações de Hendrix em CD no fim dos anos 80 e início dos 90. Os primeiros relançamentos da Polygram foram de baixa qualidade e Eletric Ladyland teve prejuízo particular, sendo evidente a transferência das fitas originais do LP, com as faixas colocadas fora da sua ordem correta. Isso refletiu na ordem original do LP, um artefato dos dias em que os LPs duplos eram prensados com os lados um e três em um LP e e os lados dois e quatro no outro LP, para que os discos pudessem ser colocados em uma vitrola automática e tocados em sequência direto, somente trocando-os de lado uma vez.

A Polygram lançou em seguida um conjunto duplo de 8 CDs de qualidade superior com as faixas de estúdio em um conjunto de 4 CDs, e as apresentações ao vivo em outro. Isto foi seguido pelo lançamento de um conjunto de 4 Cds de apresentações ao vivo pela Reprise. Um documentário de áudio, originalmente feito para rádio e mais tarde lançado em 4 CDs também foi lançado por essa época e incluía muito material inédito.

No final dos anos 90, depois que o pai de Hendrix recuperou o controle sobre a propriedade de seu filho, ele e sua filha Janie estabeleceram a companhia "Experience Hendrix" para promover e cuidar de todo o extenso legado de gravações de Jimi. Trabalhando em colaboração com com engenheiro original de Jimi, Eddie Kramer, a companhia iniciou um extenso programa de relançamentos, incluindo edições totalmente remasterizadas dos álbums de estúdio e CDs de compilações de faixas remixadas e remasterizadas destinadas ao álbum 'First Rays of New Rising Sun'. Em 1994, foi lançado a compilação chamada Blues. Em 1999, em comemoração ao aniversário de 30 anos do Festival de Woodstock, foi lançado o álbum duplo Live at Woodstock.

Até agora, a companhia "Experience Hendrix" faturou mais de US$ 44 milhões de dólares em gravações e "merchandising" associado.

Ligações externas

  • Official Jimi Hendrix website
  • Gravações de Hendrix anteriores a 1967 (em inglês)
  • 'Reloading Machine Gun' - artigo sobre Jimi Hendrix, em inglês
  • Letras de músicas de Jimi Hendrix
  • Discografia e vídeos (em inglês)
  • Jimi Hendrix e outras figuras dos anos 60 - biografia e fotos; em português.
  • Jimi Hendrix info
  • Vídeo

    Hendrix at Woodstock

      

    Mais vídeos sobre Jimi Hendrix(clique aqui)

       
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    2007/8/1

    iron maiden

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    Final da década de 70, o heavy metal não estava mais na moda. Melodias complexas, solos de guitarra, não faziam mais parte do cenário musical, o punk era o estilo simples e direto que tomou o lugar das paradas de bandas como Led Zeppelin, por exemplo.

    É exatamente nesse contexto que surge o Iron Maiden, na chamada NWOBHM, a New Wave Of British Heavy Metal, uma segunda “leva” de bandas com este estilo pesado. É certo que bandas como Motörhead continuavam a existir, mas o heavy metal teve seu ressurgimento com Saxon, Def Leppard, Samsom e Iron Maiden.

    Antes de se formar o Iron Maiden, Steve Harris, seu fundador, teve uma banda chamada Influence que depois recebeu o nome de Gipsy Kiss, tudo isso no início da década de 70. Foi em 75 que Harris se juntou a Dave Murray - que na época tocava em uma banda chamada Secret - e assim nasceu o Iron Maiden. O primeiro compacto foi gravado em 78 com Paul Di’anno nos vocais e Doug Sampson na bateria, intitulado “The Soundhouse Tapes”. Esse compacto continha as músicas “Prowler”, “Invasion” e “Iron Maiden”.

    “The Soundhouse Tapes” vendeu mais de 5 mil cópias em 10 dias. No ano seguinte assinaram um contrato com a EMI. Foi lançado o ‘single’ “Running Free”. Mudanças no Iron Maiden: sai Doug Sampson, que deixou a banda por razões de saúde, e entra Clive Burr. A banda conta com mais um guitarrista, Dennis Straton. Com essa formação, em 1980, gravam o primeiro álbum, Iron Maiden. É também nessa época que surge o conhecido mascote Eddie, criado por Derek Riggs, presente em todas as capas dos álbuns e também nos shows da banda.

    Stratton deixou o Maiden para formar outra banda, o Lionheart. Em seu lugar entrou Adrian Smith que era vizinho e amigo de colégio de Dave Murray. O segundo LP, “Killers”, é gravado em 1981 e o Maiden entra em sua primeira turnê mundial, que dura 8 meses e passa por 15 países. Dessa turnê, que incluiu o Japão, sai o álbum ao vivo “Maiden Japan”. No final dessa turnê, Bruce Dickinson, que na época cantava no Samson, vem substituir Paul Di’anno - cuja voz não era suficiente para acompanhar o som da banda.

    Em 82, gravaram “The Number Of The Beast”, saindo para a segunda turnê mundial: 179 shows em 10 meses de estrada. Na volta pra casa, uma surpresa: em todo o mundo o álbum vendeu mais de 2 milhões de cópias rendendo dois discos de platina. No ano seguinte saiu “Piece Of Mind”. Na mesma época, Nicko McBrian entra para o Iron Maiden e assume a bateria. Em 85 estiveram no Brasil para a 1ª edição do Rock in Rio, levando milhares de fãs brasileiros à loucura.

    Vários álbuns, muitas turnês e o Maiden só crescia e fazia aparecer o heavy metal, conquistando fãs em todos os lugares. Mais mudanças aconteceram com o Iron Maiden: Janick Gers entrou no lugar de Adrian Smith. A chama do heavy metal só deu uma apagadinha quando lançaram o fraco “No Prayer For The Dying”, mas ela logo foi intensificada com o lançamento de “Fear Of The Dark”, de 1992.

    Em 1993 uma surpresa que assustou muitos fãs pelo mundo: Bruce Dickinson resolveu deixar o Maiden e se dedicar à sua carreira solo - muito bem sucedida diga-se de passagem. Quem assumiu os vocais foi Blaze Bayley, não muito bem aceito pelos fãs. Os álbuns que vieram na sequência mostram um Iron Maiden um pouco diferente. As opiniões se dividem, o Iron Maiden vem mais duas vezes para o Brasil: em 96 (Monsters Of Rock) e no final de 98.

    No início de 99, na onda das voltas clássicas - vide Black Sabbath e Kiss -, rolam boatos de que Bruce vai retornar à Donzela. Dizem também que a turnê que passou pelo Brasil foi a última com Blaze nos vocais. O fãs se agitam e em fevereiro vem a confirmação: Bruce está de volta. E não vem sozinho, traz consigo Adrian Smith e o Iron Maidem passa a ser um sexteto, com três guitarristas.

    O resultado dessa formação inédita é “Brave New World”, de 2000, um álbum clássico do Iron Maiden que traz tudo o que um fã deseja, desde a capa com o Eddie até as linhas de baixo empolgantes e o vocal agudo de Bruce Dickinson.

    Em Janeiro de 2001, a banda tocou no Rock In Rio III provando estar ainda em grande forma. Esse show foi registrado pela equipe técnica da banda e o resultado foi o lançamento do CD e do DVD “Rock In Rio”, em 2002. No ano seguinte o Iron Maiden anunciou as datas da turnê “Give Me Ed...’Til I’m Dead Tour” que rodou toda a Europa até Setembro, culminado no lançamento de mais um inédito.

    “Dance Of Death” agradou os fãs de longa data e conquistou mais alguns novos, mantendo a formação com três guitarristas. Em Janeiro de 2004, o Iron Maiden veio novamente ao Brasil, onde fez uma apresentação histórica no estádio do Pacaembu, em São Paulo. Essa turnê rendeu ainda o ao vivo “Death On The Road”, lançado em 2005.

    Em 2006, lançam “A Matter of Life And Death”, com uma proposta um tanto diferente. Mais sombria que o habitual, a música do sexteto traz elementos progressivos. Uma longa turnê sucede o lançamento.

    Ligações externas

    Iron Maiden Wasted Years

       

    (Mais videos do Iron maiden aqui)

    2007/7/28

    Raul Seixas

    Raul Seixas


    Nome completo: Raul Santos Seixas
    Origem(ns): Salvador, Bahia
    País de nascimento: Brasil  Brasil
    Data de nascimento: 28 de junho de 1945
    Data de morte: 21 de agosto de 1989
    Apelido: Raulzito
    Período em atividade: 1968 - 1989
    Instrumento(s): vocal, guitarra
    Gênero(s): rock and roll
    Gravadora(s): EMI
    Discos CBS
    Philips/Phonogram
    Som Livre
    Warner Musics
    Website: www.raulseixas.com.br

    Ir para: Biografias

     
    Raul Santos Seixas (Salvador, 28 de junho de 1945São Paulo, 21 de agosto de 1989) foi um cantor e compositor brasileiro, pioneiro do rock and roll. Também conhecido como o pai do rock and roll brasileiro.
     Biografia

    Filho do casal Raul Varella Seixas e Maria Eugênia Seixas, Raul cresceu numa Salvador um tanto estagnada, alheia aos progressos de uma modernidade que passava ao largo da capital baiana.

    Em casa obtém uma cultura que o faz adiantar-se àquilo que era ensinado nas escolas, mergulhando nos livros que tinha em casa, na biblioteca do pai. Até o final de sua vida, sempre foi avançado para sua época, o que é comprovado pelas músicas por ele compostas e que até hoje são executadas. Como seu parceiro musical Paulo Coelho já disse: "Raul Seixas não é passado, é presente! Futuro!".

    Primordios

    Seu gosto musical foi se moldando: primeiro, no rádio, acompanha o sucesso de Luiz Gonzaga, e nas viagens onde acompanha o pai (inspetor de ferrovia), ouve os matutos desfiarem repentes - e esta "raiz" nordestina nunca o abandonara.

    Num segundo momento, nas telas dos cinemas, encanta-se com o talento de Elvis Presley, de quem torna-se fã - e aponta-lhe o rumo musical: o Rock'n Roll. Sempre gostou também de clássicos do rock dos anos 50 e 60.

    Junto a alguns amigos de Salvador, monta um conjunto, "Os Relâmpagos do Rock", mais tarde "The Panters", e por último conhecido como "Raulzito e os Panteras". Fazem shows no estado, e a convite do amigo Jerry Adriani, vai para o Rio de Janeiro, gravar um disco pela gravadora Odeon, em 1967 - que foi um total fracasso.

    Após algum tempo, volta ao Rio, em 1970- 71, desta feita contratado por outra gravadora - a CBS (atual Sony BMG). Ali participa da produção de diversos artistas da Jovem Guarda, como Jerry Adriani, Leno e Lilian, entre outros.

    Mas Raul acaba se rebelando. Aproveitando a ausência do presidente da empresa, grava seu segundo LP (intitulado Sociedade da Grã-Ordem Kavernista Apresenta Sessão das 10), onde faz parceria com Sérgio Sampaio, à época um promissor sambista. O disco foi logo retirado do mercado - Isso lhe valeu a expulsão da CBS quando o presidente voltou. O disco então sumiu, "misteriosamente", do mercado.

    Em 1972 participa do VII FIC (Festival Internacional da Canção), promovido pela Rede Globo, e tem duas músicas classificadas, o que lhe deu projeção nacional.

     Sucesso e dor

    No ano de 1973, já contratado da Philips (atual Universal Music), grava o LP (Krig-Ha, Bandolo!) com o qual Raul alcançou finalmente o sucesso, estabelecendo a parceria com o hoje escritor Paulo Coelho.

    No ano de 1974, por divulgar a Sociedade Alternativa nas suas apresentações, acabou sendo preso e torturado pelo DOPS, exilando-se nos Estados Unidos. No entanto, o sucesso do seu LP Gîtâ e da música Gita, que lhe rendeu um disco de ouro, após vender 600.000 cópias, fazem-no retornar ao Brasil. Neste ano separa-se de sua primeira mulher, Edith Wisner, com quem teve uma filha.

    Em 1975, casa-se com Gloria Vaquer, e grava o LP "Novo Aeon".

    Em 1976, grava o disco "Há Dez Mil Anos Atrás", e tem sua segunda filha, Scarlet.

    Lançou mais outros três discos pela WEA (hoje Warner Music Brasil), a partir de 1977, que fizeram sucesso de público e desgosto na crítica. Por volta deste período, intensifica-se a parceria com o amigo Cláudio Roberto, com quem Raul comporia várias de suas canções mais conhecidas, como "Maluco Beleza", "O dia em que a terra parou", "Rock das Aranha", "Aluga-se" etc.

    A partir do ano de 1978, começa a ter problemas de saúde devido ao consumo de álcool. Neste ano, conhece Tania Menna Barreto, com quem se casa, após abandonar a segunda esposa.

    No ano de 1979, separa-se de Tania e conhece Angela Affonso Costa, a Kika Seixas, com quem se casa algum tempo depois.

    Ocaso

    No ano de 1980, assinando novamente contrato com a CBS, lançou apenas mais um álbum (Abre-te Sésamo) e rescindiu o contrato.

    Em 1981, nasce a terceira filha, Vivian, fruto de seu casamento com Kika.

    Seus dois discos seguintes ("Raul Seixas" - 1983 e "Metrô linha 743" - 1984) e o livro As Aventuras de Raul Seixas na Cidade de Thor fizeram sucesso, mas depois Raul teve as portas fechadas novamente, devido ao seu consumo excessivo de álcool e constantes internações para desintoxicação.

    Em 1985, separa-se de Kika Seixas. Faz um show, em 1 de dezembro deste ano, no Estádio Lauro Gomes, na cidade de São Caetano do Sul. Só voltaria a pisar no palco no ano de 1988, ao lado de Marcelo Nova.

    Conseguindo um contrato com a gravadora Copacabana, em 1986 (de propriedade da EMI), grava um disco que foi grande sucesso entre os fãs, (UAH-BAP-LU-BAP-LA-BEIN-BUM - 1987) estando presente até em programas de televisão, como o Fantástico. Nesta época, conhece Lena Coutinho, que se torna sua companheira. A partir desse ano, estreita relações com Marcelo Nova (fazendo uma participação no LP "Duplo Sentido", da banda Camisa de Vênus).

    Um ano mais tarde, 1988, já sozinho, faz seu último álbum solo (A Pedra do Gênesis). A convite de Nova, faz alguns shows em Salvador, após três anos sem pisar num palco.

    No ano de 1989, faz uma turnê com Marcelo Nova, agora parceiro musical, totalizando mais de 50 apresentações pelo Brasil.

    "Canto do cisne"

    O último disco lançado em vida foi feito em parceria com Marcelo Nova, intitulado "A Panela do Diabo", que foi lançado pela Warner Music Brasil dois dias antes da sua morte. Raul Seixas faleceu dia 21 de agosto de 1989, aos 44 anos. Seu corpo foi encontrado às oito horas da manhã, pela sua empregada, Dalva. Foi vítima de parada cardíaca: seu alcoolismo, agravado pelo fato de ser diabético, e por não ter tomado insulina na noite anterior, causaram-lhe uma pancreatite fatal. O LP " A Panela do Diabo" vendeu mais 100.000 cópias, rendendo ao Raul um disco de ouro póstumo, entregue à sua família e também a Marcelo Nova (parceiro de Raul, com quem gravou o LP), tornando-se assim um dos discos de maior sucesso do eterno Maluco Beleza.

    Principais sucessos

    Muitos dos fãs de Raul Seixas consideram uma das marcas mais fortes nas suas músicas a sua capacidade de, através de um estilo jovial e descontraído, transmitir mensagens ou fazer questionamentos sobre temas como o amor, a vida, e a existência em si.

    Das canções que Raulzito deixou, muitas foram aquelas que permaneceram eternizadas pelo gosto do público. Entre elas, Maluco Beleza, Metamorfose Ambulante, Sociedade Alternativa, Gîtâ, Eu nasci há 10 mil anos atrás e Medo da Chuva. Entre os fãs, costumam aparecer também outras músicas, entre elas, Ouro de Tolo, S.O.S., Mosca na Sopa, Tente Outra Vez, Eu Sou Egoísta, Para Nóia, Água viva, e Cachorro-Urubu.

    Discografia

     Álbuns póstumos

    Álbuns ao vivo

    Caixas

    • 1995 - Série Grandes Nomes: Raul (Caixa com 4 CDs e livreto ilustrado)
    • 2002 - Maluco Beleza (Caixa com 6 CDs e livro ilustrado)

    Ligações externas

    Vídeo

    Raul Seixas - Eu Nasci Há 10 Mil Anos Atrás

         

      

    Imagens

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    2007/7/23

    Elvis Presley

     

                                   

                    

     Biografias


    Um dos maiores fenômenos da música de todos os tempos. Uma das personalidades mais conhecidas em todo o mundo.

    Elvis Presley

    Elvis Presley (1970)
    Nome completo:
    Elvis Aaron Presley
    Origem(ns):
    Americana e Européia (Irlanda ou Escócia)
    País de nascimento:
    EUA
    Data de nascimento:
    8 de janeiro de 1935
    Data de morte:
    16 de agosto de 1977
    Apelido:
    O rei do rock
    Período em atividade:
    amadora: (jul 1953 - jun 1954)
    profissional: (jul 1954 - ago 1977)
    Instrumento(s):
    Guitarra, Violão, Piano e Baixo
    Gênero(s):
    Rock, R&B, Blues, Gospel, Country, Música romântica.
    Gravadora(s):
    Sun Records, RCA, Sony/BMG
    Website:
     
     Possui uma legião de fãs que qualquer outro artista nem sonha em conseguir. Conhecido simplesmente como “Rei”. Isso é Elvis Presley. Isso é Rock N’Roll.

    Nascido no dia 8 de janeiro de 1935, em Tupelo, Mississipi, Elvis Aaron Presley cresceu numa família religiosa e começou a cantar desde criança nos corais das igrejas. Aos oito anos de idade venceu seu primeiro concurso de calouros e três anos depois já aprendia os primeiros acordes de guitarra.

    Em 1948, sua família muda-se para Memphis e Elvis trabalha em várias lugares, de porteiro de cinema até motorista de caminhão. Em 1953, visita o Memphis Recording Service, um selo da Sun Records, e grava duas músicas para presentar sua mãe. Eram elas “My Happiness” e “That’s When Your Heartaches Begin”. O desempenho do cantor atraiu a atenção da gravadora e ele é contratado como músico de estúdio.

    No ano seguinte, gravou o primeiro compacto com fins comerciais e começou a chamar a atenção da mídia com o seu potencial. O empresário Tom Parker levou Elvis para a ‘major’ RCA onde gravou seu primeiro grande sucesso, o EP “Heartbreak Hotel”. O disco entra no topo da parada da Billboard e após uma apresentação no programa de TV de Ed Sullivan, Elvis já era o novo herói americano.

    Enquanto os mais velhos e conservadores se chocavam com a maneira ousada e indecente do cantor dançar, os mais jovens viam nele o símbolo de rebeldia, de libertação. Os ‘hits’ vieram um atrás do outro: “Blue Suedes Shoes”, “Hound Dog”, “All Shook up”, “Don’t Be Cruel”, assim corno os primeiros filmes – “Love me Tender”, “Loving You”, “Jailhouse Rock”, “King Creole”.

    Em 1958, foi convocado e passou dois anos no Exército, onde conheceu sua futura esposa, Priscilla Beaulieu. Durante os próximos sete anos, Elvis trabalhou apenas como ator, estrelando filmes como “Flaming Star”, “Foolow That Dream”, “Wild in the Country”.

    Em 1967, casou-se com Priscilla e, no ano seguinte, nasceu sua filha Lisa Marie. O cantor decide então que é hora de voltar aos palcos e, mesmo com as músicas mais lentas e românticas do que as que fazia no início de carreira, os shows de Elvis Presley continuam a ser disputadíssimos.

    Uma bem sucedida temporada no Hotel Internacional de Las Vegas, em 1969, preparou-o para grandes excursões por todo os Estados Unidos. No início da década de 70, foram lançados os documentários “Elvis: Thats the Way it ls” e “Elvis on Tour”, e o famoso especial de TV, que também virou disco, “Elvis: Aloha from Hawaii via Satélite”.

    O divórcio com Priscilla acontece em 1973 e o Rei viveu os três anos seguintes com a Miss Tennessee, Linda Thompson. Nessa época, Elvis teve vários problemas de saúde e excesso de peso, sendo hospitalizado mais de cinco vezes em quatro anos. Uma cirurgia para correção de um glaucoma secundário resultou em cegueira parcial, tornando-o dependente de vários remédios. Seu estado de saúde piorava a cada dia diante de todos mas ele se recusa a parar de cantar.

    Anuncia seu terceiro casamento, desta vez com a Miss Memphis, Ginger Alden, em dezembro de 1977. Porém, foi encontrado inconsciente e levado ao hospital em 16 de Agosto do mesmo ano. Horas depois, Elvis Presley foi declarado morto, vitíma de um ataque cardíaco. A necrópsia revelou a ingestão de onze drogas (entre elas morfina, valium e valmid), que causaram arritmia cardíaca no cantor. Elvis foi enterrado em Memphis mas por questões de segurança, a família transferiu seu caixão para Graceland, em 1982.

    É impossível avaliarmos a importância de Elvis Presley na música (especificamente no Rock) e o impacto que ele causou em toda uma geração. Suas roupas, seu topete, sua atitude, sua rebeldia, sua forma de dançar, suas músicas, seus filmes, ou seja, tudo em Elvis Presley fascina e é por isso que ele é conhecido até hoje como “Rei”.

     

      Polêmicas


    Drogas e medicamentos

     

    Um fato bastante polêmico até os dias atuais é sobre a questão se Elvis usava ou não drogas ilícitas como cocaina, maconha e etc. Provavelmente Elvis usou em algum momento de sua vida algumas dessas drogas citadas acima, mas aparentemente não se viciou em nenhuma delas. Além disso, Elvis também fumava cigarro esporadicamente, como pode ser visto em algumas fotos raras. O que está provado é que ele se viciou em medicamentos, perdendo totalmente o controle a partir dos anos 70, quando o dr. George Nickopoulos receitava abusivas doses de medicamentos para Elvis, culminando assim na sua morte em 77. O referido médico foi levado ao Tribunal em 1981, acusado de receitar a Elvis um tratamento médico "ultrajante", mas foi absolvido. O fato é que Elvis era uma pessoa altamente complexa em sua vida pessoal e artística, uma pessoa de temperamento difícil, transformava-se de um instante para outro de uma pessoa alegre, simpática e falante em uma pessoa carrancuda e até mesmo infeliz; era, segundo pessoas próximas, hipocondríaco, o que talvez explique sua paranóia pela leitura de bulas de remédios e a alta quantidade de remédios que ingeria, tinha problemas no cólon (descolamento), o que lhe causava horríveis dores, além de problemas no fígado, essas enfermidades deterioraram todo o seu organismo e provocaram o mal cardíaco culminando com sua morte. Segundo J. D. Sumner, Elvis relatou em certa ocasião que tinha a impressão que não alcançaria os 50 anos de idade, pelo fato de outros familiares terem falecido antes de completar essa idade.

     
    Elvis não morreu

    Uma outra polêmica envolvendo o nome de Elvis é a famosa frase "Elvis Não Morreu", surgida devido a repetitiva propaganda feita na TV brasileira, para a divulgação do filme de mesmo nome. Para alguns, essa frase tem um forte apelo comercial e de marketing, entretanto, muitos de seus fãs acreditam piamente que Elvis realmente ainda está vivo, ou, pelo menos, não morreu na data considerada oficial.

    Muitos afirmam que Elvis já foi visto em diferentes localidades e que existiriam várias coincidências em sua suposta morte que comprovariam uma certa armação. Muitos dos que não acreditam nessa hipótese de Elvis estar vivo, dizem que simplesmente é mais uma daquelas teorias conspiratórias.

    A frase igualmente tornou-se um jargão bastante difundido e usado pelos fãs e não-fãs de Elvis Presley em alusão a uma lenda urbana de que Elvis não teria de fato morrido e estaria vivendo numa ilha. A expressão também pode significar que Elvis é "imortal" na memória dos fãs.

     
    Mitos e lendas
     
    Alguns mitos e lendas foram sendo criados em torno do nome e imagem de Elvis Presley, principalmente depois de sua morte física. Abaixo uma relação de algumas mentiras que, segundo alguns, foram sendo desmascaradas com o passar dos anos.

    ·                         Um fato bastante comentado entre os fãs sempre foi sobre o suposto "pior show" de Elvis Presley que teria acontecido em 27 de Setembro de 1974 na cidade de College Park em Maryland. Rezava a lenda que Elvis estava mal de saúde, falava demais e cantava pouco, entretanto, esse "mistério" foi solucionado em 2006 com o lançamento do bootleg "Chaos In College Park", onde, segundo os ouvintes, mostra uma performance no geral de razoável para boa e até mesmo com momentos muito bons. Inclusive o título "chaos" foi avaliado como mentiroso e de mau gosto pelos fãs, afinal, o show não está associado a essa palavra, pelo contrário

    ·                         Outro mito que foi desfeito trata das últimas sessões de gravação em seu estúdio particular na mansão Graceland em fevereiro e outubro de 1976. Criou-se uma "imagem" de que Elvis estava de mau humor, com a voz fraca e cometia supostas falhas vocais, por isso os dois discos originados dessas sessões (From Elvis Presley Boulevard e Moody Blue) sofreram um excesso de overdubs. No entanto, o disco lançado pelo selo FTD chamado "The Jungle Room Sessions" do ano 2000 destruiu esses mitos na opinião dos fãs, mostrando um Elvis impecável como cantor e pelo menos, nas sessões, estava de bom humor, provando que Felton Jarvis, na opinião de alguns, teria sido um péssimo produtor, ao menos nestes trabalhos.
     
    Roupas dos espetáculos
    As mais famosas roupas de espetáculos de Elvis são chamadas de "jumpsuits", os macacões que Elvis utilizou em suas apresentações no período de 1969 até 1977. As primeiras roupas são avaliadas como bem simples. Grande parte desses trajes foram confeccionados a pedido de Elvis para que tivessem o aspecto de roupas de karatê, com o passar dos anos as suas roupas foram tomando formas mais extravagantes, sendo consideradas até feias por alguns. A sua jumpsuit mais famosa é a do show do Hawaii de janeiro de 1973, a "Aloha Eagle". Mas, antes mesmo desses macacões, Elvis ficou bastante conhecido por suas roupas extravagantes e até mesmo históricas, todas estão em exposição hoje em dia em Graceland; cada um desses macacões recebia um nome, entre eles podemos citar;

    ·                         Gold Suit ou The Gold Lame Suit: Foi usada em 1957 em alguns shows, a famosa "roupa dourada", como ficou conhecida entre os fãs brasileiros, se tornou capa de um disco de 1959 chamado Elvis Golden Records Vol.2.

    ·                         Black Leather Suit: Essa é a famosa roupa de couro preta do especial da NBC de 1968, ele só a utilizou nesse especial.

    ·                         Aloha Eagle: Esse é um dos mais famosos, foi usado no show histórico do Hawaii de 1973, entretanto, essa não foi a única ocasião que ele o utilizou, Elvis também o vestiu em outros concertos no ano de 1973 e começo de 1974.

    ·                         American Eagle: É por vezes confundido com o "Aloha", foi um macacão usado por Elvis em alguns espetáculos no ano de 1974, inclusive, nos shows de Los Angeles, no qual, a banda Led Zeppelin marcou presença, esse que é considerado um dos melhores momentos de Presley nos anos 70.

    ·                         Benifit: É um daqueles em que o seu formato difere bastante em relação aos demais, considerado por alguns, como um dos mais simples e bonitos, usado em 1975.

    ·                         Azteca: Esse é eleito por boa parte dos fãs, como um dos mais feios usados por Elvis em toda a sua carreira, ele o utilizou durante alguns espetáculos de 1975 e 1976.

    ·                         Blue Bicentennial e White Bicentennial: Possuem esse nome (Bicentennial), devido a uma homenagem que Elvis queria prestar aos duzentos anos de independência dos EUA em 1976.

    ·                         Indian Feather: Segundo fontes, era um dos preferidos do rei do rock, devido ao fato que ele o utilizou durante alguns espetáculos de 1975 até 1977.

    ·                         Mexican Sundial: Um dos macacões mais famosos de Elvis, ele o vestiu durante boa parte do ano de 1977, sendo bastante reconhecido devido ao fato dele ter servido de vestimenta durante os shows que se tornaram em especial de TV, o Elvis in Concert, também foi utilizado no último concerto de Elvis em 26 de junho do mesmo ano.

    ·                         Historic Suit: Esse, segundo dizem, seria o macacão que Elvis usaria na sua turnê de agosto de 1977, a qual nunca foi realizada, evidentemente devido a sua morte no dia 16 de agosto de 1977.

     
    A voz de Elvis
    Elvis dispunha de um registo vocal muito flexível e eclético para quem nunca teve aulas de canto ou mesmo ensino teórico convencional. Elvis, barítono, conseguia atingir 3 oitavas e, por vezes, atingir o registo vocal de tenores e baixos, talvez, devido a esses fatores, muitos conhecedores de sua obra, fãs propriamente, chamam-no de A Voz.

    Segundo aqueles que são ávidos de apresentações ao vivo de Elvis, principalmente da década de 70, ele demonstrava com maestria o seu poder vocal, e que até os dias atuais, ainda impressiona aqueles que não conhecem a sua carreira em sua forma mais abrangente; Elvis atingia em muitas de suas performances o chamado "dó de peito", que corresponde a nota músical "Sol 3", feita com voz de cabeça - como se fosse um falsete.

    Para surpresa de alguns iniciantes em sua vasta obra, Elvis já dava sinais de grande poder vocal já na década de 50, principalmente em notas graves, a gênese desse futuro fenômeno vocal se deu, na avaliação de alguns, no ano de 1957. Dando prosseguimento a sua evolução como intérprete, Elvis atingiria na década seguinte, uma maturidade vocal bastante elevada, tanto em notas graves e agora também, em notas agudas; um marco dessa evolução, seria o álbum How Great Thou Art, gravado em 1966 e lançado logo em seguida, no início de 1967.

    Elvis deu inicio a sua carreira profissional com apenas 19 anos de idade, portanto, o período de transição da adolescência para a fase adulta, a chamada puberdade, onde, a voz de Elvis estava em plena transformação, atingido assim a sua maturidade nos anos posteriores.

    Com o uso constante da voz, as pregas vocais vão se tornando mais resistentes, respondendo muito melhor e mais prontamente, permitindo assim ao cantor atingir notas mais agudas e melhorar a qualidade sonora como um todo, fazendo assim de sua voz um verdadeiro instrumento, como dizem que era o caso de Elvis Presley.

    O grande desafio de quem privilegia a extensão é a afinação, canto extremamente técnico, e Elvis conseguiu em várias oportunidades a conciliação difícil, segundo os especialistas. Uma das notas mais difíceis de se atingir é o "dó acima dó central", e Elvis atingiu muitas vezes em espetáculos ao vivo durante a década de 70, dito por especialistas.

    Com um extenso alcance vocal e sua técnica de certa forma operesca, principalmente na década de 70, Elvis Presley se notabilizou por ser um dos mais impressionantes exemplos do que um cantor pode fazer com sua voz, transformando-a em um verdadeiro instrumento, provocando até dúvida em algumas pessoas, com os seus ceticismos, se as performances são mesmo de autoria de Elvis. 

    Foto slide

      

    Historia de Elvis Presley 

         
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    2007/7/21

    Supla

     

    Ir para: Biografias

    Supla
    Supla
    Nome completo: Eduardo Smith de Vasconcelos Suplicy
    Origem(ns): São Paulo
    País de nascimento: Brasil
    Data de nascimento: 2 de abril de 1966
    Data de morte:
    Apelido: Papito
    Período em atividade: 1984 - Presente
    Instrumento(s): vocais
    Modelo(s) de instrumentos:
    Discos vendidos: {{{discos vendidos}}}
    Gênero(s): Rock
    Punk Rock
    Gravadora(s):
    Afiliação(ões): Metropolis
    Zig Zag
    Tokyo
    Mad Parade
    Nina Hagen
    Website: www.Supla.com.br


    Supla, nome artístico de Eduardo Smith de Vasconcelos Suplicy, (São Paulo, 2 de abril de 1966) é um músico brasileiro, filho da ex-prefeita de São Paulo Marta Suplicy e do senador Eduardo Suplicy. É irmão do também músico João Suplicy

     Biografia

    Iniciou sua carreira tocando versões do rock norte-americano e britânico das décadas de 50 a 70, entretanto, os estilos de suas composições estão mais ligadas ao punk e ao hardcore, e mais recentemente bossa nova.

    Supla é conhecido por sua personalidade marcante e por não se importar com a opinião da imprensa, tanto nas críticas ao seu trabalho como também em eventuais elogios. Supla foi vocalista de diversas bandas em sua carreira, o início se deu no "Metropolis", depois "Zig Zag" (que mas tarde se tornou a conhecida "Tokyo"), além do "Mad Parade". Ele também fez parceria com outros nomes importantes do cenário rock n'roll, entre eles podemos citar a alemã Nina Hagen.

    No começo da década de 90 participou de grandes festivais da música, como o Hollywood Rock e o famoso Rock in Rio, na sua segunda edição. Em 2001 voltou a participar do "Rock In Rio", agora já em sua terceira edição. Supla também se aventurou no cinema, participando de algumas incursões na sétima arte, contudo, não obteve muito êxito. No que se refere a sua participação televisiva podemos destacar algumas participações, como em uma mini-série e até mesmo uma telenovela.

    O "papito", apelido pelo qual ficou famoso no ano de 2001, passou boa parte dos anos 90 no ostracismo, até que no ano 2000 o programa "Piores clipes do mundo", da MTV Brasil, decidiu pela exibição do seu clipe "Green Hair", logo alçado a "obra-prima trash" pelo apresentador Marcos Mion. Supla de início reclamou ("nunca passa clipe meu, e quando passa é no 'Piores!'"), entretanto, acabou por aceitar essa fama de o "rei do piores".

    Devido á popularidade reconquistada, em 2001 Supla tocou no "Rock in Rio 3" e participou da primeira edição do Reality Show Casa dos Artistas, sendo considerado um dos grandes nomes da atração do SBT comandada por Silvio Santos. A sua popularidade no programa foi de tamanha repercussão que o seu álbum denominado "Charada Brasileiro" vendeu por volta de 600 mil cópias, um número elevado para a época, ainda mais se lembrarmos que era um disco vendido de forma alternativa. Nessa fase ele contava em seus shows com a banda "Holy Tree".

    É avaliado por alguns como uma pessoa rebelde, tanto no seu modo de vestir, considerado "diferente" do chamado padrão imposto pela sociedade, como também os seus cabelos espetados, bem ao "estilo punk", esses mesmos afirmam que o fato dele ser filho de políticos contribui para o suposto preconceito. Apesar disso, segundo seus fãs e alguns críticos, tem um bom timbre de voz e mostrou seu talento principalmente no disco "Bossa Furiosa", sendo elogiado pela crítica especilizada.

     Curiosidades
     
    • Em todas as suas entrevistas Supla sempre divulga o nome de Elvis Presley, um de seus maiores ídolos na música.
    • É considerado um dos grandes jogadores da história do Rockgol, onde fora apelidado por Paulo Bonfá de "Juninho Papito".

     Obra

     Discografia

    Videografia

    • Só na loucura (2005)

    Video-clipes

    • Humanos (Anos 80)
    • Psycho 69 (Anos 90)
    • Green Hair (Anos 90)
    • São Paulo (Anos 90)
    • Break the Ice (Anos 90)
    • Garota de Berlim (2002)
    • Bizness (2003)
    • Lingua Falou (2003)
    • De Janeiro a Janeiro (2003)
    • Cenas de Ciúme (2004)
    • Hawaii (2004)
    • Menina Mulher (2004)
    • Aquela Sexta (2005)
    • Tina (2005)
    • Imagine (2006)

    Televisão

    • Sex-Appeal - Minissérie (Globo) - 1993
    • Um Anjo Caiu do Céu - Novela (Globo) - 2001
    • Casa dos Artistas - Reality Show (SBT) - 2001
    • Familia MTV - Reality Show (MTV) - 2004
    • Uns Videos Lá Em Casa - (MTV) - 2005

    Filmografia

    • Rock Estrela - (Performer Tokyo - vocal) (1986)
    • Uma Escola Atrapalhada - Personagem: Carlão (1990)
    • Sua Excelência, o Candidato - Personagem: Texan (1992)
    • Eliana em O Segredo dos Golfinhos (2005)
    • O Filho do Máscara - Dublador (2005)
    • Poeta da Vila - Noel Rosa - Personagem: Mario Lago (ator e compositor)

     Prêmios

    • Troféu Imprensa (SBT) - Revelação da Televisão por sua participação na Casa dos Artistas (2001)
    • Troféu APCA (Associação Paulista dos Críticos de Arte) - Revelação da Televisão por sua participação na Casa dos Artistas (2001)
    • Prêmio Internet (SBT) - Revelação da Televisão por sua participação na Casa dos Artistas (2001)
    • Prêmio Internet (SBT) - Melhor Cantor (2001)

    Músicas

    Supla - Arrasa Bi

       

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    Ligações externas

     
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    2007/5/13

    Lobão


    Lobão (músico)
    Origem:Mister Dinamite.
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    Lobão, nome artístico de João Luís Woerdenbag Filho (Rio de Janeiro, 11 de outubro de 1957) é um cantor de rock e pop brasileiro - e, como ele próprio prefere ser rotulado, é cantor de MPB, além de tocar bateria, guitarra e violão clássico. É reconhecido por ser genioso e pouco discreto ao falar sobre os outros. Como bem lembrou Gabriel, O Pensador em sua canção Festa da Música Tupiniquim: "o Lobão até agora não falou mal de ninguém".

    Sua carreira é marcada por grandes parcerias como Cazuza e Júlio Barroso, mas, em contrapartida, tem inimizades pelos grandes atritos gerados ao expor sua opinião. É autor de Me Chama, uma das canções mais regravadas de todos os tempos.

    Sua carreira começou aos dezessete anos, depois de sair de casa para se tornar músico profissional. Participou de uma peça teatral e em seguida formou uma banda: Vímana, da qual faziam parte Lulu Santos, Ritchie, Luis Paulo e Fernando Gama. Três anos depois, com o fim do grupo, Lobão seguiu sua carreira de baterista, tocando com Luiz Melodia, Walter Franco e Marina Lima. Fundou a banda Blitz com Evandro Mesquita, Fernanda Abreu e outros, mas por divergências ideológicas, saiu do grupo antes mesmo do sucesso comercial. Foi Lobão quem deu o nome à banda, às vésperas de um show, após uma indecisão do grupo. Deu certo.
    Lobão começa sua carreira solo com o lançamento de Cena de Cinema, em 1982. Em seguida forma a banda "Lobão e os Ronaldos" (que tinha na sua formação a cantora e tecladista holandesa Alice Pink Pank, ex-Gang 90 e as Absurdettes)), que lança Ronaldo Foi Pra Guerra. Apesar do estrondoso sucesso de "Me Chama", a banda tem uma vida curta e Lobão segue carreira solo mantendo alta rotatividade na mídia, lançando o single Decadence Avec Elegance (1985) e o álbum O Rock Errou(1986), do qual "Revanche" se torna o carro-chefe. Logo após seu lançamento, Lobão é preso por porte de drogas, passando um ano na cadeia. Ali ele desenvolve o disco Vida Bandida, voltando aos holofotes. Depois de um flerte com o samba-rock (mal-sucedido) e participações nos festivais Hollywood Rock e Rock in Rio II (onde recebeu uma vaia histórica), Lobão passa um período fora da mídia.
    Suas atitudes polêmicas voltariam a ter evidência em 1999 depois de seu rompimento com as gravadoras e o lançamento de A Vida é Doce num esquema inédito, com distribuição pela internet, bancas de jornais e lojas de departamento.
    Após o sucesso da vendagem e de crítica com seus discos independentes "A Vida é Doce"(1999) e "2001: Uma Odisséia no Universo Paralelo" (2001), lançou a revista Outracoisa, através da qual lança bandas e músicos de maneira independente, tais como Cachorro Grande, B.Negão e Arnaldo Baptista. Seu último disco, lançado em 2005, o "Canções Dentro da Noite Escura", foi também lançado pela revista com tiragem inicial de 20.000 exemplares.
    A partir de 2005, Lobão se envereda pela televisão, onde apresenta o programa Saca Rolha, na PlayTV, junto com o multimedia Marcelo Tas e a modelo Mariana Weickert. Os três recebem todos os dias, de segunda à sexta, um convidado para juntos debaterem os grandes temas nacionais e internacionais.
    Em abril de 2007 é lançado o álbum Acústico MTV, que, como o próprio Lobão carcterizou, foi uma seleção "parcial" de sucessos do músico, contando, inclusive, com a participação especial do grupo lançado pela revista Outracoisa, Cachorro Grande.
     
     Discografia:
     
    • Cena de Cinema (1982)
    • Ronaldo foi pra Guerra (1984)
    • O Rock Errou (1986)
    • Vida Bandida (1987)
    • Cuidado! (1988)
    • Sob o Sol de Parador (1989)
    • Vivo (1990)
    • O Inferno é Fogo (1991)
    • Nostalgia da Modernidade (1995)
    • Noite (1998)
    • A Vida é Doce (1999)
    • 2001: Uma Odisséia no Universo Paralelo (2001)
    • Canções Dentro da Noite Escura (2005)
    • Acústico MTV (2007)
    Lincks: 
     

     

    Lobão (Rock do Diabo, Raul Seixas)

       

     
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    2007/5/5

    Abba

    Origem: Mister Dinamite.

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    ABBA

    Origem Estocolmo
    País Suécia
    Período 1972 - 1982
    Gênero(s) rock
    europop
    pop
    disco
    Gravadora(s) Polar Music
    Atlantic Records
    Epic Records
    Universal Music
    Polydor Records
    Integrantes
    Ex-Integrantes Benny Andersson, Agnetha Fältskog, Anni-Frid Frida Lyngstad, Björn Ulvaeus
    Página oficial www.abbasite.com
    O ABBA foi um grupo sueco de pop formado por volta de 1970-1972 pelos músicos e compositores Björn Ulvaeus e Benny Andersson, e as vocalistas Agnetha Fältskog e Anni-Frid Lyngstad (também chamada Frida). Foi o grupo musical sueco de maior sucesso mundial, dominando as principais paradas ao redor do globo entre a metade da década de 1970 e o início dos anos 1980. Em Abril de 1999, na abertura do musical "Mamma mia!" em Londres, os ABBA foi mostrado como tendo aproximadamente 360 milhões de álbuns vendidos no mundo inteiro, segundo a Polar Music e Universal Records. "Mamma mia!" já foi visto por mais de 35 milhões de espectadores em todo o mundo (actualmente encontra-se em exibição permanente em mais de dez cidades, entre elas Las Vegas, Tóquio, Hamburgo, Londres, Dublin, Nova Iorque, Toronto e Seul). Ele é actualmente o espetáculo musical mais visto em todo o mundo, tendo ultrapassado o número de espectadores de qualquer musical de Andrew Lloyd Webber (como o Cats). Só em Londres já foi visto por mais de quatro milhões de espectadores. Com a grande venda do álbum ABBA Gold, o álbum com maior número de vendas de todos os tempos (mais de quarenta milhões de cópias vendidas), estima-se que, actualmente (2006), tenha vendido mais de 385 milhões de álbuns do grupo. É considerada a segunda banda mais famosa de todos os tempos, depois dos Beatles.
    O nome da banda é um acrônimo formado pelas primeiras letras do nome de cada um dos integrantes (apesar de ser também uma marca de arenque enlatado que existia na Suécia). De 1976 em diante, o primeiro B no logo da banda passou a ser escrito invertido em todos os materiais promocionais relacionados.

     
     
    História
     
    Pré ABBA

    Benny Andersson era membro da banda sueca de pop/rock Hep Stars, muito popular na Suécia durante os anos 1960 - com direito a um enorme séquito de fãs, especialmente entre as adolescentes. Enquanto isso, Björn Ulvaeus era o líder de uma banda skiffle chamada Hootenanny Singers. Depois de se cruzarem algumas vezes em estúdios e concertos, Benny e Björn decidiram tentar compor juntos. Uma das canções compostas, "Isn't It Easy To Say", tornou-se um hit para os Hep Stars, fazendo com que Björn participasse em alguns dos concertos. Chegou a ser sugerido que as duas bandas se fundissem, mas nunca aconteceu.
    Stig Anderson, empresário e produtor dos Hootenanny Singers e fundador da Polar Music, acreditou que Benny e Björn teriam um maior potencial se trabalhassem juntos e encorajou-os a compor mais canções. Foi produzido o álbum Lycka ("Felicidade"), lançado pela mesma Polar Music.
    Agnetha Fältskog era a integrante mais jovem dos ABBA e um fenómeno por si só, tendo composto e interpretado sucessos suecos ainda na adolescência, além de ter feito o papel de Maria Madalena na montagem local de Jesus Christ Superstar. Compondo, gravando sucessos e fazendo turnês pela Suécia, inevitavelmente acabaria por se encontrar com os Hootenanny Singers numa das suas viagens, e apaixonou-se por Björn. O casamento dos dois, em 1971, foi considerado o casamento do ano na Suécia.
    Anni-Frid Frida Lyngstad era uma cantora que decidiu participar numa competição de talentos, vencendo o torneio. Na época, a Suécia estava a mudar a direcção do trânsito do lado esquerdo para o direito e foram transmitidos uma série de concertos para que as pessoas ficassem em casa e não enfrentassem as estradas na noite da mudança. Convidada para se apresentar na TV com sua canção, a sua carreira musical decolou. Pouco tempo depois, conheceria Benny Andersson e começariam uma relação. Benny convidou-a para cantar com Agnetha no álbum Lycka (mas as duas cantoras não foram creditadas).
     
    O início
    No começo dos anos 1970, apesar de estarem casados, Björn e Agnetha tinham carreiras musicais separadas. Mas Stig era ambicioso e estava determinado a entrar no mercado internacional, algo a que artistas suecos até então não estavam acostumados. Em 1972 ele encorajou Björn e Benny a comporem a canção "Say It With A Song", que conquistou o terceiro lugar no Festival Eurovisão da Canção na voz de Lena Anderson. O sucesso dessa canção em vários países, porém, convenceu o produtor Stig Anderson de que estavam no caminho certo.
    Björn e Benny continuaram a compor e fizeram algumas experiências com novos tipos de som e arranjos vocais, que chegou a alcançar algum sucesso no Japão. Uma das canções que eles escreveram foi "People Need Love", com vocais das mulheres que agora tinham muito mais destaque do que anteriormente. Todos os envolvidos se entusiasmaram com o novo som e Stig lançou a canção como um single, creditado a Björn & Benny, Agnetha & Anni-Frid. O disco alcançou a décima-sétima posição nas paradas suecas, o suficiente para convencer a todos de que eles alcançariam alguma coisa.
    No ano seguinte eles decidiram tentar de novo o Festival Eurovisão da Canção, agora com a canção "Ring Ring". O trabalho no estúdio foi conduzido por Michael B. Tretow, que experimentou novas técnicas de produção e deu origem a um som totalmente novo para o ABBA. Stig providenciou que Neil Sedaka e Phil Cody traduzissem a letra para o inglês, e eles estavam confiantes de que seria um ganhador certeiro - mas, mais uma vez, terceiro lugar. Apesar disso, o pseudo-grupo lançou um álbum chamado Ring Ring, ainda com a estranha denominação Björn, Benny, Agnetha & Frida. O disco vendeu bem, e o compacto de "Ring Ring" foi um hit em diversas partes da Europa - mas Stig acreditava que o verdadeiro sucesso só poderia vir com um hit nos Estados Unidos ou na Inglaterra. Por essa época, Stig - cansado de nomes estranhos - também já havia começado a se referir ao grupo simplesmente como ABBA.
     
    Festival Eurovisão da Canção
    Em 1974, novamente eles participaram do Festival Eurovisão da Canção - agora inspirados pelo glam rock que crescia na Inglaterra. "Waterloo" era uma faixa assumidamente glam, produzida por Michael B. Tretow com os mesmos aparatos. Bem mais experientes, eles agora estavam melhor preparados para o concurso e tinham em mãos um álbum completo (e já lançado) quando o concerto aconteceu em Brighton, na Inglaterra. A canção fez com que pela primeira vez os britânicos parassem para prestar atenção no grupo.
    "Waterloo" foi a primeira canção do ABBA a alcançar o primeiro lugar na Inglaterra (também foi lançada nos Estados Unidos, chegando à sexta posição). Mas a empolgação do momento não se manteve, e os compactos seguintes "So Long" e "Honey Honey" não se saíram tão bem. Somente com o lançamento do segundo álbum, ABBA, e o compacto "SOS" o grupo mostraria os primeiros sinais de que estavam destinados a mais sucesso. "SOS" firmou de vez o ABBA nas paradas inglesas, onde a canção ficou entre as dez mais - e desvinculou o grupo da imagem de banda de um único sucesso.
    Mas o sucesso maior viria em 1975, com praticamente todos compactos entrando nas paradas, situação que ficou ainda melhor quando "Mamma Mia" chegou ao primeiro lugar na Inglaterra, em janeiro de 1976. Nesse meio tempo, a banda lançou o álbum Greatest Hits, apesar de só possuir cinco canções entre as quarenta mais tocadas nas paradas da Inglaterra e dos Estados Unidos. O disco incluía "Fernando" (uma versão anterior havia sido gravada em sueco por Anni-Frid, em 1975, no álbum solo Frida Ensam), exceto nas versões suecas e australianas da compilação. Na Suécia, a canção teria que esperar até o lançamento de The Singles - The First Ten Years, em 1982, para surgir cantada em inglês e creditada ao ABBA. Na Austrália, a faixa foi incluída na versão local do álbum Arrival, de 1976.
    O novo álbum, por sinal, representou um novo nível de complexidade e comprometimento tanto nas composições quanto no trabalho realizado em estúdio pelo ABBA. De Arrival, surgiram vários sucessos, um após o outro, como "Money, Money, Money", "Knowing Me, Knowing You" e "Dancing Queen", o sucesso mais duradouro e conhecido mundialmente. Na época do lançamento, o ABBA já era extremamente popular na Inglaterra, em boa parte da Europa e também na Austrália (que, de certa maneira, quase adotou o ABBA), mas ainda era pouco reconhecido e tocado nos Estados Unidos. "Dancing Queen" foi o único sucesso do ABBA a atingir a primeira posição nas paradas daquele país.
    Em 1977, o novo disco ABBA: The Album foi lançado para coincidir com o lançamento de ABBA: The Movie, um registro da turnê australiana do grupo. O álbum foi recebido pelos críticos um pouco mais friamente, mas mesmo assim deu origem a vários sucessos, incluindo "The Name Of The Game" e "Take A Chance On Me", que atingiram o topo das paradas na Inglaterra. The Album também trazia a conhecida "Thank You For The Music", que em 1983 seria lançada como compacto na Inglaterra, além de ter sido lado B de Eagle nos lugares onde esta última foi lançada como compacto.
     
     Últimos momentos
    Em 1978, o ABBA já gozava da fama de super astros. Naquele ano, o grupo lançou um compacto isolado, "Summer Night City", contendo a última canção deles a alcançar o primeiro lugar na Suécia. O compacto chegou próximo do topo nas paradas inglesas, mas deixou o terreno preparado para a jogada disco do ABBA com o lançamento de Voulez-Vous, na primavera de 1979. Este álbum marcou uma leve diminuição da popularidade do grupo na Inglaterra e na Europa, mas trouxe a eles mais atenção por parte dos Estados Unidos. Mesmo assim, os sucessos que alcançaram as paradas foram vários, incluindo "Chiquitita", "Does Your Mother Know", "Voulez-Vous" e "I Have A Dream". Ainda naquele mesmo ano, o grupo lançou uma nova coletânea de sucessos, Greatest Hits Vol. 2, que trazia uma faixa exclusiva - "Gimme! Gimme! Gimme! (A Man After Midnight)", uma canção do grupo no estilo disco. Ainda em 1979, o ABBA faria uma turnê pelos Estados Unidos e pelo Canadá, tocando para públicos colossais, com enorme sucesso - mas talvez um pouco tarde demais.
    O lançamento de 1980, Super Trouper, trouxe e apresentou ao público uma grande mudança no estilo do ABBA, com uma presença maior de sintetizadores e letras mais pessoais. O álbum bateu um recorde na Inglaterra em relação à pré-venda. Mais de um milhão de cópias haviam sido reservadas antes mesmo do lançamento. A expectativa havia sido originada por "The Winner Takes It All", o oitavo número um do grupo na Inglaterra (o primeiro desde 1978). Também ajudou para isso a letra da canção, escrita por Björn e fortemente inspirada na separação dele e de Agnetha. Pela primeira vez uma canção do ABBA falava de um assunto tão particular e também apresentava um clima de melancolia tanto na letra quanto na canção.
    O compacto seguinte do disco Super Trouper também chegou ao primeiro lugar. Outra faixa do álbum, "Lay All Your Love On Me", foi lançada em 1981 como compacto de 12" somente em alguns lugares e, assim como Super Trouper, chegou ao topo das paradas estado-unidenses. Uma coletânea de sucessos cantada em espanhol foi gravada também nesta época. "Gracias Por La Musica" inclusive vendeu muito bem na América Latina.
    O último álbum de estúdio do ABBA, The Visitors, de 1981, mostrava uma maturidade maior nas composições e também uma seriedade maior nos temas tratados, apesar da qualidade musical permanecer a mesma. Além da faixa título "The Visitors", que citava comunismo na União Soviética, as canções falavam sobre envelhecer, perda da inocência, um pai que observa seu filho crescer e outros assuntos semelhantes. As melodias e os arranjos ainda eram contagiantes, mas a mudança de estilo se refletiu numa queda nas vendas. O último compacto de grande sucesso mundial foi "One Of Us", que explodiu em dezembro de 1981.
    Embora a imagem do grupo nessa época fosse a de uma banda em declínio, o ABBA ainda atraia grandes multidões, principalmente na Europa, e até poderia ter seguido em frente se não fosse a tragédia pessoal da banda. Agora os dois casais estavam divorciados, situação que se refletia em canções como "The Winner Takes It All" e "One Of Us".
    No verão de 1982 os integrantes da banda se reuniram para gravar um novo álbum, mas acabaram se decidindo pelo lançamento de um álbum duplo com todos os sucessos. Foram incluídas apenas duas novas canções, "Under Attack" e "The Day Before You Came", a última canção gravada em conjunto pelo ABBA.
    O disco duplo The Singles: The First Ten Years chegou ao primeiro lugar nas paradas de discos inglesa e também foi um sucesso mundial. Outras duas faixas foram gravadas no mesmo ano, "I Am The City" e "Just Like That". Apesar das gravações terem sido finalizadas, somente "I Am The City" foi lançada comercialmente, em uma coletânea de 1993. E apesar dos insistentes pedidos dos fãs, Björn e Benny ainda não se decidiram a lançar "Just Like That".
    À medida em que os integrantes começaram a buscar novos projetos, o grupo foi gradualmente se afastando definitivamente. Benny e Björn colaboraram com Tim Rice na composição do musical Chess. Agnetha e Frida partiram para carreiras-solo.
     
     Pós ABBA
    Frida casou-se em 1992 com o príncipe da Suíça Ruzzo Reuss, que morreu de câncer em 1999. Mora na Suíça, e em 2004 gravou um compacto com Jon Lord chamado "The Sun Will Shine Again". Agnetha casou-se com um cirurgião sueco em 1990, mas a união durou apenas dois anos. Atualmente mora em uma ilha em Estocolmo. Em 2004 lançou o novo álbum My Coloring Book. Björn casou-se com Lena Kallersjö em 1981, e com ela teve duas filhas: Ana e Emma. Atualmente trabalha com Benny no musical Mamma Mia! e mora em Londres. Benny é casado com Mona, e com ela teve Ludvig. Também mora em Londres.
    Em 2000 o grupo recebeu uma proposta de um bilhão de dólares para reunir-se novamente. Björn em uma entrevista declarou que eles não voltariam nem que o valor fosse dobrado. Ele acha que os fãs ficariam decepcionados com uma volta do ABBA. Diz que "Nós amadurecemos, temos vidas diferentes e tornamo-nos grandes amigos". Em finais de outubro de 2005, durante a comemoração do 50º Festival Eurovisão da Canção, realizada em Copenhague, Dinamarca, a canção "Waterloo" foi considerada a melhor de todas pelos espectadores europeus, entre mais de mil canções.
     
     Integrantes
    • Benny Andersson
    • Agnetha Fältskog
    • Anni-Frid Lyngstad
    • Björn Ulvaeus
     
    Discografia
     
     Álbuns de estúdio
    • Ring Ring (1973)
    • Waterloo (1974)
    • ABBA (1975)
    • Arrival (1976)
    • ABBA - The Album (1977)
    • Voulez-Vous (1979)
    • Super Trouper (1980)
    • The Visitors (1981)
     
     Compilações
    • 1975 - Greatest Hits
    • 1979 - Greatest Hits vol. 2
    • 1980 - Gracias Por La Música
    • 1982 - The Singles - The First Ten Years
    • 1986 - ABBA Live
    • 1992 - ABBA Gold - Greatest Hits
    • 1993 - More Abba Gold - More Abba Hits
    • 1994 - Thank You For The Music
    • 1999 - ABBA ORO - Grandes Exitos
    • 2001 - The Definitive Collection
    • 2005 - The Complete Studio Recordings
    • 2006 - ABBA Number Ones
     
    Videografia
     
     DVDs
    • 1999 - The Winner Takes It All
    • 2003 - The Definitive Collection
    • 2003 - ABBA Gold
    • 2003 - ABBA In Concert
    • 2004 - The Last Video
    • 2004 - Super Troupers
    • 2005 - ABBA The Movie
    • 2006 - ABBA 16 HITS
    • 2006 - ABBA Number ones
     
     Ligações externas

    Abba - Dancing Queen

     

     
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    2007/4/30

    Little Richard

    Little Richard

    Little Richard nasceu Richard Wayne Penniman no dia 5 de dezembro de 1932 em Macon, no estado da Georgia. Terceiro de uma família de doze irmãos, era o filho preterido pelo pai e que sofria deboches dos irmãos por já demonstrar uma sensibilidade típica do que é costumeiramente chamado de mariquinhas. Teve uma infância triste, afastado dos garotos de sua idade, também por causa de um defeito na perna esquerda, mais curta que a direita, o que impedia que ele brincasse normalmente. Aos sete anos sapateava nas ruas para ganhar trocados, aos oito ganhou um concurso local de talentos. Como a maioria dos negros de sua época, aprendeu a cantar em uma igreja evangélica, e no processo aprendeu também a tocar o piano. Cansado de ser motivo de deboche, fugiu de casa aos 14 anos para se juntar a um grupo de músicos andarilhos chamados de Dr. Hudson's Medicine Show, trabalhando como cantor, dançarino e pianista. Richard Penniman mudou seu nome para Little Richard, o "Little" (pequeno) em função de quê, segundo ele, "todos os bluseiros que ele conhecia usavam 'Little' no nome" como Little Walter. Uma vez em Alabama, passou a viajar com Sugar Foot Sam em outro típico Medicine Show, um show de variedades que no final tentava lucrar com a venda de algum remédio, geralmente um tônico feito de ervas.

    Em 1951, ganhou um concurso de talentos no 81 Theater, na cidade de Atlanta, capital do seu estado Georgia, o que lhe permitiu gravar seu primeiro disco pela gravadora Victor (antes de se unir à RCA), um compacto que não provocou nenhuma mudança em sua vida artística. Ele, a esta altura, estava lavando pratos em uma lanchonete ligada a uma estação de ônibus. Teve a oportunidade de gravar um segundo compacto que igualmente não lhe trouxe maiores perspectivas. Mesmo assim, tinha montado uma banda própria, para apresentações ocasionais à noite.

    Em 1952 juntou-se ao grupo Tempo Toppers, capitaneado por Raymond Taylor e baseado em Nova Orleans, com apresentações constantes no Club Tijuana. Entre 1953 e 54 gravaram quatro músicas para o selo Peacock, em Houston, inicialmente como The Tempo Toppers e depois já como Little Richard and the Deuces of Rhythm. Entre essas gravações, principalmente durante o ano de 1953, Little Richard voltou a sua cidade natal trabalhando fora do âmbito artístico, novamente como Richard Penniman, onde casou e teve um filho.

    Em 1955, já com uma nova banda, sua música demonstrava fortes influências não só do gospel que ele trazia da Georgia mas também do rhythm & blues de gente como Roy Brown, Jay Hawkins e Fats Domino. Sua postura artística também já amadurecera para incluir um topete imenso e uma maquiagem facial pesada. Lloyd Price, autor de, entre outras preciosidades, "Lawdy Miss Clawdy", ao assistir a uma apresentação, sugeriu que Richard mandasse uma demo para a Specialty Records. A gravadora ficou satisfeita e Richard assinou um contrato, mas a primeira sessão deixou a desejar. Em um intervalo para o almoço, ao ver um piano em um canto da lanchonete, Little Richard, com sua eterna necessidade de chamar atenção, sentou-se ao piano e começou a tocar uma canção extremamente obscena para a época e cheio de seus "woooo's", que se tornaria parte de sua marca ou assinatura musical. "É isso que queremos nos seus discos", falou o produtor, e assim, surgiu a canção "Tutti Frutti", gravada com uma letra menos picante. E Little Richard nasceu para o mundo. A letra original dizia: A wop bop a loo mop, a good goddam! Tutti Frutti, good booty! (boa bunda).

    Pela Specialty Records, entre 1956 e 57, Richard gravou diversas músicas que viriam a ser clássicos do rock de todos os tempos, como “Long Tall Sally”, “Rip It Up”, “Tutti Frutti”, “The Girl Can't Help It”, “Good Golly Miss Molly”, “Slippin' and Slidin'”, “Jenny, Jenny”, “Keep a Knockin'” e “Lucille”, entre outras. Participou de filmes como “The Girl Can't Help It”, “She's Got It” e “Mister Rock And Roll”, que reforçaram sua imagem e ajudaram a divulgar sua música internacionalmente. É apenas justo que parte do seu sucesso seja também creditado à sua banda, composta de excelentes músicos de Nova Orleans, como Lee Allen no sax tenor, Alvin Tyler no sax barítono e de seu baterista favorito, Earl Palmer, que gravou e excursionou com ele por quase toda a carreira.

    Vocalista mais virtuoso da primeira fase do rock and roll, Little Richard influenciou com seus falsetes, seu piano e seu temperamento extrovertido, os grandes nomes da história do rock, de Paul McCartney a Robert Plant, de Jerry Lee Lewis a Billy Preston, de Otis Redding a Freddie Mercury, de Elvis Presley a Prince. Sua performance explosiva e insinuação em palco agitavam e levavam o público à loucura, chegando a causar tumultos. Sempre o centro das atenções, sua música ajudou a promover a desmistificação entre brancos e negros, uma vez que os jovens brancos passaram a invadir os espaços reservados aos negros, diretamente em frente ao palco, para dançarem juntos. Assim, jovens brancos puderam perceber melhor a discrepância do tabu racial vinda dos mais velhos e em que eram obrigados a acreditar.

    Excursionou durante esse período não somente por todo os Estados Unidos, de costa a costa, como também foi um dos primeiros artistas a levar o rock 'n' roll para a Austrália. Durante sua viagem de volta desta excursão, a meses depois do acidente mortal de outra lenda, Buddy Holly, seu avião teve problemas e Richard em pânico implorou a Deus que, se ele sobrevivesse, largaria a vida artística e voltaria suas energias para espalhar a palavra de Deus. Ele diria depois que o chamado já estava lhe incomodando fazia tempo e que entendeu o incidente no aeroplano como um ultimato de Deus.

    Após terminar alguns compromissos restantes, Little Richard abandonou a profissão em 1958, tornando-se novamente Richard Penniman, e passou a cursar a Oakwood Collage Seminary School em Huntsville, Alabama, formando-se em 1961 como bacharel em Teologia. Foi ordenado ministro da Igreja Adventista do Sétimo Dia, renegando seu passado mundano e se afastando do show business. A gravadora Speciality não gostou nada desta decisão e procurou forçá-lo a se manter como performer, ameaçando-o à ter que assinar um acordo abrindo mão de todos os seus direitos sobre suas canções, como alternativa. Little Richard, porém, estava sério sobre sua crença religiosa e prontamente abriu mão de todos os direitos que detinha sobre sua música. Em 1961 gravou discos religiosos e excursionou pelo sul de igreja a igreja, pregando e cantando hinos religiosos.

    Mas Richard não conseguiu ficar mais de três anos longe do rock. Em 1962, viajou para Europa, onde em Hamburgo conheceu os Beatles, seguiu para o Oriente e depois para a Austrália. Em 1963 tocou na Inglaterra, a nova Meca do rock, para se juntar à excursão dos Everly Brothers, que incluía apresentações dos Rolling Stones e Bo Diddley. A TV Granada fez na ocasião, um especial sobre sua carreira. Os tempos mudaram mas as apresentações de Little Richard eram uma das poucas atrações da já velha guarda que ainda mantinha o público pulando. Com a Beatlemania e a posterior psicodelia, a maioria dos grandes astros da primeira fase caíram no esquecimento, como coisa do passado. Mas Richard ainda voltou para a América e fez temporada em Chicago, no City Opera House. Em 1964, bandas como os Beatles e os Rolling Stones, com diversas entrevistas fazendo questão de frisar a importância dos artistas negros americanos na sua música, ajudaram Little Richard a conseguir um hit moderado com a canção "Bama Lama Bama Loo".

    Em 1965 fez temporada no Paramount Theater de Nova York. É neste período que Little Richard teve como guitarrista um desconhecido Jimi Hendrix, acorrentado pela obrigação de tocar de modo simples, com afinação tradicional e sem distorção de qualquer espécie. Hendrix foi dispensado pouco antes de Little Richard seguir para uma excursão européia. Eternamente tentando reconquistar o novo público jovem, esses anos, em sua maioria, foram bastante frustrantes para esse gigante do passado. Ainda mais quando cálculos concluíam que até 1968 ele já havia vendido cerca de US$32 milhões em discos ao redor do mundo, nenhum centavo deste dinheiro indo para seu bolso.

    Foi somente em 1969, após a psicodelia, com uma onda de revalorizar o rock simples do passado, que Little Richard conseguiu novamente atenção. Entre todos os velhos roqueiros que reapareceram neste "revival", como Gene Vincent, Everly Brothers, Fats Domino e Chubby Checker, entre tantos outros, Little Richard e Chuck Berry foram os únicos a realmente sobressair. É só a partir desta fase que Richard passa a ser visto como uma autêntica mega-estrela de todos os tempos pelo público americano. Ele se auto-pronunciou o "Arquiteto do Rock", seguido por outros títulos como “O Criador”, “O Emancipador”, “O Inventor”, e é claro, nada menos do que "O Verdadeiro Rei do Rock 'n' Roll". Outro apelido curioso que ele recebeu foi "O Liberace de Bronze". Richard ainda conseguiu em 1970 outro hit moderado com "Freedom Blues". Passou o restante da primeira parte da década de 70 aparecendo em "talk-shows", dando entrevistas e fazendo pequenas apresentações em eventos nostálgicos.

    Ao final de 1976, em eterno duelo com seu "outro lado", Little Richard sucumbiu novamente para a respeitabilidade de Reverendo Richard Penniman. Mas como passou a ser visto como um ícone do rock 'n' roll, seus sermões apareceram nos jornais fora de contexto. Em tais sermões, ele pregava a força absoluta da fé com frases como "Se Deus pode salvar um velho homossexual como eu, ele pode salvar qualquer um". Em jornais sensacionalistas, a frase foi explorada indevidamente e a opinião pública o viu como um traidor decadente.

    Com o tempo e a idade, o artista Little Richard e seu alter ego, o Reverendo Richard Penniman, aparentemente aprenderam a conviver em paz dentro do corpo desta personalidade tão complexa. Little Richard reapareceu em 1986 para a filmagem de "Down And Out In Beverly Hills", uma comédia com Richard Drefuss e Betty Midler, onde Little Richard rouba o espetáculo como o vizinho que se irrita facilmente. O filme abriria caminho para o seu último hit até o presente, a canção "Great Gosh O' Mighty". Ainda em 1986 ele foi convidado a entrar para o Rock 'n' Roll Hall of Fame, o chamado Corredor da Fama, misto de museu e título de honra para seus membros. Durante o seu discurso de agradecimento, ele começou a chorar em público, ato incomum para este artista geralmente muito seguro de si. Em seu discurso de agradecimento, declarou que este tipo de reconhecimento é como um sonho se realizando. Pouco depois Richard Penniman voltou a pregar a palavra de Deus enquanto processava a Speciality Records, querendo reaver o dinheiro dos direitos das vendas de seus discos. Infelizmente, depois de o processo correr por quase um ano, a Justiça considerou o documento que ele assinou legal e ele fica mesmo sem direito àquela fortuna.

    Durante a década de 90, novamente como Little Richard, ele passou a freqüentar a televisão americana constantemente, entre participações em seriados como Miami Vice, a documentários como "A Tribute To Woody Guthrie And Leadbelly", e propagandas como a do McDonald’s. Gravou uma participação no disco infantil da Disney "For Our Children", fez backing vocals para o dueto entre Bono Vox e BB King, "When Love Comes To Town", apareceu no Vila Sésamo participando do quadro "Kurmit Unpigged", sátira à série Unplugged da MTV, cantando "She Drives Me Crazy" e contracenando com Caco, o sapo.

    Recebeu outros prêmios na década de 90, como o “Lifetime Achievement Award”, da National Academy of Recording Arts and Sciences, o “Pioneer Award”, da Rhythm & Blues Foundation, em 1994, e em reconhecimento por todas as suas contribuições e vasta influência em tantos artistas posterior ao seu auge, foi presenteado com o extremamente prestigioso “Award of Merit” pela American Music Awards, em 1997, outro momento de intensa emoção em sua carreira.

    A partir de 1997, Little Richard voltou a excursionar pelo mundo com incrível disposição para um homem acima de sessenta e sete anos de idade, mantendo intacta sua imagem de roqueiro selvagem. Com incrível bom humor, ele explica que está em paz não só com sua persona artística como também com o verdadeiro Richard Penniman que existe atrás deste artista. Antes de ele poder ajudar os outros, ele precisava chegar a este meio-termo.

     

      Vídeos


    Little Richard - Lucille and Tutti Frutti 1969 (TVshow.) 
    Little Richard - "Long Tall Sally"
      
     

    Veja mais vídeos de Little Richard clicando aqui

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    2007/4/7

    Chuck Berry

    Origem: Mister Dinamite, Wikipédia.

    Ir para: Biografias

    Chuck Berry ou Charles Edward Anderson Berry (18 de outubro de 1926, Saint Louis, Missouri) é um compositor, cantor e guitarrista americano. Berry nasceu em St. Louis, Missouri, e foi um dos primeiros membros do Hall da Fama do Rock and Roll, homeneageado em 1986. É apontado por muitos como o inventor do Rock and Roll.

    Enquanto ainda existem controvérsias sobre quem lançou o primeiro disco de rock, as primeiras gravações de Chuck Berry, como "Maybellene", de 1955, sintetizavam totalmente o formato rock and roll, combinando blues com música country e versos juvenis sobre garotas e carros, com dicção impecável e diferentes solos de guitarra.

    A maioria de suas gravações mais famosas foram lançadas pela Chess Records, com o pianista Johnnie Johnson, o baixista Willie Dixon e o baterista Fred Below. Juntamente com o guitarrista Berry, eles se tornaram o sumário de uma banda de rock.

    Berry foi influenciado por Nat King Cole, Louis Jordan e Muddy Waters, que acabaria o apresentando à Leonard Chess, da gravadora Chess.

    Durante sua carreira ele gravaria tanto baladas românticas (como "Havana Moon") quanto blues ("Wee Wee Hours"), mas foi no recém-nascido rock que Berry ganhou sua fama. Ele gravou mais de trinta sucessos a aparecerem no Top Ten, e suas canções ganharam versões de centenas de músicos de blues, country e rock and roll.

    Quando jovem, Berry passou três anos em um reformatório por tentativa de assalto. Mas acusação pior viria em 1959, quando ele convidou uma índia apache de 14 anos que havia conhecido no México para trabalhar em seu clube noturno em St. Louis. A garota acabaria sendo pega pela polícia, assim como Berry, que foi acusado de adentrar com uma menor nos limites do estado com propósitos sexuais. Ele foi condenado a cinco anos de prisão e multado em 5,000 dólares. Chuck foi solto em 1963, mas seus dias de glória ficaram para trás.

    Apesar disso sua influência foi profunda, principalmente no surgimento das bandas inglesas dos anos 60. Os Rolling Stones literalmente basearam seu estilo no dele. Quando Keith Richards premiou Berry no Hall da Fama, disse: "É difícil pra mim apresentar Chuck Berry, porque eu copiei todos os acordes que ele já tocou!"

    Chuck viajou em turnê por muitos anos carregando apenas sua guitarra Gibson, confiante no fato de que poderia contratar uma banda que conhecia suas músicas em qualquer lugar que ele fosse. Entre os muitos artistas que serviram de apoio para Berry estiveram Bruce Springsteen e Steve Miller.

    Depois de tocar seus melhores sucessos durante os anos 70, Berry teve problemas legais novamente em 1979, quando foi considerado culpado de sonegação de impostos. Ele foi sentenciado a quatro meses de prisão e a cumprir 1,000 horas de trabalho comunitário fazendo shows beneficentes.

    Berry também foi centro de uma indesejada polêmica nos anos 90 por sua suposta mania de espionar mulheres.

    Curiosidade

    No filme de De Volta para o Futuro, quando Marty McFly está cantando uma música de Rock que na época não existia ainda, o primo de Chuck Berry liga para ele falando da nova música que ele estáva procurando.

    Filmes


    DATA

    TITLO

    1995 History of Rock 'n' Roll - Rock 'n' Roll Explodes
    1993 History of Rock 'n' Roll - Guitar Heroes
    1993 Bluesland: A Portrait in American Music
    1987 Chuck Berry: Hail Hail Rock 'n' Roll
    1985

    Chuck Berry & Bo Diddley's Rock 'n' Roll All-Star   Jam

    1982 National Lampoon's Class Reunion
    1978 American Hot Wax
    1973 London Rock and Roll Show of 1973
    1973 Let the Good Times Roll
    1969 Little Richard: Keep on Rockin'
    1969 Chuck Berry: Rock 'n' Roll Music
    1965 Chuck Berry Hosts: BORN TO ROCK - The T.A.M.I. - T.N.T. Show
    1959 Jazz on a Summer's Day
    1959 Go Johnny Go (PAL only)
    1957 Mister Rock and Roll
    1956 Rock, Rock, Rock
    NA Chuck Berry: Live at the Roxy with Tina Turner
    NA Joined on Stage By Tina Turner

      Vídeos


    Chuck Berry - You Can't Catch Me (1956) 
      
    Chuck Berry -Roll Over Beethoven
       

    Veja mais vídeos de Chuck Berry clicando aqui

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    2007/4/5

    Bob DylanBob Dylan

    Bob Dylan

    Origem: Mister Dinamite, Wikipédia.

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    Robert Allen Zimmerman, mais conhecido como Bob Dylan, (Duluth, 24 de maio de 1941) é um cantor e compositor estadunidense. Bob Dylan e Joan Baez, 28 de agosto de 1963Nascido no estado de Minnesota, neto de imigrantes judeus-russos, aos dez anos de idade Dylan escreveu seus primeiros poemas e, ainda adolescente, aprendeu piano e guitarra sozinho. Começou cantando em grupos de rock, imitando Little Richard e Buddy Holly, mas quando foi para a Universidade de Mineapólis em 1959, voltou-se para a folk music, impressionado com a obra musical do lendário cantador folk Woody Guthrie, a quem foi visitar em New York em 1961.

    Dylan já lançou mais de 45 álbuns desde 1962, quando lançou seu primeiro disco, "Bob Dylan”, dedicado ao folk tradicional. Seu segundo álbum, “The Freewhellin' Bob Dylan”(1963), contendo apenas canções de sua autoria, consagrou o músico com o hit "Blowin' in the Wind", que se tornou um hino do movimento dos direitos civis. Além desta, canções como "A hards-rain a gonna-fall", "Masters Of War", entre outras, tornaram-se clássicas como músicas de "protesto", embora Dylan mais tarde recusasse o rótulo de "cantor de protesto". Estas músicas, que entre outras compostas por ele, abordavam temas sociais e políticos numa linguagem poética, o tornaram um fenômeno entre os jovens artistas folk da época, levando-o ao estrelato folk, principalmente após sua participação no Newport Folk Festival de 1963, onde foi promovido pela "rainha" folk da época, a cantora Joan Baez. O sucesso do álbum "The Times They Are-A-Changing" (1964) apenas consolidou esta posição.

    Mas logo Dylan mudou de rumos artísticos, afastando-se do movimento folk de protesto e voltando-se para canções mais pessoais, instrospectivas, ligadas a uma visão muito particular de mundo. As questões sócio-políticas de seu tempo: racismo, guerra fria, guerra do Vietnã, injustiça social, cedem espaço para a temática das desilusões amorosas, amores perdidos, vagabundos errantes, liberdade pessoal, viagens oníricas e surrealistas, embaladas pela influência da poesia beat. Esta transição se dá entre 1964 e 1966, quando Dylan eletrifica a sua música, passa a tocar com uma banda de blues-rock como apoio e choca a platéia folk, com sua aproximação ao rock. Na época, muitos ignoravam que Dylan já havia tocado rock'roll na adolescência e apreciava artistas country como Johnny Cash, que já trabalhavam com instrumentos elétricos desde os anos 50. O sucesso dos Beatles e demais roqueiros britânicos na releitura do rock americano também chamaram-lhe a atenção. Em compensação, foi aclamado pela crítica, ampliou o seu público (mesmo sendo chamado de "traidor" por fãs do Dylan cantador folk), tornando-se cada vez mais influente entre artistas contemporãneos (John Lennon que o diga) e lançando os mais apreciados discos de sua carreira, com uma série de canções clássicas de seu repertório: "Maggie's Farm", "Subterranean Homesick Blues", "Gates of Eden", "It's Alright Ma (I'm Only Bleeding)", "Mr. Tambourine Man", "Ballad Of A Thin Man", "Like a Roling Stone", "Just Like a Woman", entre outras, lançadas em seus álbuns mais inspirados: "Bringing It All Back Home" e "Highway 61 Revisited" de 1965 e o duplo "Blonde on Blonde", de 1966.

    Em maio de 1966, após uma tumultuada turnê pela Inglaterra, devido ao formato rock dos shows, Dylan sofreu um grave acidente de moto que o afastou dos palcos e gravações até 1968. Em seu retorno, supreendeu público e crítica com o álbum "John Wesling Hardin", fortemente influenciado pelo country, tendência que acentuou-se no trabalho seguinte, "Nashville Skyline", que trouxe o clássico "Lay Lady Lay" para as paradas. Limitando-se a apresentações esporádicas, das quais a mais importante foi sua participação no Festival da Ilha de Wight em agosto de 1969, além de sua participação no Concerto para Bangladesh, organizado por George Harrison em 1971, Dylan só voltaria a realizar turnês em 1974.

    O que produziu no início dos anos 70 não foi bem recebido pela crítica, considerado muito abaixo de seus melhores momentos. Apenas algumas canções destacam-se: "If Not For You" (1970), "Knockin' on Heaven's Door" (1973), "Forever Young" (1974). Mas ao voltar as turnês, acompanhado pelo grupo The Band, retorna a evidência e ao sucesso, principalmente pelo elogiado duplo ao vivo "Before the Flood" (1974). Na retomada da carreira de forma mais ativa, Dylan produz "Blood On Tracks" (1975) e "Desire" (1976), seus melhores discos nos anos 70, aclamados pela crítica. Deste último, a canção "Hurricane", baseado na história de Rubin Carter, um boxeador negro preso injustamente, foi um sucesso espetacular, ao mesmo tempo que a turnê Roling Thunder Revue (75/76) era aclamada por crítica e público.

    Mas após seu divórcio em 1977, da esposa Sara Lownes, com quem era casado desde 1965, Dylan viveu uma grande crise pessoal, que refletiu-se em seu trabalho artístico. Depois de uma turnê mundial em 1978, em parte registrada no duplo ao vivo "At Budokan" (gravado no Japão), ele voltou-se para a música gospel, ao converter-se e se filiar a uma igreja. Foi o período mais controverso e polêmico de sua carreira, principalmente por Dylan afastar-se de seu repertório clássico e investir em canções religiosas. Nesta nova fase, "Slow Train" (1979) ainda traz momentos inspirados: a canção "Gotta Serve Somebody" ganhou um Grammy, mas os discos seguintes são irregulares.

    Com "Infidels", de 1983, Dylan afasta-se da fé cristã, volta-se inesperadamente para as suas raízes judaicas e parece reencontrar certo equilíbrio artístico. Bem recebido pela crítica, é considerado seu melhor álbum desde Desire. As apresentações ao vivo, em que volta a interpretar suas canções clássicas, marcam uma reconcialiação com seu público. Dylan continua a gravar regularmente, buscando uma sonoridade "made anos 80" ao mesmo tempo em que tenta preservar seu estilo. "Down In The Grovy", álbum de 1988, passou despercebido, contém várias covers, mas equivale a uma declaração de princípios, com canções de folk-rock, gospel, rock, que demarcam os gostos artísticos preferenciais do artista. Depois de uma turnê com a lendária banda californiana Grateful Dead, ele lança o álbum "Oh Mercy" (1989), elogiado pela qualidade inesperada das canções e volta às paradas com o super-grupo Traveling Wilburys, formado com os amigos George Harrison, Tom Petty, além de Jeff Lynne e Roy Orbison.

    No início dos anos 90, Bob Dylan parece dar uma "parada" na carreira. Para comemorar e fazer um balanço de seus 30 anos de trajetória, ele volta a gravar folk tradicional, acústico, sem importar-se com o pouco apelo comercial deste gênero nos dias atuais. Em 1992 é realizado um show-tributo em grande estilo, com a participação de várias nomes do rock, country e do soul cantando suas músicas: Eric Clapton, Stevie Wonder, Neil Young, Willie Nelson, Lou Reed, Eddie Vedder entre outros. Bob Dylan no Lida Festival de Estocolmo, Suécia, em 1996.

    Depois do acústico produzido para a MTV em 1994, Dylan só voltaria com um CD de inéditas em 1997. O álbum "Time Out Of Mind" ganharia vários prêmios Grammy e foi considerado por muitos uma nova ressurreição artística, confirmada pela qualidade de "Love and Theft" (2001). Neste mesmo ano a revista Rolling Stone publicou uma lista com as 500 melhores músicas da história e em primeiro lugar ficou Like a Rolling Stone, de Bob Dylan. Atualmente registra-se um novo interesse pela vida e obra de Dylan, com o lançamento oficial de várias gravações piratas, além do lançamento do documentário "No Direction Home", de Martin Scorsese, que flagra os anos iniciais de sua carreira (1961-1966) e, mais recentemente, com "Modern Times", seu novo álbum lançado em 2006, com o qual, pela quarta vez na carreira, Dylan conquistou a liderança do ranking dos mais vendidos dos Estados Unidos, vendendo 192,000 cópias na primeira semana. A última vez que Dylan tinha alcançado a liderança nos Estados Unidos, foi com o álbum "Desire", de 1976, que ficou 5 semanas no topo das paradas. Antes disso, alcançou o primeiro lugar com o clássico disco "Blood On The Tracks", em 1975, e com "Planet Waves", no ano anterior.

     Discografia

    • Modern Times (2006)
    • The Bootleg Series - No Direction Home (2005)
    • The Bootleg Series - ao vivo, 1964 (2004)
    • The Bootleg Series - ao vivo, 1975 (2002)
    • Love and Theft (2001)
    • The Essential Bob Dylan (2000)
    • Live 1966 - 1998
    • Time Out of Mind (1997)
    • MTV Unplugged (1995)
    • Bob Dylan's Greatest Hits, Vol. 3 (1994)
    • World Gone Wrong (1993)
    • The 30th Anniversary Concert Celebration (1993)
    • Good As I Been To You (1992)
    • The Bootleg Series, Volumes 1-3 (1991)
    • Under the Red Sky (1990)
    • Oh Mercy (1989)
    • Down in the Groove (1988)
    • Dylan & the Dead (1988)
    • Knocked Out Loaded (1986)
    • Biograph (1985)
    • Empire Burlesque (1985)
    • Real Live (1984)
    • Infidels (1983)
    • Shot of Love (1981)
    • Saved (1980)
    • Slow Train Coming (1979)
    • Live At Budokan (1979)
    • Street Legal (1978)
    • Hard Rain (1976)
    • Desire (1976)
    • The Basement Tapes (1975)
    • Blood on the Tracks (1975)
    • Before the Flood (1974)
    • Planet Waves (1974)
    • Dylan (1973)
    • Pat Garrett and Billy the Kid (1973)
    • Bob Dylan's Greatest Hits, Vol. 2 (1971)
    • New Morning (1970)
    • Self Portrait (1970)
    • Nashville Skyline (1969)
    • John Wesley Harding (1967)
    • Bob Dylan's Greatest Hits (1967)
    • Blonde on Blonde (1966)
    • Highway 61 Revisited (1965)
    • Bringing It All Back Home (1965)
    • Another Side of Bob Dylan (1964)
    • The Times They Are A-Changin' (1964)
    • The Freewheelin' Bob Dylan (1963)
    • Bob Dylan (1962)

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    2007/3/23

    Madre teresa de Calcutá

     
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    Madre Teresa de Calcutá, cujo nome verdadeiro é Agnes Gonxha Bojaxhiu, (Skopje, 27 de Agosto de 1910Calcutá, 5 de Setembro de 1997) foi uma missionária católica albanesa, nascida na República da Macedónia e naturalizada indiana.

    Considerada a missionária do século XX, concretizou o projecto de apoiar e recuperar os desprotegidos na Índia. Através da sua congregação "Missionárias da Caridade", partiu em direcção à conquista de um mundo que acabou rendido ao seu apelo de ajudar o mais pobre dos pobres.
     
    História

     

    O início de uma jornada

    Partiu para a Índia em 1931, para a cidade de Darjeeling, onde fez o noviciado no colégio das Irmãs de Loreto.

    No dia 24 de maio de 1931, fez a profissão religiosa, e emitiu os votos temporários de pobreza, castidade e obediência tomando o nome de "Teresa". A origem da escolha deste nome residiu no fato de ser em honra à monja francesa Teresa de Lisieux, padroeira das missionárias, canonizada em 1927 e conhecida como Santa Teresinha.

    De Darjeeling passou para Calcutá, onde exerceu, durante os anos 30 e 40, a docência em Geografia no colégio bengalês de Sta Mary, também pertencente à congregação de Nossa Senhora do Loreto. Impressionada com os problemas sociais da Índia, que se refletiam nas condições de vida das crianças, mulheres e velhos que viviam na rua e em absoluta miséria, fez a profissão perpétua a 24 de maio de 1937.

    Com a partida do colégio, tirou um curso rápido de enfermagem, que veio a tornar-se um pilar fundamental da sua tarefa no mundo.

    Em 1946, decidiu reformular a sua trajetória de vida. Dois anos depois, e após muita insistência, o Papa Pio XII permitiu que abandonasse as suas funções enquanto monja, para iniciar uma nova congregação de caridade, cujo objetivo era ensinar as crianças pobres a ler. Desta forma, nasceu a sua Ordem – As Missionárias da Caridade. Como hábito, escolheu o sári, nas cores — justificou ela — "branco, por significar pureza e azul, por ser a cor da Virgem Maria". Como princípios, adotou o abandono de todos os bens materiais. O espólio de cada irmã resumia-se a um prato de esmalte, um jogo de roupa interior, um par de sandálias, um pedaço de sabão, uma almofada e um colchão, um par de lençóis, e um balde metálico com o respectivo número.Madre Teresa com Ronald e Nancy Reagan em 1985

    Começou a sua atividade reunindo algumas crianças, a quem começou a ensinar o alfabeto e as regras de higiene. A sua tarefa diária centrava-se na angariação de donativos e na difusão da palavra de alento e de confiança em Deus.

    No dia 21 de dezembro de 1948, foi-lhe concedida a nacionalidade indiana. A partir de 1950 empenhou-se em auxiliar os doentes com lepra.

    Em 1965, o Papa Paulo VI colocou sob controle do papado a sua congregação e deu autorização para a sua expansão a outros países. Centros de apoio a leprosos, velhos, cegos e doentes com HIV surgiram em várias cidades do mundo, bem como escolas, orfanatos e trabalhos de reabilitação com presidiários.

    Um serviço ao mundo

    Ao primeiro lar infantil ou "Sishi Bavan" (Casa da Esperança), fundada em 1952, juntou-se o "Lar dos Moribundos", em Kalighat.

    Mais de uma década depois, em 1965, a Santa Sé aprovou a Congregação Missionárias da Caridade e, entre 1968 e 1989, estabeleceu a sua presença missionária em países como Albânia, Rússia, Cuba, Canadá, Palestina, Bangladesh, Austrália, Estados Unidos, Ceilão, Itália, antiga União Soviética, China, etc.

    O reconhecimento do mundo pelo seu trabalho concretizou-se com o Templeton Prize, em 1973, e com o Nobel da Paz, no dia 17 de outubro de 1979.

    Morreu em 1997,com 87 anos, mas o seu trabalho missionário continua através da irmã Nirmala, eleita no dia 13 de março de 1997 como sua sucessora. Tratado como um funeral de Estado, vários foram os representantes do mundo que quiseram estar presentes para prestar a sua homenagem. As televisões do mundo inteiro transmitiram em directo durante uma semana, os milhões que queriam vê-la no estádio Netaji. No dia 19 de outubro de 2003, o Vaticano beatificou Madre Teresa.

    Hoje a sua Congregação reúne 3 mil freiras e 400 irmãos, em 87 países, dando apoio aos mais necessitados em cerca de 160 cidades.

    Controvérsias e Críticas

    Críticos de Madre Teresa, nominalmente Christopher Hitchens, Aroup Chatterjee e Robin Fox, argumentam que sua organização fornecia ajuda abaixo dos padrões e esta primariamente interessada em converter pessoas à beira da morte para o Catolocismo, e usou doações para atividades missionárias em outros lugares, em vez de gastar na melhoria do padrão de ajuda médica. Esses críticos representam ainda uma pequena minoria mas colocaram objeções fortes às virtudes de Madre Teresa. A Igreja Católica nega a maioria dessas críticas. Por exemplo, a idéia que missionários gastavam dinheiro em atividades missionárias parece óbvia e Madre Teresa nunca afirmou que suas atividades eram sobre ajuda médica. Christopher Hitchens escreveu que as próprias palavras de Madre Teresa sobre pobreza provam que "suas intenções não eram de ajudar as pessoas". Hitchens vai mais fundo afirmando que Madre Teresa mentiu a doadores sobre onde suas contribuições eram usadas. Em 1994, Hitchens publicou um artigo no The Nation entitulado "O Demônio de Calcutá". Dr. Aroup Chatterjee, o autor de "Madre Teresa: O Veredito Final" (2003), afirma que a imagem pública de Madre Teresa como ajuda dos pobres, dos doentes e dos à beira da morte é errada e exagerada; ele mantém que o número de pessoas que são servidas mesmo pela maior parte das casas não é perto do que os ocidentais são levados a acreditar. 1 Como o Vaticano aboliu o papel tradicional de Advogado do Diabo que servia um propósito similar, Hitchens foi a única testemunha chamada pelo Vaticano para dar evidência contra a beatificação e processo de canonização de Madre Teresa.

     Ensinamentos
    "A vida é uma oportunidade, aproveite-a...
    A vida é beleza, admire-a...
    A vida é felicidade, deguste-a...
    A vida é um sonho, torne-o realidade...
    A vida é um desafio, enfrente-o...
    A vida é um dever, cumpra-o...
    A vida é um jogo, jogue-o...
    A vida é preciosa, cuide dela...
    A vida é uma riqueza, conserve-a...
    A vida é amor, goze-o...
    A vida é um mistério, descubra-o...
    A vida é promessa, cumpra-a...
    A vida é tristeza, supere-a...
    A vida é um hino, cante-o...
    A vida é uma luta, aceite-a...
    A vida é aventura, arrisque-a...
    A vida é alegria, mereça-a...
    A vida é vida, defenda-a..."


    "Um coração feliz é o resultado inevitável de um coração ardente de amor."


    "Mas eu sinto que o maior destruidor da paz hoje é o aborto, porque é uma guerra contra a criança - um assassinato direto da criança inocente - assassinato pela própria mãe. E se nós aceitamos que uma mãe pode matar até mesmo sua própria criança, como nós podemos dizer para outras pessoas que não matem uns aos outros?..."


    "Ontem foi embora. Amanhã ainda não veio. Temos somente hoje, comecemos."


    "A pior calamidade para a humanidade não é a guerra ou o terremoto. É viver sem Deus. Quando Deus não existe, se admite tudo. Se a lei permite o aborto e a eutanásia, não nos surpreende que se promova a guerra!"


    "Qualquer ato de amor, por menor que seja, é um trabalho pela paz."


    "Temos medo da guerra nuclear e dessa nova enfermidade que chamamos de AIDS, mas matar crianças inocentes não nos assusta. O aborto é pior do que a fome, pior do que a guerra"


    "Um país que aceita o aborto não está a ensinar os seus cidadãos a amar, mas a usar a violência para obterem o que querem. É por isso que o maior destruidor do amor e da paz é o aborto."


    "O mundo que Deus nos deu é mais do que suficiente, segundo os cientistas e pesquisadores, para todos; existe riqueza mais que de sobra para todos. É só uma questão de reparti-la bem, sem egoísmo. O aborto pode ser combatido mediante a adoção. Quem não quiser as crianças que vão nascer, que as dê a mim. Não rejeitarei uma só delas. Encontrarei uns pais para elas.


    "Temos medo da guerra nuclear e dessa nova enfermidade que chamamos Aids, mas matar crianças inocentes não nos assusta".


    "O amor, para ser verdadeiro, tem de doer. Não basta dar o supérfluo a quem necessita, é preciso dar até que isso nos machuque."


    "Nunca compreenderemos o quanto um simples sorriso pode fazer."


    "Como Jesus, pertencemos ao mundo inteiro, vivendo não para nós mesmos, mas para os outros. A alegria do Senhor é a nossa força".


    "Buscando a face de Deus em todas as coisas, em todas as pessoas, em todos os lugares, durante todo o tempo, e vendo a Sua mão em cada acontecimento - isso é contemplação no coração do mundo".


    "Amar, ser verdadeiro, deve custar - deve ser árduo - deve esvaziar-nos do ego."


    "Famintos de amor, Ele olha por vocês. Sedentos de amabilidade, Ele pede por vocês. Privado de lealdade, Ele espera em vocês. Desabrigados de asilo em seu coração, Ele procura por vocês. Você será esse alguém para Ele ?"


    "Os pobres que buscamos podem morar perto ou longe de nós. Podem ser material ou espiritualmente pobres. Podem estas famintos de pão ou de amizade. Podem precisar de roupas ou do senso de riqueza que o amor de Deus representa para eles. Podem precisar do abrigo de uma casa feita de tijolos e cimento ou da confiança de possuírem um lugar em nossos corações."
     
    Bibliografia
     

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